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Mercado

Importados no Brasil: Crescimento, História e Marcas Chinas

31 de março de 2026
3 min de leitura
Importados no Brasil: Crescimento, História e Marcas Chinas

O Retorno dos Importados e o Passado do Mercado Brasileiro

A discussão sobre a entrada de carros importados no Brasil ganhou força novamente em 2025, com um crescimento de 6,7% no volume de veículos estrangeiros. As vendas atingiram 497,8 mil unidades, representando 18,57% do total de emplacamentos, o maior volume desde 2015. Apesar do crescimento atual, a presença de importados já foi significativamente maior. O recorde histórico foi em 2011, quando 858 mil veículos de outros países entraram no Brasil, correspondendo a 23,6% das vendas e impulsionado por um mercado interno aquecido que somou 3,63 milhões de unidades.

Políticas Governamentais e a Ascensão Chinesa

A partir de 2013, o governo brasileiro interveio com o chamado “super IPI”, elevando em 30 pontos percentuais o imposto sobre carros vindos de fora do Mercosul e México, visando proteger a indústria local. Essa medida, posteriormente condenada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), foi extinta em 2017. A realidade hoje é moldada pela crescente dominância de marcas chinesas, que já respondem por 37,6% das vendas de importados. O número de marcas chinesas no país saltou de duas em 2024 para catorze no início de 2026, conquistando uma fatia de 7% do mercado geral. Marcas como BYD, Caoa Chery, GWM e Omoda Jaecoo já figuram entre as mais vendidas.

A Revolução dos Eletrificados

O sucesso das montadoras chinesas se deve em grande parte à sua vasta oferta de modelos eletrificados, que combinam tecnologia avançada com um custo-benefício atraente. A participação de veículos eletrificados no mercado brasileiro disparou de 8,9% em 2024 para 14,9% em 2025, forçando as montadoras tradicionais a acelerar seus projetos de híbridos e elétricos, muitas vezes por meio de associações com fabricantes chineses.

Desafios Econômicos e Perspectivas para 2026

Apesar da expansão no número de marcas, o mercado automotivo brasileiro como um todo apresenta um crescimento modesto. A Anfavea projeta um avanço tímido de 2,76% nas vendas para 2026, com 2,69 milhões de unidades emplacadas, um volume ainda abaixo dos níveis pré-pandemia e muito distante do recorde de 3,8 milhões em 2012. O cenário é agravado pelo crédito caro e seletivo, com a inadimplência em financiamentos atingindo 5,04% no ano passado. Mais da metade das vendas (51,4% em 2025) depende de negociações diretas com frotistas e locadoras. A esperada redução da taxa básica de juros, a partir do segundo trimestre de 2026, só deve impactar os planos de financiamento de veículos na segunda metade do ano.

Importados no Brasil: Crescimento, História e Marcas Chinas
A entrada de carros importados no Brasil voltou a ser um dos temas mais discutidos pelos representantes da indústria automobilística em 2025. No ano passado, o volume de veículos vindos de outros países cresceu 6,7%.
Os dirigentes das montadoras instaladas no país há mais tempo costumam se queixar da entrada dos importados que, de fato, está em franco crescimento. Só em 2025, as vendas de veículos vindos do exterior somaram 497,8 mil unidades, o maior volume desde 2015 e o equivalente a 18,57% do total de emplacamentos.
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Presença de carros importados já foi maior
Mas a presença dos importados no país já foi bem maior. O recorde foi em 2011, quando 858 mil veículos entraram no Brasil. Naquele ano, os modelos fabricados no exterior representaram 23,6% das vendas, impulsionados por um mercado interno aquecido que somou 3,63 milhões de unidades.
Nissan Leaf foi um dos primeiros carros elétricos importados para o Brasil
Divulgação/Nissan
Os volumes começaram a cair em 2013, quando o governo adotou uma medida para proteger a indústria local. O chamado “super IPI” elevou em 30 pontos percentuais o IPI sobre carros vindos de fora do Mercosul e México. A medida foi contestada pela União Europeia (UE) e, posteriormente, condenada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), até ser extinta, em 2017.
A realidade é outra hoje. Os importados parecem chamar mais a atenção nas ruas porque são, na maioria, de marcas desconhecidas por muitos, com predomínio das chinesas, que já respondem por 37,6% das vendas de importados.
Navio da BYD desembarca carros elétricos chineses no Brasil
Getty Images/Lars Penning
Até 2024, havia duas marcas de carros chinesas no país. Em 2025, o número subiu para 11 e 2026 começou com 14. Veículos vindos do país asiático fecharam o ano com fatia de 7% do mercado.
Em 2025, as marcas veteranas ainda dominaram com larga vantagem. Fiat, Volkswagen, General Motors, Hyundai e Toyota ocuparam, na sequência, os cinco primeiros lugares do ranking. Em dezembro, porém, quatro chinesas ficaram entre as 20 mais vendidas no país: BYD, Caoa Chery, GWM e Omoda Jaecoo.
Veja as marcas de carros mais vendidas do Brasil em 2025
Não é novidade que o sucesso dos chineses se deve à variedade de modelos eletrificados e à oferta de produtos com significativo conteúdo tecnológico por um custo/benefício atraente. A participação dos eletrificados saltou de 8,9% em 2024 para 14,9% em 2025. Enquanto isso, montadoras tradicionais correm para lançar híbridos e até se associam às chinesas para acelerar projetos.
Assim, o número de marcas participantes no Brasil aumenta em um mercado que pouco cresce. A Anfavea, que representa os fabricantes, projeta para 2026 o avanço tímido de 2,76% nas vendas, com 2,69 milhões de unidades emplacadas — abaixo dos níveis pré-pandemia e distante do recorde de 3,8 milhões em 2012.
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O crédito caro e seletivo continua a segurar a demanda. A inadimplência nos financiamentos atingiu 5,04% no ano passado e os bancos mantêm forte restrição ao varejo. Mais da metade das vendas depende de negociações diretas com frotistas e locadoras, que representaram 51,4% do mercado em 2025.
Mesmo com a perspectiva de redução dos juros, a partir do segundo trimestre, os executivos do setor calculam que o efeito da queda da taxa básica de juros só terá impacto nos planos de financiamento de veículos depois dos seis primeiros meses de 2026.
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Fonte: Auto Esporte

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Destaque Visual e Exclusividade da Triton BF///MS A Mitsubishi surpreende o mercado brasileiro com o lançamento da Triton BF///MS, uma série especial da sua aclamada picape que promete conquistar os entusiastas de veículos robustos com um toque de exclusividade. Disponível sob encomenda e com um preço de R$ 339.990, esta edição limitada não é apenas um novo produto, mas uma declaração de estilo e desempenho. O grande diferencial reside no contraste visual impactante, apostando na combinação de tons marrons e pretos que conferem à picape uma identidade única e sofisticada, longe do usual no segmento de picapes médias. Pacote Estético Inconfundível O pacote visual exclusivo é o coração da BF///MS. Cada detalhe foi pensado para criar uma harmonia entre a robustez inerente à Triton e um acabamento premium. A paleta de cores, focada no marrom e preto, é aplicada em elementos estratégicos da carroceria, rodas e possivelmente no interior, realçando as linhas agressivas do veículo e garantindo que ele se destaque onde quer que vá. Para o motorista brasileiro que busca um veículo que reflita sua personalidade e não se contente com o convencional, a Triton BF///MS oferece uma estética que comunica aventura e exclusividade em igual medida. Performance Otimizada e Conveniência a Bordo Além do apelo estético, a Triton BF///MS não deixa a desejar em termos de funcionalidade e conforto. A série especial vem equipada com pneus mistos de fábrica, uma escolha estratégica que amplia a versatilidade do veículo. Essa configuração de pneus oferece excelente desempenho tanto no asfalto quanto em terrenos off-road, garantindo segurança e tração em diferentes condições de rodagem – um atributo valioso para quem utiliza a picape para trabalho e lazer, explorando as diversas paisagens do Brasil. Entretenimento de Primeira Linha Para aprimorar a experiência a bordo, a Mitsubishi integrou um sistema de som JBL de fábrica. Conhecida pela qualidade e potência sonora, a JBL garante que motorista e passageiros desfrutem de suas músicas favoritas com fidelidade e imersão, transformando cada viagem em um verdadeiro concerto sobre rodas. Essa atenção aos detalhes, que combina funcionalidade com luxo, posiciona a BF///MS como uma opção completa para quem não abre mão de conforto e entretenimento durante seus percursos. Condições de Aquisição e Valor Agregado A disponibilidade da Mitsubishi Triton BF///MS é exclusiva e ocorre sob encomenda, o que reforça o caráter de edição especial e limitada. Este modelo de comercialização permite que a montadora atenda a uma demanda específica, garantindo que cada unidade seja produzida com atenção aos detalhes e para um cliente que realmente valoriza essa exclusividade. O preço de R$ 339.990 a posiciona no segmento premium das picapes, justificando-se pelo pacote de itens exclusivos e pelo valor de marca. Benefício na Troca do Usado Um atrativo adicional para os potenciais compradores é o bônus na negociação de veículos usados. Essa condição especial pode facilitar a aquisição da nova Triton BF///MS, tornando a transição para este modelo exclusivo mais acessível. Para o motorista brasileiro, que frequentemente considera a troca do seu veículo atual na compra de um novo, esse bônus representa uma vantagem financeira significativa, reduzindo o custo total da aquisição e incentivando a renovação da frota com um veículo que une estilo, performance e tecnologia.

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Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

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Fonte: Auto Esporte