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A Incrível Jornada do Nissan Sentra pelas Américas

05 de abril de 2026
4 min de leitura
A Incrível Jornada do Nissan Sentra pelas Américas

Uma Aventura Épica pelas Américas

Entre 2007 e 2008, o casal Paulo Rollo (jornalista) e Jeanne Look (fotógrafa) embarcou em uma das mais notáveis expedições automotivas das Américas, percorrendo impressionantes 40 mil quilômetros em cinco meses. Diferente das viagens tradicionais, que partem do Brasil rumo ao norte, esta jornada inverteu a lógica, começando na fábrica da Nissan em Aguascalientes, México, e terminando na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, Brasil. Ao todo, 16 países foram cruzados: México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

A Rota Inovadora do Sentra

O que torna essa expedição ainda mais singular é a história do veículo utilizado: um Nissan Sentra de sexta geração. Em vez de um carro diretamente da linha de montagem, a Nissan optou por uma unidade já importada para o Brasil (placa ANS-0228), que fazia parte de sua frota. O carro foi fabricado no México, exportado para o Brasil, emplacado aqui e, então, enviado de volta ao México para iniciar a longa viagem terrestre de retorno ao Brasil. Essa curiosa logística já havia submetido o Sentra a uma viagem de ida e volta, mas de navio, antes mesmo da grande aventura.

O Nissan Sentra: Desempenho e Resiliência

A estrela da viagem foi um Nissan Sentra SL com motor 2.0 16V a gasolina e câmbio CVT, sem qualquer preparação especial para a rota desafiadora. O modelo demonstrou uma robustez surpreendente ao enfrentar as adversidades do continente, provando a durabilidade e a confiabilidade de um carro de série.

Desafios Superados na Estrada

Durante os cinco meses de jornada, o Sentra e o casal superaram inúmeros obstáculos. Entre eles, altitudes de quase 5 mil metros na Cordilheira dos Andes (Chile), estradas em péssimo estado no sudoeste da Colômbia (onde levaram 11 horas para percorrer apenas 200 km) e até um desvio improvisado devido à queda de uma ponte na Costa Rica. Apenas um trecho, do Panamá para a Colômbia, foi feito de avião. O sedã da Nissan cruzou fronteiras, desbravou paisagens diversas, desde o deserto do Atacama até a Patagônia, e chegou intacto à fábrica paranaense em 29 de janeiro de 2008.

Legado e Curiosidades da Expedição

Para celebrar a façanha, a Nissan lançou uma série especial do Sentra chamada “3 Americas”. Essa versão, limitada a apenas 240 unidades, diferenciava-se principalmente pela inclusão do câmbio CVT e um sistema de som Rockford Fosgate de seis discos, com amplificador e alto-falantes adicionais. Quanto ao Sentra original da viagem, a Nissan não o reteve, vendendo-o como um veículo usado de frota. Quem sabe, este exemplar com uma história tão rica ainda esteja rodando por aí, carregando as lembranças de uma jornada inesquecível e comprovando a resistência da engenharia automotiva japonesa para os motoristas brasileiros.

A Incrível Jornada do Nissan Sentra pelas Américas
O show do intervalo da 60ª edição do Super Bowl, em Santa Clara, na Califórnia, Estados Unidos, não só foi o mais visto da história como chamou mais atenção do que a disputa esportiva em si. De acordo com a NBC, emissora oficial da transmissão, 135 milhões de pessoas em todo o mundo assistiram ao vivo pela TV a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny, que durou exatos 13 minutos.
Logo após, as redes sociais foram inundadas por cenas do show — que celebrou a cultura latina —, em especial um trecho em que o cantor citou o nome de quase todos os países das três Américas.

  1. Na Cordilheira dos Andes, a quase 4 mil metros de altura

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
Trazendo o tema para o contexto automotivo (afinal, esta coluna não é sobre futebol americano), inúmeras viagens de carro cruzando as três Américas já foram realizadas ao longo dos anos, mas uma em particular foi diferenciada.
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  1. No Glaciar Perito Moreno, na Patagônia argentina

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
Em primeiro lugar, porque a maioria dessas expedições envolvendo brasileiros parte, naturalmente, daqui rumo aos Estados Unidos e/ou ao Canadá, e não no sentido inverso; segundo, porque geralmente o carro vai rodando e volta de navio; e terceiro, porque o roteiro é cumprido uma única vez. Entre 2007 e 2008, porém, a Nissan conseguiu subverter essas três características de uma só vez na viagem batizada de Sentra 3 Americas.

  1. O Sentra cruzando mais uma fronteira, agora a do Peru

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
A ideia era que um Sentra de sexta geração, então recém-lançado, viesse rodando da porta da sua fábrica, em Aguascalientes (México), até a unidade de São José dos Pinhais (PR), mantida em parceria com a Renault na época. O mais curioso é que, em vez de tirar diretamente um carro da linha de montagem mexicana, a Nissan preferiu pegar uma unidade já importada, que fazia parte de sua frota (placa ANS-0228), e mandar de volta para lá. Ou seja: o carro foi fabricado no México, exportado para o Brasil, emplacado aqui e embarcado de volta para então voltar, pela segunda vez, para cá.

  1. Na famosa escultura Mano del Desierto, no Chile

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
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Em resumo, quando a aventura começou, em setembro de 2007, o carro já tinha feito o percurso completo de ida e volta, só que de navio.
Para tocar a viagem foi escolhido o casal Paulo Rollo e Jeanne Look — ele jornalista e ela fotógrafa, com milhares de quilômetros rodados por dezenas de países. Dessa vez foram cerca de 40 mil km percorridos em cinco meses, passando por 16 países, quase metade da lista narrada por Bad Bunny — México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

  1. O sedã da Nissan passou também por Honduras

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
O Sentra só viajou de avião do Panamá para a Colômbia. De resto, o modelo, da versão SL com motor 2.0 16V a gasolina e câmbio CVT, sem qualquer preparação especial, enfrentou com bravura dificuldades como 5 mil metros de altitude no Chile, estradas péssimas no sudoeste da Colômbia (11 horas para percorrer apenas 200 km) e desvio improvisado por queda de ponte na Costa Rica. Mas nada abalou o sedã, que, depois de alcançar a Patagônia, no extremo sul do continente, cruzou os portões da fábrica paranaense em 29 de janeiro de 2008.

  1. Equador foi um dos 16 países visitados no roteiro

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
Em homenagem à expedição, na época a Nissan até lançou uma série especial do Sentra chamada justamente 3 Americas, cuja diferença principal em relação à versão S era o câmbio CVT e toca-CD Rockford Fosgate para seis discos, com amplificador sob o banco do passageiro e dois alto-falantes adicionais. Mas foram produzidas somente 240 unidades.

  1. Ao todo, foram 40 mil quilômetros do México ao Brasil

Divulgação/Nissan/Acervo MIAU
Quanto ao carro que fez a viagem, a Nissan não teve interesse em mantê-lo. Assim, acabou por ser vendido como qualquer outro veículo usado de frota. Mas, quem sabe, ainda esteja rodando por aí — talvez até mesmo com músicas de Bad Bunny tocando a bordo...
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte