Voltar para Notícias
Eletricos

Geely EX2 e EX5: Produção Nacional no Brasil a Partir de...

04 de março de 2026
4 min de leitura
Geely EX2 e EX5: Produção Nacional no Brasil a Partir de...

Geely EX2 e EX5: Produção Nacional em Solo Brasileiro

A Geely, impulsionada pelo notável sucesso do EX2 elétrico, que consistentemente supera a marca de mil unidades mensais vendidas no Brasil e se posiciona como uma ameaça real aos BYD Dolphin Mini e Dolphin, redefiniu seus planos estratégicos. Em uma joint venture com a Renault, a marca chinesa priorizará a produção local do EX2 na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Esta decisão, antecipada por fontes do setor e corroborada por apurações da Autoesporte, visa capitalizar a forte demanda do hatch compacto e, crucialmente, contornar a elevação do imposto de importação para veículos eletrificados, que atingirá 35% a partir de julho deste ano. A montagem nacional do EX2 está prevista para começar entre o final de 2026 e o início de 2027. Além disso, o SUV Geely EX5 em sua versão híbrida plug-in (EM-i), já apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo 2025, tem sua produção nacional confirmada para o terceiro trimestre de 2026, marcando-o como o primeiro veículo da marca a ser fabricado no país.

Cronograma Ambições e Diversificação da Aliança Geely-Renault

A fábrica paranaense de São José dos Pinhais se transformará em um polo de eletrificação para a aliança Geely-Renault. O cronograma de produção é ambicioso e diversificado: a Renault iniciará a fabricação da nova geração da van Master (tanto a diesel quanto a elétrica) no quarto trimestre de 2026. Em seguida, o Geely EX2 elétrico entrará na linha de montagem no primeiro trimestre de 2027. Enquanto o SUV EX5 híbrido já está confirmado, a versão 100% elétrica do EX5 ainda está em estudo para nacionalização. A estratégia de eletrificação da aliança também inclui o Renault Boreal (com versões híbridas sem recarga externa), previsto para o segundo trimestre de 2027, e uma configuração híbrida leve flex de 48V com tração integral, expandindo significativamente a oferta de eletrificados brasileiros. Geely e Renault já estão investindo em treinamentos internos e capacitação da força de trabalho para a fabricação de produtos com baterias de alta tensão, essencial para sustentar essa transição tecnológica.

Benefícios da Nacionalização para o Consumidor e o Mercado Brasileiro

A decisão de nacionalizar a produção de modelos como o Geely EX2 e EX5, juntamente com a linha eletrificada da Renault, representa um marco estratégico para o mercado automotivo brasileiro. Com a produção local, a expectativa é que esses veículos se tornem mais competitivos em preço, uma vez que estarão isentos da pesada carga tributária de importação. Isso pode democratizar o acesso a carros elétricos e híbridos, acelerando a transição energética no país e oferecendo mais opções aos consumidores. O volume de vendas do EX2, que superou as projeções iniciais da Geely, foi um fator decisivo para a rapidez da decisão de produzi-lo localmente. A partir de agora, todos os novos produtos nacionais lançados pela aliança Geely-Renault terão pelo menos uma versão eletrificada, consolidando o compromisso das marcas com a mobilidade sustentável, a inovação tecnológica e maior acessibilidade para os motoristas brasileiros.

Geely EX2 e EX5: Produção Nacional no Brasil a Partir de...
Sem grande alarde e com uma estratégia assertiva de preços e versões, o Geely EX2 foi o único modelo lançado no Brasil recentemente a apresentar uma ameaça de fato ao reinado dos BYD Dolphin Mini e Dolphin no mercado brasileiro de carros elétricos. A versão Pro, de R$ 120 mil, é o grande chamariz do hatch compacto, que vem consistentemente batendo a faixa de 1 mil unidades vendidas por mês. Isso mesmo a operação chinesa tendo menos de 40 concessionárias abertas em todo o Brasil.
Por conta disso, a recente joint venture formada entre a Geely e a Renault no Brasil decidiu rever os planos iniciais da sociedade e priorizar a produção local do EX2 na fábrica de São José dos Pinhais (PR). A informação original é do site Autos Segredos, corroborada por apurações de Autoesporte.
O modelo será o segundo de três modelos elétricos que a operação sino-francesa deve começar a montar nacionalmente até meados de 2027. A produção nacional do EX5 híbrido, vale lembrar, está confirmada desde o ano passado, quando o SUV foi apresentado no Salão do Automóvel.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Para o EX2, o cronograma de produção local está previsto para começar já entre o fim de 2026 e começo do ano que vem. Alguns meses antes, a Renault começará a produzir por aqui a nova geração da van Master, incluindo sua variante elétrica, conforme antecipado por nossa reportagem exatamente um ano atrás.
O terceiro deve ser o SUV médio EX5 em sua versão elétrica, já à venda no mercado brasileiro. No entanto, este ainda está em estudo. Confira o possível cronograma de produção da fábrica de São José dos Pinhais até o ano que vem:
Geely EX5 (híbrido): 3° trimestre de 2026
Renault Master (diesel e elétrica): 4° trimestre de 2026
Geely EX2 (elétrico): 1° trimestre de 2027
Geely EX5 (elétrico): em estudo
Renault Boreal (híbrido): 2° trimestre de 2027
Geely EX5 EM-i foi apresentado no Salão do Automóvel e será o primeiro carro nacional da marca
Renato Durães/Autoesporte
Autoesporte pode afirmar que Geely e Renault já vêm promovendo treinamentos internos e capacitação de parte da força de trabalho para ser capaz de fabricar produtos com baterias de alta tensão. Essa expertise será usada tanto para a montagem dos elétricos mencionados acima quanto veículos híbridos.
Teste: Geely EX2 tem o que é preciso para ameaçar reinado elétrico da BYD?
Comparativo: BYD Dolphin Mini e Geely EX2 Pro, qual é melhor por R$ 120 mil?
Comparamos Geely EX2 com BYD Dolphin para ver qual o melhor elétrico
Será o caso do Geely EX5 EM-i, configuração híbrida plug-in do SUV médio, que foi revelada no Salão do Automóvel de São Paulo 2025 e deve ter sua produção local iniciada no princípio do segundo semestre, e das versões híbridas sem recarga externa do Boreal – previstas para meados de 2027. A partir disso, todos os novos produtos da aliança lançados no Brasil e com produção nacional terão pelo menos uma versão eletrificada.
Fontes consultadas pela reportagem afirmam que o volume de vendas do EX2 está acima até do que a Geely esperava inicialmente. Portanto, a decisão quase relâmpago de produzi-lo na fábrica da Renault no Paraná tem como objetivo tirar do elétrico o peso dos 35% de imposto de importação que passará a ser cobrado de todos os veículos eletrificados que chegam importados ao Brasil a partir de julho deste ano.
Geely EX2 foi lançado no ano passado e surpreendeu a marca pela alta demanda
Renato Durães/Autoesporte
O Geely EX2 deve ter sua montagem local iniciada até o fim deste ano, mais ou menos na mesma época em que a nova geração da van Master começará a ser produzida em solo paranaense. Conforme Autoesporte já noticiou em fevereiro de 2025, a nova Master será fabricada aqui em variantes a diesel e elétrica. Assim, ela e o EX2 formarão a primeira dupla de modelos elétricos nacionais da sociedade entre Geely e Renault.
Nossa reportagem também entende que o EX5 elétrico está em estudo para produção local junto do híbrido, mas a confirmação ainda depende de estudos de viabilidade. Além deles, a Renault começará em 2027 a produzir uma configuração híbrida leve flex de 48V com tração integral do Boreal, ampliando substancialmente sua gama de produtos eletrificados de fabricação local em um período de poucos meses.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Geely EX2Geely EX5RenaultProdução NacionalCarros ElétricosMercado AutomotivoSão José dos PinhaisHíbridosVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte