Voltar para Notícias
Mercado

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-Road

05 de julho de 2026
9 min de leitura
5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-Road

Picapes de Alto Desempenho Usadas: Versatilidade para Todo Terreno

O mercado de picapes usadas de alta performance no Brasil evoluiu, oferecendo muito mais do que apenas força para reboque. Hoje, esses veículos combinam a agilidade de esportivos no asfalto com a robustez e tração de um 4x4 em trilhas, sendo ideais até mesmo para o uso diário. Com a popularidade crescente, o portal 'Visão Veicular' destaca cinco modelos que se destacam pela performance, tanto dentro quanto fora da estrada, disponíveis no mercado de seminovos. A seleção abrange desde opções compactas até full-size, contemplando diferentes perfis e orçamentos de motoristas brasileiros que buscam adrenalina e capacidade em qualquer condição.

Desvendando os Modelos: De Compactas a Full-Size

A lista apresenta uma gama diversificada de picapes, cada uma com características únicas que atendem a necessidades específicas. Os preços, apurados em junho de 2026, servem como referência e podem variar.

Ford Maverick 2.0 4x4: A Porta de Entrada Esportiva

Compacta e de construção monobloco, a Maverick é ideal para quem busca performance e tração nas quatro rodas sem o porte de uma picape grande. Equipada com motor 2.0 EcoBoost turbo a gasolina, entrega 253 cv e 38,7 kgfm, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Seu consumo é equilibrado para o segmento (8,8 km/l cidade, 11,1 km/l estrada), e oferece boa tecnologia interna e segurança. Disponível a partir de R$ 142.900 (modelos 2022/2023).

Volkswagen Amarok V6: O Torque Alemão

Considerada referência em torque entre as picapes médias a diesel, a Amarok V6 se destaca pelo motor 3.0 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm, com Overboost para 272 cv. Com tração integral permanente e câmbio ZF de oito marchas, faz 0-100 km/h em 8 segundos. Sua capacidade de carga superior a 1.100 kg é um diferencial. Unidades 2018/2019 partem de R$ 122.990.

Ram 1500: Potência V8 e Conforto Full-Size

Para quem não abre mão do luxo e da potência bruta, a Ram 1500 oferece o histórico motor 5.7 V8 Hemi a gasolina de 400 cv e 56,7 kgfm. Mesmo com seu porte imponente, atinge 100 km/h em 7,7 segundos. O foco aqui é o conforto, a tecnologia embarcada de ponta (Uconnect 12”, som Harman Kardon) e a impressionante capacidade de reboque de 4.490 kg. Preços iniciam em R$ 289.880 (modelos 2022), mas atenção ao consumo e manutenção do V8.

Ford Ranger Raptor: A Rainha do Off-Road Extremo

Projetada para rally-raid, a Ranger Raptor é um verdadeiro carro de competição de fábrica. Seu motor 3.0 V6 biturbo a gasolina de 397 cv e 59,4 kgfm a impulsiona de 0 a 100 km/h em impressionantes 5,8 segundos. O grande diferencial está na engenharia para a terra: amortecedores FOX Live Valve, diferenciais blocantes e o modo de condução Baja para pilotagem agressiva. Um exemplar pode ser encontrado a partir de R$ 439.980.

BYD Shark: A Revolução Híbrida e a Mais Rápida

A BYD Shark é a picape mais tecnológica e a mais rápida da lista. Sendo a primeira híbrida plug-in vendida no Brasil, combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois elétricos, entregando uma potência combinada de 437 cv e 65 kgfm. Sua aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos a coloca no topo da performance, aliada a uma autonomia elétrica de 57 km e consumo equivalente de 24,6 km/l. Altamente equipada de série, parte de R$ 279.900.

Conclusão: Escolha Sua Aventura

A oferta de picapes usadas de alto desempenho no Brasil é vasta e diversificada. Seja para quem busca uma companheira urbana com aptidão off-road, um gigante de torque diesel, a potência de um V8, a robustez de um carro de rali ou a inovação de um híbrido plug-in, há uma opção para cada tipo de motorista e aventura. É fundamental considerar o custo de uso, manutenção e a disponibilidade de peças ao optar por um desses modelos.

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-Road
As picapes usadas de alto desempenho deixaram de ser sinônimo apenas de força para reboque: hoje, quem procura performance em qualquer terreno encontra opções que aceleram como esportivos, sobem trilha com tração 4x4 e ainda servem para o uso diário. Por isso, reunimos cinco picapes usadas de alto desempenho à venda no Mercado Livre, de modelos menores a opções full size, todas com performance de sobra dentro e fora do asfalto.
O grupo reúne perfis bem diferentes de picape usada de alto desempenho. Há a tração integral de uma intermediária como a Ford Maverick, o torque do V6 a diesel da Volkswagen Amarok, o motor V8 a gasolina da Ram 1500, a suspensão de competição da Ford Ranger Raptor e a eletrificação da BYD Shark — a mais rápida de 0 a 100 km/h da lista.
Selecionamos cinco picapes que entregam performance em qualquer terreno, ordenadas da mais acessível à mais sofisticada. Os preços citados foram apurados durante a produção da matéria, em junho de 2026, e podem variar conforme ano, versão, quilometragem e estado de conservação.

  1. Ford Maverick 2.0 4x4 — a partir de R$ 142.900

Ford Maverick Lariat FX4 tem tração integral e motor 2.0 turbo
Ford/Divulgação
A Ford Maverick 2.0 turbo 4x4 é a porta de entrada desta lista de picapes usadas de alto desempenho. Compacta, de construção monobloco e importada do México, ela combina dimensões urbanas com performance. O motor EcoBoost 2.0 turbo a gasolina entrega 253 cv e 38,7 kgfm de torque, sempre ligado ao câmbio automático de oito marchas e à tração integral (AWD).
Na versão Lariat FX4, a picape acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Segundo o Inmetro, o consumo é de 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada — média boa para uma picape de cinco metros e desempenho “envenenado”. Para o porte, a caçamba de 943 litros é boa, enquanto a capacidade de carga é de 617 kg.
Por dentro, a Ford Maverick traz central multimídia com tela de 8 polegadas e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, quadro de instrumentos digital de 6,5”, seis alto-falantes e quatro entradas USB. A lista de série inclui ainda ar-condicionado digital de duas zonas, sete airbags, faróis de LED, partida sem chave, banco do motorista com ajuste elétrico, câmera de ré, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas e controles de estabilidade e tração.
É a escolha de quem quer performance e tração nas quatro rodas sem o porte e o consumo de uma picape grande. No Mercado Livre, a Maverick 2.0 4x4 aparece a partir de R$ 142.900, principalmente em unidades 2022 e 2023, pré-facelift.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte

  1. Volkswagen Amarok V6 — a partir de R$ 140 mil

Volkswagen Amarok V6 turbodiesel tem até função Overtoost
Divulgação/Volkswagen
A Volkswagen Amarok é a referência de torque entre as picapes médias a diesel de alto desempenho. Seu motor V6 3.0 turbodiesel rende 258 cv e 59,1 kgfm, com a função Overboost elevando a potência a 272 cv por até dez segundos em retomadas.
O conjunto trabalha com câmbio automático de oito marchas da ZF e tração integral permanente, e leva a picape de 0 a 100 km/h em 8 segundos. Segundo o Inmetro, a versão topo faz 8 km/l na cidade e 8,4 km/l na estrada. Sua caçamba leva 1.280 litros e a capacidade de carga supera os 1.100 kg, números ótimos para uma média.
A linha mais recente é oferecida em três versões. A Comfortline, de entrada, traz seis airbags, rodas de 17 polegadas, central multimídia de 9”, câmera de ré e sensores de estacionamento. A Highline acrescenta rodas de 19”, ar-condicionado de duas zonas, bancos parcialmente revestidos de couro, faixa de LED na grade frontal, retrovisores rebatíveis eletricamente e borboletas para troca de marchas. A Extreme, topo de linha, soma rodas de 20”, estribos laterais e santantônio com o logotipo da versão.
A capacidade de carga, de 1.104 kg, é a maior entre as picapes médias dessa lista. No Mercado Livre, a Amarok V6 parte de R$ 122.990 mil em exemplares 2018 e 2019, enquanto as unidades 2024 e 2025 mais completas (e com facelift) beiram os R$ 250 mil.
Initial plugin text
r

  1. Ram 1500 — a partir de R$ 289.880

Ram 1500 Limited é a única da lista equipada com motor V8
Ram/Divulgação
A Ram 1500 leva o conceito de picape usada de alto desempenho para o terreno das full size. O histórico motor 5.7 V8 Hemi a gasolina gera 400 cv e 56,7 kgfm, com câmbio automático de oito marchas e tração 4x4. Mesmo com quase 5,9 metros de comprimento e 2,7 toneladas, a picape vai de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos e conta com desativação de quatro dos oito cilindros para aliviar o consumo em uso leve. Ainda assim, tem sede considerável: segundo o Inmetro, faz 5,5 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada.
Vale entender a diferença entre a Ram 1500 e a Ram 1500 Classic: a segunda usa a plataforma da geração anterior, com visual e itens mais simples — a central multimídia, por exemplo, tem 8,4 ”— e suspensão traseira voltada ao conforto, que limita a capacidade de carga. Já a Ram 1500 de quinta geração (nas versões Rebel, Laramie e Limited) é a mais moderna: traz central multimídia Uconnect de 12”, quadro de instrumentos digital de 12”, som Harman Kardon com 19 alto-falantes, câmera 360°, teto solar panorâmico e Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC).
Sua capacidade de carga de 557 kg está longe de ser grande, enquanto a caçamba leva 1.200 litros, porém, o grande barato é a capacidade de reboque: 4.490 kg com freio.
A Limited ainda adota suspensão a ar e rodas de 22”. As duas compartilham o mesmo V8 Hemi. Fica o alerta: o consumo alto e a manutenção exigente, com várias peças importadas, pesam no custo de uso. A geração mais recente trocou o Hemi pelo motor 3.0 de seis cilindros em linha biturbo (426 cv), mas o mercado de usados ainda é dominado pelo V8.
No Mercado Livre, a Ram 1500 parte de R$ 289.990 em unidadades 2022 e passa de R$ 450 mil nas configurações mais novas e completas.

  1. Ford Ranger Raptor — a partir de R$ 439.980

Ford Ranger Raptor é capaz de dar saltos com segurança
Divulgação
A Ford Ranger Raptor é a picape usada de alto desempenho mais voltada ao off-road extremo desta seleção. Mais do que uma picape forte, ela foi concebida como uma espécie de carro de rali de fábrica: a Ford Performance recalibrou chassi, suspensão e motor para corridas em alta velocidade na terra, no espírito das provas de rally-raid como o Baja.
O motor 3.0 V6 biturbo a gasolina entrega 397 cv e 59,4 kgfm, um dos conjuntos mais potentes já vistos entre as picapes médias do Brasil. Ligado ao câmbio automático de dez marchas e à tração 4x4 com seletor eletrônico, faz a picape acelerar de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos. Já o consumo fica em 6,7 km/l em território urbano e 7,4 km/l no rodoviário.
O coração dessa proposta esportiva está na engenharia para a terra: amortecedores FOX 2.5" Racing com tecnologia Live Valve, que ajustam a dureza em tempo real conforme o terreno e os saltos; diferenciais dianteiro e traseiro blocantes; e sete modos de condução, entre eles, o Baja, voltado à pilotagem agressiva fora de estrada. E ainda leva 736 kg de carga útil e 1.200 l na caçamba.
Há ainda escapamento com modos de som ajustáveis e borboletas no volante, ao passo que a carroceria recebe para-choques específicos, alargadores e pneus de uso misto. No Mercado Livre, a Ranger Raptor V6 aparece a partir de de R$ 439.980

  1. BYD Shark — a partir de R$ 279.900 — a mais rápida de 0 a 100 km/h

BYD Shark é a única híbrida plug-in da lista - e a mais rápida
Murilo Góes/Autoesporte
A BYD Shark fecha a lista como a picape usada de alto desempenho mais tecnológica — e a mais rápida. Primeira picape híbrida plug-in vendida no Brasil, ela usa a plataforma DM-O e combina um motor a combustão 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo. A potência combinada chega a 437 cv e 65 kgfm, com tração integral, e leva a picape de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos.
A bateria Blade de 29,6 kWh oferece autonomia elétrica de 57 km e, segundo o Inmetro, a Shark faz o equivalente a 24,6 km/l de gasolina na cidade e 19,9 km/l na estrada. A picape vem completa de série: central multimídia giratória de 12,8" com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, quadro de instrumentos digital de 10,25", head-up display, teto solar panorâmico, câmeras 360°, bancos revestidos de couro com ajuste elétrico, aquecimento e ventilação, ar-condicionado de duas zonas, acesso por chave digital NFC e pacote ADAS.
Há ainda três modos de terreno, tomada para alimentar equipamentos externos (função V2L), caçamba de 1.200 litros, capacidade de carga de 790 kg e de reboque de até 2.500 kg. Por ser um modelo recente, a oferta de usados ainda é enxuta no Mercado Livre, com preços a partir de R$ 279.900.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a maio de 2026.

picapes usadasperformance off-road4x4ford maverickvolkswagen amarokram 1500ford ranger raptorbyd sharkVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte