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Mercado

Fidelidade de Marcas de Carros: O Consumidor Brasileiro Muda

13 de julho de 2026
4 min de leitura
Fidelidade de Marcas de Carros: O Consumidor Brasileiro Muda

A Nova Realidade da Fidelidade Automotiva no Brasil

A lealdade do consumidor brasileiro às marcas de automóveis está em declínio, um fenômeno intensificado pela chegada de novas montadoras asiáticas e europeias a partir dos anos 2000, e agora acelerado pela era da eletromobilidade e a vasta oferta de fabricantes chineses. Uma pesquisa anual da Deloitte com consumidores globais de veículos revelou que o Brasil está entre os mercados menos fiéis do mundo.

Brasil na Liderança da Não-Fidelidade

Dados da pesquisa indicam que impressionantes 53% dos entrevistados brasileiros responderam "não" à pergunta "Seu carro anterior é da mesma marca que o atual?". Esse percentual supera até mesmo o Reino Unido (52%) e os Estados Unidos (49%), e contrasta fortemente com o Japão, que registrou apenas 40% de não-fidelidade. A abertura para experimentar novos fabricantes nunca foi tão evidente, impulsionada pela inovação e pela diversidade de opções no mercado.

Fatores Decisivos na Escolha e o Peso da Tecnologia

A decisão de compra de um veículo no Brasil é multifacetada, com o consumidor demonstrando um nível de exigência crescente. Os resultados da pesquisa Deloitte destacam as prioridades que moldam essa escolha e a importância crescente da tecnologia.

Prioridades do Consumidor Moderno

No Brasil, a qualidade do produto lidera como fator decisivo, apontada por 65% dos entrevistados. Em seguida, a performance é crucial para 56%, seguida de preço (44%) e tecnologia (38%). Estes dados sublinham que, embora o custo seja relevante, a experiência geral e os atributos técnicos do veículo pesam cada vez mais na balança.

Conectividade e Segurança como Diferenciais

A segurança se destaca como um dos tópicos mais valorizados pelos brasileiros. Entre os serviços de carros conectados pelos quais estariam dispostos a pagar um extra, o rastreamento antifurto foi apontado por 85%, e a assistência de emergência (como detecção de colisão) por 81%. Planos de seguro baseados em hábitos de direção (74%) e detecção de veículos/pedestres (72%) também são altamente valorizados.

Além da segurança, a conectividade é um forte atrativo. Comandos de voz no carro são considerados importantes por 68% dos brasileiros. Curiosamente, 43% consideram o automóvel mais importante que o smartphone, e 33% o veem com a mesma relevância, superando a média global. A possibilidade de atualizações via nuvem (OTA) é um fator crítico: 73% dos brasileiros afirmam que isso aumenta significativamente a disposição para manter o veículo por mais tempo, com 68% dispostos a estender a posse por pelo menos dois anos adicionais.

O Futuro da Experiência Automotiva

O cenário atual aponta para um consumidor automotivo cada vez mais aberto ao novo e apaixonado pela inovação. A capacidade de um veículo se integrar ao cotidiano conectado do motorista é um diferencial competitivo poderoso. A era da eletromobilidade, com sua promessa de avanços contínuos e serviços integrados, está redefinindo o valor de um automóvel, transformando-o de um mero meio de transporte para um hub de tecnologia pessoal. A fidelidade à marca cede lugar à fidelidade à inovação e à experiência que o veículo pode oferecer. Este período de transformação é um alerta para as montadoras: o futuro pertence aos que conseguem entender e antecipar as necessidades de um consumidor em constante evolução.

Fidelidade de Marcas de Carros: O Consumidor Brasileiro Muda
Já faz algum tempo que o brasileiro não se mostra tão fiel a uma marca de carro como era no passado. O interesse por novidades começou a aparecer com mais força entre o fim da década de 1990 e início dos anos 2000, com a chegada de novas marcas da Ásia e Europa. Agora, na era da eletromobilidade, quando marcas chinesas, muitas vezes desconhecidas do brasileiro, trazem grande variedade de opções, o consumidor se mostra ainda mais aberto a experimentar novos fabricantes.
Uma pesquisa que a Deloitte faz anualmente com consumidores de veículos do mundo todo mostrou que, entre os maiores mercados de veículos do planeta, o brasileiro está entre os menos fiéis. À pergunta “Seu carro anterior é da mesma marca que o atual?”, 53% dos entrevistados no Brasil responderam “não”. O britânico também não se mostra tão fiel, com 52% de respostas “não”. Já nos Estados Unidos, responderam negativamente 49% dos entrevistados. No Japão, o percentual foi um dos mais baixos, com 40%.
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A pergunta seguinte explorava os fatores que mais pesam na escolha de um veículo. No Brasil, o maior percentual ficou para qualidade do produto, com 65% das respostas, o que mostra que o nível de exigência continua elevado por aqui. Mas os demais fatores também chamam a atenção. Total de 56% apontaram performance, seguida por preço (44%) e tecnologia (38%).
No estudo da Deloitte, que envolveu 28,5 mil pessoas de 27 mercados, foi perguntado por quais serviços de carros conectados os entrevistados estariam dispostos a pagar um valor extra. Os itens de segurança se destacaram nas respostas. Um total de 85% dos brasileiros entrevistados apontou rastreamento antifurto, seguido, com 81%, de assistência de emergência — como é o caso, por exemplo, de detecção de colisão. Plano de seguro com base em hábitos de direção apareceu em seguida, com 74%. Detecção de veículos e pedestres foi considerado relevante para 72%.
Segurança é um dos tópicos mais levados em cosnideração pelos consumidores brasileiros
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O brasileiro também se interessa em ter comandos de voz no carro. Entre os participantes da pesquisa, 68% afirmaram que consideram importante contar com essa facilidade em seu próximo veículo. O carro passou a ser tão importante quanto um smartphone, desde que ofereça os mesmos recursos de conexão. Dos brasileiros, 43% responderam que consideram o automóvel mais importante que o smartphone e 33%, tanto quanto. Na média global, os mesmos itens receberam 35% e 37% das respostas, respectivamente.
Brasileiros consideram cada vez mais importante a adião de recursos tecnlógicos no seu veiculo
Reprodução/Magnific
O estudo mostra, ainda, que para 73% dos brasileiros, a possibilidade de contar com atualizações via nuvem (OTA) aumenta significativamente a disposição para manter o veículo por mais tempo. Do termo em inglês “over-the-air”, OTA é um meio de atualizar softwares pela internet, sem a necessidade de levar o carro à assistência técnica da concessionária. No total, 68% dos entrevistados no Brasil e 74% no mundo estenderiam a posse de seus veículos por pelo menos dois anos adicionais.
O consumidor tem dado sinais cada vez mais claros de como ele deseja que o automóvel se integre ao seu cotidiano, cada vez mais conectado. Por isso, este que é um dos períodos mais transformadores da história do automóvel serve de alerta para o fato de que o consumidor de carros estará cada vez mais aberto e apaixonado pelo novo e pelo inovador.
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Fonte: Auto Esporte

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O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

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Fonte: Auto Esporte