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Mercado

Caoa Changan no Brasil: SUVs Flex, Híbridos e Elétricos

08 de abril de 2026
7 min de leitura
Caoa Changan no Brasil: SUVs Flex, Híbridos e Elétricos

Caoa Changan Chega ao Brasil com Estratégia Ousada

A aliança estratégica entre o grupo brasileiro Caoa e a montadora chinesa Changan marca um novo capítulo no mercado automotivo nacional, com planos ambiciosos de rivalizar com gigantes como BYD e GWM. Anunciada oficialmente em 2025, a Caoa Changan já movimenta um investimento de R$ 5 bilhões na fábrica de Anápolis (GO), que agora totaliza R$ 8 bilhões, visando uma capacidade de produção anual de 160 mil veículos. A meta é audaciosa: alcançar 8% de participação de vendas no varejo até 2026, somando as marcas Caoa Chery e Changan. Inicialmente, a Caoa atuará como distribuidora e montará pelo menos três modelos Changan na fábrica goiana, utilizando o sistema de montagem “peça a peça” com índice de nacionalização, similar ao da GWM. O projeto também inclui o desenvolvimento de um carro específico para o Brasil em um futuro próximo.

Estratégia de Lançamento e Produtos Chave

Contrariando a tendência de muitas estreantes chinesas focadas em eletrificados, a Caoa Changan optou por iniciar sua ofensiva com um SUV a combustão: o Uni-T. Lançado no fim de março por R$ 169.990 em versão única, o Uni-T já chega com produção nacional e é impulsionado por um motor 1.5 turbo flex, adaptado da variante chinesa a gasolina. Esse propulsor, com injeção direta, promete entregar 180 cv de potência e 30,5 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas.
Além do Uni-T, a empresa planeja o lançamento de outros três produtos até o fim do ano, totalizando seis novos modelos (três Changan e três Caoa Chery) entre abril e outubro. O Avatr 11, um SUV elétrico de alta performance (585 cv, com preços entre R$ 599.990 e R$ 619.990), já está em pré-venda e será o segundo modelo Changan a chegar às ruas. Para completar a linha inicial, o SUV médio CS75 é esperado como o terceiro lançamento, com chances de ser oferecido em versões flex e PHEV (híbrido plug-in), posicionando-o como um concorrente direto do BYD Song Plus.

Tecnologia e Futuro da Linha de Eletrificados

A Caoa Changan não esconde sua intenção de ter um portfólio diversificado em termos de motorização. Embora o Uni-T abra a porta com o motor turbo flex, a marca já mira forte nos eletrificados. Modelos híbridos plug-in (PHEV) e plenos (HEV) estão nos planos, com o CS75 PHEV sendo uma forte possibilidade. Além disso, a marca deve introduzir um SUV híbrido em série (REEV), com tecnologia de autonomia estendida, como o Deepal G318, previsto para 2026. A estratégia de submarcas, similar à GWM (Haval, Tank), também será adotada, com o portfólio global da Changan incluindo Avatr, Deepal, Changan Uni, Changan Nevo e Changan LCV. A expansão da rede de concessionárias é crucial, com a promessa de 50 lojas até o fim do ano e a primeira já inaugurada em São Paulo, operando de forma independente da Caoa Chery, reforçando a rivalidade entre as marcas irmãs.

Caoa Changan no Brasil: SUVs Flex, Híbridos e Elétricos
Em 2025, o Salão do Automóvel de São Paulo foi palco para a estreia oficial da Caoa Changan no Brasil. O grupo brasileiro e a marca chinesa formam uma aliança estratégica, tendo planos ousados de vender carros a combustão, híbridos (plenos e plug-in) e elétricos em nosso mercado com o intuito de incomodar fabricantes como BYD e GWM. E sua estreia está a todo vapor, incluindo um investimento de R$ 5 bilhões na fábrica de Anápolis (GO), promessa de abertura de 50 concessionárias e o lançamento de quatro produtos até o fim deste ano.
A parceria, importante explicar, ainda não é uma sociedade — ainda! Por enquanto, a Caoa será distribuidora de produtos Changan e montará ao menos três veículos da marca chinesa na fábrica de Anápolis (GO), no sistema “peça a peça”, o mesmo da GWM: os componentes chegam de fora totalmente desmontados, sem kits pré-prontos, e são montados aqui já com algum índice de nacionalização. Mas o projeto é mais ousado: prevê o desenvolvimento de um carro — ainda misterioso — específico para o Brasil nos próximos anos.
E se você pensa que a estreante escolheu um carro híbrido ou elétrico para o debute, enganou-se! Diferentemente do que fizeram outras fabricantes chinesas, o primeiro carro da Caoa Changan no Brasil é o Uni-T, um SUV médio a combustão que Autoesporte testou com exclusividade. Lançado no fim de março, com preço de R$ 169.990 em versão única, já chega com produção nacional.
Caoa Changan Uni-T é o pilar central da estratégia da marca no Brasil
Renato Durães/Autoesporte
Com o novo aporte de R$ 5 bilhões (agora totalizando R$ 8 bilhões), a fábrica de Anápolis tem capacidade para produzir 160 mil veículos anualmente. Além do Uni-T, outros dois modelos da Changan serão montados no local a partir de 2027. Os SUVs da Chery também continuam a ser montados por lá. O montante é fruto do capital da própria Caoa, e não de suas parcerias com as marcas chinesas.
Avatr 11 foi o primeiro lançamento da Caoa Changan no país
Divulgação
Todo esse movimento tem um objetivo claro: com Chery e Changan, a Caoa quer alcançar a marca de 100 mil carros produzidos por ano no Brasil. E, já em 2026, almeja obter 8% de participação de vendas no varejo, somando as duas marcas. Afinal, a chegada da Changan não muda a sociedade do grupo com a Chery. Tanto que, para aumentar a fatia, a Caoa ainda anunciou um novo investimento bilionário em Anápolis, em evento com direito à presença do presidente Lula.
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Esse novo aporte também diz respeito aos próximos lançamentos do grupo, que vão alternar entre as duas marcas entre os meses de abril e outubro deste ano. Ao todo, serão seis carros novos, sendo três de cada. Na lista estão produtos como os Caoa Chery Tiggo 9 e Tiggo 5X HEV, além dos Caoa Changan Avatr 11 e CS75.
SUV médio CS75 será o terceiro lançamento da operação no Brasil e deve chegar em versões flex e PHEV
Divulgação
Nesse ponto, resgato um pouco das negociações, porque a decisão de trazer a Changan para o Brasil não é nova. Fontes ouvidas por Autoesporte afirmam que a Caoa buscava desde 2020 uma nova parceira chinesa. Os brasileiros abriram conversas com diversos grupos, incluindo alguns que vieram para o país há pouco, como GAC e Saic (dona da MG). A escolha da Changan se deu pela facilidade de chegar a um acordo com os chineses em questões como produção local e comercialização, e também pelo vasto portfólio da marca.
Caoa Changan CS75 será o futuro concorrente do BYD Song Plus
Divulgação
Na China há mais de uma dúzia de opções entre SUVs, sedãs e até um subcompacto urbano. Todos eles são estudados pela empresa para o mercado nacional, mas o foco inicial, segundo Peng Tao, vice-presidente executivo global da Changan, serão os SUVs, pela preferência majoritária do público.
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Contudo, ao estudar o mercado brasileiro, a Caoa Changan tomou a decisão estratégica de equipar seu primeiro carro no país, o Uni-T, com motor turbo flex. Para isso, adaptou o 1.5 turbo a gasolina da variante chinesa do SUV. Esse propulsor, inclusive, deve estar presente em outros SUVs nacionais, como o CS75, que tem chances de ser o terceiro lançamento da marca em solo brasileiro e até já aparece em silhueta no site oficial da empresa no Brasil.
Com injeção direta, esse motor deve entregar 180 cv de potência e 30,5 kgfm de torque abastecido com gasolina ou etanol. O câmbio é automatizado de dupla embreagem e sete marchas. Na China, esse mesmo 1.5 turbo a gasolina rende até 192 cv e equipa o próprio Uni-T, o CS75 e o CS55, outro SUV médio também previsto para ser lançado por aqui.
Caoa Changan CS75 tem interior luxuoso, abusando da variedade de materiais
Divulgação
Fato é que a Caoa Changan vai atuar no mercado com uma estratégia parecida com a da GWM, com uma linha de produtos dividida em submarcas, como Ora, Tank, Haval e Poer. Na China, a Changan tem cinco delas: Avatr, Deepal, Changan Uni, Changan Nevo e Changan LCV. No entanto, sabemos que algumas delas não seriam possíveis para o Brasil, até por uma questão (risos) de fonética. É o caso da Deepal, que tem um jipe 4x4 chamado G318. O SUV é um híbrido em série (REEV), como o Leapmotor C10, também conhecido como veículo de autonomia estendida. Tem boas chances de ser o escolhido para estrear a tecnologia no portfólio nacional da marca ainda em 2026.
Caoa Changan vai lançar SUV híbrido com truque de elétrico no Brasil em 2026
Por fim, a Caoa Changan nunca escondeu que pretende ter veículos com diversos tipos de motorização no mercado brasileiro. Porém, Peng Tao destacou que a marca tem planos de investir também em modelos híbridos plug-in (PHEV) e plenos (HEV). A expectativa é de que um deles seja o CS75 PHEV, ou seja, híbrido com recarga externa. Assim, o CS75 seria comercializado em versões apenas turbo flex e eletrificadas. Já o híbrido em série (REEV) pode ser o próprio G318.
G318 deve ser o primeiro híbrido em série (REEV), mas submarca Deepal terá o nome ocultado por razões óbvias
Divulgação
Entretanto, o segundo Caoa Changan a chegar efetivamente às ruas do Brasil é o elétrico Avatr 11, que já está em pré-venda desde o fim do ano passado. Cheio de tecnologias e equipado com dois motores elétricos que desenvolvem 585 cv, o SUV custa entre R$ 599.990 e R$ 619.990, dependendo da configuração.
Outra movimentação da Caoa Changan é a promessa de abrir 50 concessionárias em todo o país até o fim deste ano. A primeira foi inaugurada na Zona Sul de São Paulo (SP), conforme antecipado em primeira mão por Autoesporte. No local já existe uma loja da Caoa Chery, mas os times de venda e as redes de pós-venda serão independentes, porque aqui, como já ocorre na China, Changan e Chery são rivais. Se a estratégia está formada e em execução, resta agora ver como anda o primeiro Caoa Changan nacional.
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Fonte: Auto Esporte

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