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Geely EX2: Filas de Espera Voltam e Produção Nacional Chega

26 de maio de 2026
6 min de leitura
Geely EX2: Filas de Espera Voltam e Produção Nacional Chega

Geely EX2: Longas Filas de Espera Retornam no Brasil

O hatch elétrico Geely EX2 está novamente enfrentando extensas filas de espera no Brasil, um cenário que já havia sido registrado em fevereiro e que se repete devido à alta demanda. Clientes interessados no modelo podem esperar até 90 dias para a entrega, dependendo da versão e da localidade. Em Salvador (BA), a concessionária Eurovia confirmou que todas as unidades do próximo lote já estão reservadas, exigindo que novos compradores aguardem o lote seguinte.

Em Alphaville (SP), o prazo para o EX2 Max, versão topo de linha, é de 90 dias, enquanto a versão Pro, de entrada, pode ser entregue em 30 a 40 dias. Situações semelhantes são observadas em outras capitais: no Rio de Janeiro, a versão Pro leva 30 dias e a Max, 60. Em Brasília, a espera pelo EX2 Max se estende até agosto, com poucas unidades da versão Pro ainda disponíveis. Concessionárias em São Paulo (Zona Sul e São Bernardo do Campo) também reportam prazos de 45 a 60 dias para o Max e estoques limitados para o Pro. Esse sucesso superou as expectativas da Geely, que lançou o veículo em novembro de 2025 com um lote importado inicial que se mostrou insuficiente para a procura brasileira.

Geely Acelera Produção Nacional e Enfrenta Desafios

Diante da demanda surpreendente e da iminente elevação do Imposto de Importação para carros elétricos (de 25% para 35% a partir de julho), a Geely decidiu antecipar a nacionalização do EX2. A marca tem corrido contra o tempo para importar lotes maiores e, mais importante, para iniciar a produção local. O EX2 será fabricado na planta de São José dos Pinhais (PR), compartilhada com a Renault – uma parceria que se fortaleceu após a Geely adquirir 26,4% da operação francesa no Brasil.

Uma verdadeira "operação de guerra" foi montada entre março e abril, com centenas de engenheiros chineses no Brasil para agilizar a preparação das linhas de montagem. A meta é começar as vendas do EX2 nacional no último trimestre de 2026. A nacionalização é crucial para mitigar o impacto do aumento do imposto sobre a margem de lucro da empresa ou evitar um repasse significativo para o preço final ao consumidor. A expectativa é que a produção inicial utilize o esquema de montagem de componentes importados (CKD), aproveitando a estrutura já existente da Renault para solda e pintura, o que facilita a futura nacionalização de peças.

Detalhes Técnicos e Posicionamento de Mercado do EX2

O Geely EX2 é oferecido em duas versões, Pro e Max, ambas equipadas com o mesmo conjunto motor-bateria. Ele conta com um motor elétrico no eixo traseiro que entrega 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. A bateria de 39,4 kWh de capacidade proporciona uma autonomia de 289 km, conforme medições do Inmetro. O modelo se posiciona de forma competitiva no mercado, rivalizando diretamente com o BYD Dolphin Mini. O Geely EX2 Max, inclusive, tem um preço de tabela inferior à versão de entrada do concorrente, o que contribui para sua alta popularidade. O veículo também se destaca pelo interior moderno e bem montado, além de um compartimento para bagagens sob o capô.

Geely EX2: Filas de Espera Voltam e Produção Nacional Chega
Em fevereiro deste ano, o Geely EX2 apresentava uma fila de espera de até 90 dias. Os clientes que reservaram o carro na época foram atendidos apenas nos meses seguintes, quando um lote com cerca de 7 mil unidades chegou ao Brasil em março e elevou os emplacamentos do hatch elétrico. Porém, o cenário de fila de espera voltou a ser realidade, com estoques esgotados em diversas lojas do país.
Atualmente, o prazo de espera pode (novamente) chegar a 90 dias, como acontece com quem deseja comprar um EX2 em Salvador (BA). A concessionária Eurovia informou que esse é o período de espera independentemente da versão e explicou a razão: todas as unidades do próximo lote que vai chegar estão reservadas. Dessa forma, quem comprar o modelo neste período, terá que esperar a chegada de um segundo lote.
Em outra concessionária Geely, localizada em Alphaville (SP), o prazo de entrega para o EX2 Max, versão topo de linha do hatch elétrico, também é de 90 dias. Segundo uma vendedora do grupo Amazonas, esse prazo pode cair para 60 dias caso as unidades importadas cheguem um pouco antes do previsto. Mas, a orientação geral é avisar o cliente que a espera pode chegar a três meses. No caso da versão de entrada, a Pro, o tempo cai para um período de 30 a 40 dias.
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Geely EX2 somou 3.602 emplacamentos em abril
Renato Durães/Autoesporte
Na cidade do Rio de Janeiro os prazos também são longos. A concessionária Geely Azzurra, instalada na Barra da Tijuca, precisa de, pelo menos, 30 dias para conseguir entregar uma unidade da versão Pro. Esse prazo aumenta para 60 dias caso o cliente escolha a versão mais equipada, a Max.
Em Brasília (DF), o cenário também não muda muito. Quem comprar um Geely EX2 Max na concessionária Saga terá que esperar até agosto para receber o carro. No caso da configuração mais barata, que rivaliza com o BYD Dolphin Mini, ainda existem algumas unidades a pronta entrega, mas quando acabarem, o tempo de espera também será elevado.
Geely EX2 Max tem interior moderno e bem montado
Renato Durães/Autoesporte
O caso é parecido na unidade Geely Sinal Adolfo Pinheiro, localizada na Zona Sul de São Paulo. Por lá, o prazo de entrega para a versão Max é de 45 a 60 dias. No caso da Pro, ainda existem poucas unidades no estoque. O mesmo, inclusive, serve para a loja consultada em São Bernardo do Campo (SP).
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Geely EX2 gera 'operação de guerra' para produção em fábrica da Renault
Fato é que nem a marca esperava um sucesso tão grande para o hatch elétrico , tanto é que ele foi lançado em novembro de 2025 e em fevereiro de 2026 a fila de espera alcançava os 90 dias. Isso porque o lote importado inicialmente era muito menor do que a demanda dos consumidores brasileiros.
Geely EX2 Max custa menos do que a versão de entrada do BYD Dolphin
Renato Durães/Autoesporte
As duas versões do Geely EX2 são vendidas com a mesma motorização. Trata-se de um motor elétrico instalado do eixo traseiro, que entrega 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. A bateria do hatch também é igual nas duas configurações e tem 39,4 kWh de capacidade. Desta forma, segundo as medições do o Inmetro, a autonomia do Geely EX2 é de 289 km.
Em nota oficial, a Geely informou que: "O EX2 é um produto de grande sucesso no mercado brasileiro. Temos a importação regular do modelo para atender a crescente demanda de mercado, seguindo a ordem de pedidos em nossa rede de concessionárias".
Geely corre contra o tempo
Diante desse cenário, a Geely tem corrido para conseguir importar novos lotes cada vez maiores para o Brasil, já que o Imposto de Importação será maior a partir de julho, saindo de 25% para 35%. A alta demanda também motivou uma mudança nos planos da marca no Brasil, que decidiu pela nacionalização do hatch elétrico, ideia que não estava na estratégia inicial, mas teve que ser adotada após o grande sucesso.
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Conforme divulgado pela Autoesporte, o Geely EX2 será produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR). A marca chinesa, vale lembrar, compartilha a unidade com a Renault no Brasil, após adquirir 26,4% da operação da companhia francesa em nosso país. A corrida contra o tempo já começou e a Geely espera terminar de instalar a linha de produção ainda em 2026.
Geely EX2 tem compartimento para bagagens sob o capô
Renato Durães/Autoesporte
A intenção é iniciar as vendas do EX2 nacional no último trimestre do ano. Mas, para isso a marca chinesa terá muito trabalho pela frente e pouco tempo. Isso porque o aumento para 35% no imposto para carros elétricos importados afetará a margem da empresa, ou causará um aumento significativo na tabela de preço do modelo.
Para viabilizar a produção, a Geely promoveu uma espécie de “operação de guerra” no local. Durante pouco mais de um mês, entre março e abril, centenas de engenheiros e outros profissionais vindos da China estiveram no local para acelerar o processo de preparação das linhas de montagem. E algumas dezenas permanecem no Brasil até hoje para acertar os detalhes pendentes.
Ainda não está claro como será o regime de produção da Geely no Brasil, mas o mais provável é que siga o mesmo caminho de Caoa Changan e GMW, com montagem inicial de todos os componentes vindos de fora no esquema peça a peça, aproveitando a estrutura que São José dos Pinhais já oferece para etapas como solda e pintura. Nesse método, é mais fácil nacionalizar as peças. E como a Renault também já faz no Brasil a parte de estamparia e até usinagem de blocos de motor, a nova sócia deve em breve se aproveitar dessa expertise.
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Fonte: Auto Esporte

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