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Carros Mais Vendidos no Brasil em Anos de Copa do Mundo

13 de junho de 2026
5 min de leitura
Carros Mais Vendidos no Brasil em Anos de Copa do Mundo

Carros e Futebol: Uma Paixão Brasileira em Anos de Copa

A cada quatro anos, o Brasil para para vibrar com a Copa do Mundo, e essa paixão pelo futebol se entrelaça com outro amor nacional: o automóvel. O portal ‘Visão Veicular’ preparou um mergulho na história para relembrar quais carros marcaram época como os mais vendidos no país, coincidentemente, nos anos em que a seleção disputava o mundial. Desde o primeiro título em 1958 até a projeção para 2026, a jornada automotiva brasileira é rica em ícones, refletindo tendências de mercado e o gosto do motorista.

Do Jeep Willys ao Legado do Fusca

Em 1958, enquanto o jovem Pelé conduzia o Brasil ao seu primeiro título mundial, o veículo mais vendido no país era o robusto Jeep Willys. Nascido da Segunda Guerra Mundial, o jipe chegou ao Brasil em 1957 e foi um dos pioneiros da produção nacional, consolidando sua presença até 1980.

A hegemonia seguinte, e certamente a mais emblemática, foi do Volkswagen Fusca. Vendido no Brasil ao longo de seis edições da Copa do Mundo, entre 1962 e 1982, o "Besouro" acompanhou as conquistas do bicampeonato em 1962 e do tricampeonato em 1970. Mesmo chegando ao Brasil em 1959, foi a partir de 1962, com a produção de chassis nacionais, que o Fusca ganhou o coração dos brasileiros, vendendo quase 2,9 milhões de unidades e tornando-se um símbolo cultural de durabilidade e simplicidade.

As Dinastias Automotivas e o Jejum da Seleção

O longo reinado do Fusca foi brevemente interrompido em 1983. O Chevrolet Monza assumiu a liderança dos emplacamentos até 1986, ano em que a Argentina de Maradona conquistou o mundial. Somente em 1986, o Monza vendeu mais de 73 mil unidades, mostrando a força dos carros médios e luxuosos para a época.

A partir de 1990, uma nova dinastia se estabeleceu: o Volkswagen Gol. Lançado em 1980 como sucessor do Fusca, o Gol demorou a engrenar, mas alcançou um sucesso estrondoso. Seu reinado atravessou seis edições da Copa do Mundo, de 1990 a 2010, período que incluiu três finais consecutivas para a seleção brasileira (1994, 1998 e 2002), culminando com o tetracampeonato em 1994 e o pentacampeonato em 2002. Com mais de 8 milhões de unidades produzidas e 6 milhões emplacadas, o Gol é, até hoje, o carro mais vendido da história no Brasil. Sua última liderança em um ano de Copa foi em 2010, na África do Sul.

A Era Pós-Gol e o Futuro do Hexa

Após 26 anos de domínio, o Gol foi superado em 2014 pelo Fiat Palio, no ano em que o Brasil sediou a Copa. Para o azar da seleção, o hexa não veio, e o icônico 7 a 1 marcou a memória nacional. Nos torneios seguintes, o Chevrolet Onix liderou em 2018, com mais de 210 mil unidades vendidas, e a Fiat Strada em 2022, com 112 mil, consolidando a ascensão das picapes compactas.

Projeções para 2026: O Reinado da Strada

Com as esperanças renovadas para o hexacampeonato em 2026, os dados apontam para a Fiat Strada como o carro mais vendido do Brasil. A picape leve, que já foi líder em 2025, mantém o domínio absoluto em 2026, com mais de 68 mil unidades vendidas nos primeiros cinco meses. A Strada se consolida como a preferência do motorista brasileiro, unindo versatilidade e economia, características valorizadas em um mercado automotivo em constante evolução. Resta saber se, assim como o Fusca e o Gol em seus auges, a Strada trará sorte para a seleção na busca pelo sonhado hexa.

Carros Mais Vendidos no Brasil em Anos de Copa do Mundo
Carros e futebol são paixões indiscutíveis do brasileiro. A cada quatro anos, os olhos do mundo se voltam à maior competição do esporte mundial. Aproveitando a estreia do Brasil, que acontece neste sábado (13), Autoesporte preparou uma lista dos carros mais vendidos no país em anos de Copa do Mundo, a partir do nosso primeiro título, em 1958.
Jeep Willys teve mais de 600 mil unidades entregues durante o período da Segunda Guerra Mundial
Foto: Autoesporte
Enquanto o Rei Pelé, aos 17 anos, conduzia o Brasil ao título da Copa do Mundo de 1958, o carro mais vendido no país era o Jeep Willys. Desenvolvido em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o jipe chegou ao Brasil em meados de 1957. Foi um dos primeiros automóveis produzidos no Brasil pela Willys Overland que, posteriormente, foi comprada pela Ford. Sua produção durou até 1980.
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O dono do bi (e do tri)
É claro que o carro mais emblemático de todos os tempos marcaria presença. O Fusca foi vendido no Brasil ao longo de seis edições da Copa do Mundo, entre 1962 e 1982. Neste período, a seleção brasileira venceu dois títulos: 1962, com show de Mané Garrincha, e 1970, com o saudoso "Esquadrão".
Apesar do Fusca ter chegado ao Brasil em 1959, sua produção já havia sido iniciada 8 anos antes, na Alemanha
Foto: Getty Images
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O modelo compacto já era montado no Brasil desde 1958, com 52% de nacionalização, mas foi apenas em 1962 que os primeiros chassis nacionais foram produzidos. O Fusca foi ganhando reconhecimento e o carinho dos brasileiros nas duas décadas seguintes, chegando a vender no total 2.878.890 unidades.
Carros mais vendidos em anos de Copa do Mundo
Os anos seguintes foram amargos para a seleção brasileira. A tricampeã encarou 24 anos de jejum, o maior em nossa história — e que pode ser superado caso o título novamente não venha em 2026. Tudo mudou em 1994.
Chevrolet Monza passou a contar, em 1986, com motor 1.8 de 86 cv
Foto: João Carlos de Moura Andrade / Autoesporte
A hegemonia do Fusca foi interrompida apenas em 1983, quando o Chevrolet Monza assumiu o topo e liderou os emplacamentos até 1986. Para se ter uma ideia, apenas neste último ano — quando a Argentina se tornou campeã pela segunda vez, com o lendário e polêmico gol de mão de Maradona — foram vendidas 73.192 unidades do carro.
O carro mais vendido da história no Brasil
Volkswagen Gol teve uma versão que homenageava a conquista do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira
Divulgação/Volkswagen
A segunda — e, até hoje, a maior — dinastia no mercado automotivo brasileiro é do Volkswagen Gol. Ele começou a ser produzido em 1980 para substituir o Fusca e, embora não tenha engrenado nos primeiros anos, fez um sucesso assombroso.
Seu reinado, assim como o Fusca , atravessou seis edições da Copa do Mundo — de 1990 a 2010. Inclusive, o Gol marca o momento em que a seleção chegou a três finais seguidas do mundial: 1994, 1998 e 2002.
Ao todo o modelo teve mais de 8 milhões de unidades produzidas e mais de 6 milhões emplacadas. Sua última passagem como o mais vendido em anos de Copa foi em 2010, na edição da África do Sul, vencida pela Espanha.
O fim da era Gol
Fiat Palio Fire 2014 contava com três tipos de motorização: 1.0, 1.4, e 1.6
Divulgação
Após 26 anos de domínio do veículo da marca alemã, o Fiat Palio ultrapassou o Gol em 2014, ano em que a Copa do Mundo foi sediada no Brasil. No lugar do hexa, veio o inesquecível 7 a 1 na partida contra a Alemanha, diante de 60 mil pessoas que lotaram o Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Os dois torneios seguintes, de 2018 e 2022, tiveram como representantes o Chevrolet Onix, com 210.458 vendidas, e o Fiat Strada, com 112.456, respectivamente.
Na tabela fipe, o valor das versões de entrada do Chevrolet Onix 2018 é de R$ 46.962
Foto: Divulgação
E qual o carro mais vendido do Brasil em 2026?
Fiat Strada já tem nova geração confirmada para o Brasil
Cauê Lira/Autoesporte
No ano em que as esperanças de um hexacampeonato mundial da seleção brasileira estão renovadas, o domínio completo é novamente do Fiat Strada. De acordo com dados fornecidos pela consultoria K.Lume, a picape foi o carro mais vendido do Brasil em todos os 5 meses. Ao todo 68.738 unidades foram vendidas até aqui. Veja os números mês a mês:
Fiat Strada vendidos em 2026
Vale lembrar que o modelo foi, no acumulado geral, o mais vendido de 2025, com 142.891 vendas.
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Fonte: Auto Esporte

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O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

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Fonte: Auto Esporte