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Tecnologia

BYD King PHEV: Teste de Autonomia e Consumo na Estrada

20 de fevereiro de 2026
5 min de leitura
BYD King PHEV: Teste de Autonomia e Consumo na Estrada

BYD King PHEV: Mitos e Verdades da Autonomia na Estrada

Veículos híbridos plug-in (PHEV) geram dúvidas, especialmente sobre a autonomia da bateria em longas viagens e seu impacto no desempenho. O mito de que a bateria esgota, deixando o motorista com um carro fraco, foi desmentido em um teste de 1.356 km com o BYD King GS 2026. Este modelo, custando R$ 175.990, prova que os PHEVs modernos são projetados para manter o desempenho, sem o risco de ficar "sem bateria" na estrada.

O Sistema SOC e o Desempenho Híbrido Inteligente

O BYD King possui um sistema SOC (Estado da Carga) que “trava” a carga da bateria Blade de 18,3 kWh em um mínimo de 25%. Isso garante que o veículo nunca fique sem energia, operando como um híbrido pleno, similar ao Toyota Corolla, e mantendo o desempenho. Em modo híbrido, com tanque e bateria cheios, o King prioriza o uso elétrico, usando o motor 1.5 a combustão apenas quando necessário. Em uso rodoviário com ar-condicionado, o consumo atingiu impressionantes 52,6 km/l, demonstrando a economia para quem recarrega frequentemente.

Após 130 km, a bateria alcança os 25% travados. O motor a combustão passa a ser mais acionado como gerador. Nos 431 km seguintes, o consumo médio foi de 16,7 km/l, um número bom, mas comparável a sedãs médios a combustão. Na cidade, a regeneração melhora o consumo para 17,9 km/l, evidenciando a vantagem urbana dos PHEVs. A carga da bateria só diminui dos 25% quando o tanque de combustível está abaixo de um quarto.

Recarga e Autonomia Real vs. Prometida

Um ponto a melhorar no BYD King é a recarga: ele aceita apenas recargas lentas (AC) a até 6,6 kW. Carregar de 22% a 93% levou 2 horas e 25 minutos, custando R$ 25,50. A dificuldade em encontrar carregadores públicos lentos pode ser um inconveniente.

A autonomia elétrica, declarada pelo Inmetro como 78 km, foi superada em testes urbanos, que projetaram 146 km entre 100% e 0% de carga. Em modo híbrido (HEV), a autonomia total estimada é de 900 km na cidade e 720 km na estrada, números robustos, mas que ficam aquém dos mais de 1.000 km prometidos pela BYD.

O Papel do Condutor na Otimização do Consumo

O consumo do BYD King é altamente variável e depende da gestão do motorista. Com múltiplos modos de tração e recuperação de energia, o veículo oferece flexibilidade. Saber alternar entre o modo elétrico e a combustão, aproveitando as recargas, é fundamental para alcançar picos como 50 km/l e manter um desempenho otimizado. O King se destaca pela versatilidade e autonomia elétrica, mas sua velocidade de recarga ainda é um desafio.

BYD King PHEV: Teste de Autonomia e Consumo na Estrada
Considero híbridos plug-in (PHEV) como veículos de múltiplas facetas. Podem ser usados como elétricos ou como híbridos convencionais. Mas há muitos mitos a respeito da tecnologia. Um dos mais propagados é o de que, ao fazer uma viagem com um automóvel desse tipo, a bateria vai acabar rapidamente e, a partir disso, você terá só o motor a combustão trabalhando e um desempenho de modelos 1.0 dos anos 1990.
Este teste faz parte do especial "Os Reis da Autonomia" publicado na edição 718 da Autoesporte. Clique aqui para conferir as outras avaliações.
Mas será que isso é verdade? Essa foi minha terceira grande viagem com um híbrido plug-in. As percepções sobre as outras duas estão aqui. E digo que o mito que narrei não passa de boato — pelo menos quando falamos de produtos mais modernos. O meu companheiro da vez foi um BYD King GS, de R$ 175.990, e posso afirmar com propriedade: impossível ficar sem bateria com ele.
Um sistema chamado SOC (sigla para “estado da carga”, na tradução livre do inglês), é programado para “travar” a carga automaticamente em um mínimo de 25%. No teste de 1.356 km pelo qual o King GS 2026 passou comigo, experimentei todos os modos possíveis de tração, sempre rodando no modo de condução Eco, a fim de conferir o consumo e a autonomia do sedã médio.
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O resultado foi surpreendente: o King é capaz de superar 50 km/l sob as condições mais ideais possíveis. Contudo, também faz menos de 13 km/l em situações mais adversas de uso. Vai do modo de tração e da inteligência do condutor no uso entre a motorização elétrica ou a combustão.
BYD King
Comecei o teste com tanque e bateria em 99%. Rodando em modo híbrido, o conjunto prioriza o uso da energia elétrica das baterias Blade de 18,3 kWh. O combustível é usado em raros momentos nos quais o sedã precisa de elasticidade e velocidades de cruzeiro.
BYD King
Autoesporte
Assim, em uso prioritário em rodovia e com o ar-condicionado sempre ligado, obtive impressionantes 52,6 km/l de consumo. O número mostra o quanto um híbrido plug-in será econômico se o dono puder recarregar suas baterias frequentemente.
Initial plugin text
Entretanto, após exatos 130 km, a bateria chegou aos mencionados 25% e, mesmo sem que eu mexesse em nenhuma configuração no painel, que estava com o SOC em “Auto”, percebi que o motor 1.5 de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção indireta e ciclo Atkinson passou a ser mais acionado como gerador.
Nos 431 km seguintes, até meu destino final, Londrina (PR), o consumo caiu para 16,7 km/l. Não é um número ruim, mas sedãs médios a combustão também são capazes de alcançá-lo. Vale observar que, com a carga travada em 25%, o King passa a operar como um híbrido pleno, tipo o Toyota Corolla.
Linha 2026 do King passou a oferecer itens de segurança ativa como ACC e frenagem de emergência
Autoesporte
Ou seja, ninguém fica sem bateria e parecendo dirigir um “Uno”. Ao chegar à cidade, a frequência da regeneração aumentou e o consumo melhorou, para 17,9 km/l, o que me fez relembrar que a vantagem de um PHEV está no uso urbano.
Importante dizer que, assim que o tanque de combustível baixa de um quarto, a ECU do veículo passa a administrar as duas fontes de energia de modo combinado. Só então a carga da bateria começa a baixar de 25%.
BYD King
Autoesporte
Assim, meu passo seguinte foi recarregar o sedã, mesmo com o tanque em 20%. Durante o processo, constatei o principal vacilo do King: só permite recargas lentas a até 6,6 kW (AC). Levei 2 horas e 25 minutos para subir de 22% para 93%, a um custo de R$ 25,50. E já afirmo: surpreendentemente, encontrar um carregador público lento é bem mais difícil do que um rápido.
O Inmetro anuncia autonomia elétrica de 78 km para o King GS 2026, mas, em meu teste, rodando sempre em ciclo urbano com o carro em modo EV, com o tanque vazio, a bateria cheia e o ar desligado, projetei um alcance elétrico total de 146 km entre 100% e 0 de carga na cidade, com uma autonomia de até 900 km em modo HEV na cidade e 720 km na estrada. Nada mau, mas não chega aos mais de 1.000 km prometidos pela BYD.
King trava a bateria em 25% e evita perda de desempenho na estrada
Juliana Carneiro/Autoesporte
Por fim, reabasteci o King e acionei o modo mais “beberrão”: recuperação de energia até 70%. Tomei de novo a estrada para retornar a São Paulo (SP) e, depois de mais 121 km, o painel acusou a bateria de volta aos 70%. Busquei no gerenciador de energia da central multimídia a informação e vi que o veículo passou esse trecho fazendo 12,8 km/l.
Initial plugin text
Você já deve ter percebido que não existe uma resposta absoluta para o consumo do King. Como há uma série de condições de uso, cabe ao motorista definir qual é a mais adequada. Sabendo usar o veículo, é possível alcançar até os mágicos 50 km/l e, ainda assim, manter um bom desempenho.
BYD King GS 2026 - Prós e contras
Pontos positivos: há diversos modos de tração; autonomia elétrica surpreende
Pontos negativos: velocidade de recarga é baixa, mesmo entre os carros PHEV
BYD King
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Fonte: Auto Esporte

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