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BYD sob Acusações: Trabalho Forçado na Europa e...

14 de abril de 2026
4 min de leitura
BYD sob Acusações: Trabalho Forçado na Europa e...

BYD Sob Escrutínio Global: Novas Acusações de Trabalho Forçado na Europa

A BYD, líder mundial em veículos elétricos e em ascensão no mercado brasileiro, está sob forte acusação de manter práticas de trabalho forçado em sua primeira fábrica europeia, localizada em Szeged, na Hungria. Segundo reportagem do portal canadense CBC, a China Labor Watch (CLW), uma organização não governamental americana dedicada aos direitos dos trabalhadores na China, entrevistou mais de 50 funcionários que relataram abusos trabalhistas. O relatório completo da ONG, esperado para o fim do mês, promete detalhar essas denúncias.

Detalhes das Denúncias na Hungria

As alegações iniciais, divulgadas pelo programa de rádio americano "The World", apontam para sérias violações dos direitos trabalhistas. Entre elas, destacam-se jornadas de trabalho de sete dias por semana, sem folgas, com trabalhadores supostamente instruídos a mentir aos inspetores. Os turnos chegariam a 12 ou 14 horas diárias, com apenas uma breve pausa para refeição e sem pagamento de horas extras. Além disso, foram relatados atrasos salariais de até três meses, com pagamentos finais retidos até o retorno dos trabalhadores à China. A denúncia também menciona altas taxas de recrutamento que podem levar à servidão por dívida e a entrada no país com vistos de negócios, em vez de permissões de trabalho, deixando os funcionários vulneráveis e sem acesso a serviços essenciais como saúde para acidentes de trabalho. A BYD, procurada pela CBC, não se pronunciou sobre as acusações, e o portal canadense ressaltou que não verificou as alegações de forma independente. A CLW também aponta a complexidade da rede de subcontratação da BYD como um fator que dificulta a responsabilização direta da montadora.

Um Histórico Preocupante: O Caso Brasileiro da BYD

Para os consumidores e entusiastas do mercado automotivo brasileiro, a situação na Hungria não é um fato isolado. A BYD já esteve envolvida em uma polêmica trabalhista significativa no Brasil. Em novembro de 2024, a montadora chinesa foi alvo de investigações pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por denúncias de trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas em Camaçari, Bahia, durante as obras de sua fábrica. Em 2025, o MPT e a BYD chegaram a um acordo judicial, resultando no pagamento de uma indenização de R$ 40 milhões. Na ocasião, a BYD rescindiu o contrato com a Jinjiang Construction Brazil Ltda, uma empresa terceirizada chinesa que operava nas obras.

Implicações para o Consumidor e o Mercado Automotivo

As novas acusações na Europa e o precedente no Brasil levantam questões importantes sobre a responsabilidade corporativa e as cadeias de produção no setor automotivo, especialmente no crescente segmento de veículos elétricos. Para o motorista brasileiro, que tem visto a BYD ganhar cada vez mais espaço no país, essas notícias podem gerar reflexões sobre as práticas éticas por trás dos veículos que consomem. A transparência e a adesão a padrões trabalhistas internacionais são cruciais para a reputação de qualquer marca global. O desfecho dessas investigações e a forma como a BYD responderá a essas alegações serão observados de perto e poderão influenciar a percepção do público e a confiança na marca em um mercado tão competitivo.

BYD sob Acusações: Trabalho Forçado na Europa e...
A BYD, maior marca de veículos elétricos do mundo e que está em crescimento ascendente no Brasil, está sendo acusada de manter práticas de trabalho forçado em sua primeira fábrica europeia, mais especificamente na cidade de Szeged, na Hungria.
De acordo com notícia publicada pela CBC, portal de notícias canadense, a China Labor Watch, organização não governamental (ONG) independente, sediada nos Estados Unidos, dedicada a investigar e defender os direitos dos trabalhadores na China, relatou que entrevistou mais de 50 funcionários que denunciaram a montadora chinesa. Segundo a notícia, a ONG prepara um relatório sobre todas essas acusações, que será divulgado ainda no fim deste mês.
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Elaine Lu, responsável pelo projeto, declarou ao veículo canadense a importância da divulgação deste relatório: “É importante que os consumidores saibam o que realmente está por trás de alguns desses veículos elétricos e as condições de trabalho envolvidas na produção desses carros. Os trabalhadores chineses levados para trabalhar nesses locais estão sendo empregados em condições bastante horríveis”, afirmou.
Do que se trata a denúncia?
Entre as alegações, divulgadas inicialmente pelo programa de rádio americano “The World”, nesta prévia de relatório estariam violações ao direito do trabalhador como jornada de trabalhos de 7 dias e turno que chegariam entre 12 a 14 horas. Confira todas as supostas infrações abaixo:
Jornadas de trabalho de 7 sete dias por semana, sem folgas, com trabalhadores afirmando que foram instruídos a mentir aos inspetores sobre suas horas de trabalho.
Turnos de até 12 ou 14 horas, com apenas uma breve pausa para refeição e sem pagamento de horas extras.
Atrasos salariais de até três meses, com pagamentos finais retidos até o retorno dos trabalhadores à China.
Altas taxas de recrutamento usadas como forma de servidão por dívida, levando trabalhadores de baixa renda a permanecerem mesmo em condições ruins por não poderem romper o contrato.
Entrada no país com vistos de negócios em vez de permissões de trabalho, deixando-os vulneráveis a abusos e sem acesso a serviços como saúde para acidentes de trabalho.
No Brasil, BYD pagou R$ 40 milhões de indenização após investigações do Ministério do Trabalho
Divulgação/BYD
É fundamental ressaltar que o portal canadense não verificou as alegações de forma independente. Procurada pela CBC, a BYD não respondeu aos pedidos de resposta.
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Outra polêmica que envolve a montadora chinesa
A ONG CLW também destacou que há dificuldade para responsabilizar diretamente a BYD pelas condições de trabalho, uma vez que sua rede de contratações é complexa: “Se há algum problema, eles dizem que foi responsabilidade do subcontratado. Assim, evitam a própria responsabilidade”, disse Lu.
Acusações envolvem até a retenção dos salários do funcionários na Europa
Divulgação/BYD
A responsável afirmou ainda que os trabalhadores são vulneráveis por não conhecerem o idioma ou as leis locais . “Eles não sabem a quem recorrer se quiserem receber seus salários. Esperamos que a BYD leve essas violações muito a sério, pois são infrações às leis locais e aos padrões internacionais”, completou.
Essa não é a primeira vez que o nome da BYD está envolvida em uma grande polêmica trabalhista. Em novembro de 2024, a marca chinesa foi alvo de investigações, feitas pelo Ministério Público do Trabalho, por denúncia de trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas, em Camaçari, na Bahia.
Em 2025, o MPT anunciou que chegou a acordo judicial com a montadora, com uma indenização no valor de R$ 40 milhões. Na época a BYD rescindiu contrato com a Jinjiang Construction Brazil Ltda, empresa terceirizada chinesa que foi contratada pela fabricante para operar nas obras da fábrica de Camaçari (BA).
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Fonte: Auto Esporte

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O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

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Fonte: Auto Esporte