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Geely EX2 Max desafia BYD Dolphin GS: quem vence o...

01 de março de 2026
10 min de leitura
Geely EX2 Max desafia BYD Dolphin GS: quem vence o...

Duelo de Gigantes Elétricos: Geely EX2 Max vs. BYD Dolphin GS

O mercado brasileiro de veículos elétricos ganha um novo protagonista com a chegada do Geely EX2 Max, que desafia diretamente o consolidado BYD Dolphin GS. Este comparativo detalhado, curado por 'Visão Veicular', coloca frente a frente os dois modelos chineses, revelando surpresas significativas em termos de custo-benefício e recursos para o motorista brasileiro.

Preço e Custos Operacionais

No embate financeiro, o Geely EX2 Max, em sua versão topo de linha, custa R$ 136.800, sendo R$ 13.190 mais acessível que o BYD Dolphin GS de entrada, tabelado em R$ 149.990. A vantagem do EX2 se estende aos custos de revisão, somando R$ 3.245 nos primeiros cinco anos ou 100.000 km, contra R$ 3.985 do Dolphin. O seguro médio também é mais vantajoso para o Geely, com R$ 3.977 versus R$ 4.318 para o rival, reforçando sua proposta de economia a longo prazo.

Espaço, Conforto e Tecnologia a Bordo

Em termos de dimensões, ambos são compactos, mas o Geely EX2 se destaca no porta-malas. Oferece 375 litros na traseira, somados a um compartimento de 70 litros sob o capô (fronta-malas), totalizando ótimos 445 litros, superando os 345 litros do Dolphin. O espaço interno é generoso em ambos, com entre-eixos comparáveis a SUVs médios e assoalho plano, facilitando a acomodação de passageiros.

Conectividade e Segurança

A cabine do Geely EX2 apresenta um acabamento com materiais macios e iluminação ambiente configurável em 256 cores, além de telas maiores (8,8” no painel e 14,6” na central multimídia) com alta resolução. Contudo, a conectividade Apple CarPlay e Android Auto, ainda sem fio, será adicionada via atualização em breve. O Dolphin, apesar de telas menores (5” e 12,9”), já oferece esses recursos sem fio e funcionalidades extras como tela giratória e karaokê. No quesito segurança, o EX2 ganha pontos por incluir, além dos seis airbags e câmera de ré presentes em ambos, controlador de velocidade adaptativo (ACC), alerta de mudança de faixa e frenagem autônoma de emergência, ausentes no Dolphin.

Desempenho, Autonomia e Dirigibilidade

O Geely EX2 Max surpreende com motor e tração traseiros, entregando 116 cv de potência e acelerando de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, um desempenho superior ao do BYD Dolphin GS (95 cv e 10,9 segundos). Essa agilidade é complementada pela eficiência energética: com uma bateria de 39,4 kWh, o EX2 atinge 289 km de autonomia (Inmetro), quase a mesma do Dolphin (291 km com 44,9 kWh), indicando um consumo otimizado. A recarga rápida também favorece o EX2, que vai de 30% a 80% em 21 minutos (70 kW), enquanto o Dolphin leva 30 minutos (60 kW). A dirigibilidade do EX2 é marcada por um volante pequeno e direção precisa, embora a suspensão, apesar da "tropicalização" com a Renault, possa pular um pouco mais em pisos irregulares. O Dolphin, por sua vez, oferece bancos mais confortáveis.

Veredito: O Protagonista Inesperado

Após uma análise detalhada, o Geely EX2 Max emerge como o vencedor deste comparativo. Ele oferece mais equipamentos, desempenho superior, maior porta-malas, custos operacionais mais baixos e um preço inicial bem mais acessível que seu rival. A parceria da Geely com a Renault no Brasil sugere um futuro promissor, inclusive com a possibilidade de produção nacional. Embora o BYD Dolphin seja um excelente veículo, o EX2 demonstra um pacote mais completo e vantajoso para o consumidor brasileiro que busca um carro elétrico.

Geely EX2 Max desafia BYD Dolphin GS: quem vence o...
Se este comparativo fosse um filme, teríamos um protagonista consagrado e um estreante que busca roubar os holofotes logo na primeira aparição. De um lado, o BYD Dolphin, presença constante nas ruas e referência entre os carros elétricos. Do outro, o Geely EX2, recém-chegado que entrou em cena sem pedir licença, desafiando o rival logo de cara nas vendas.
Talvez você nem tenha percebido, mas essa disputa começou há um tempo. Só que agora é hora de colocar todos os dados e impressões frente a frente para definir qual deles realmente merece o papel principal.
Começamos pelos preços. O Geely EX2 está à venda em duas versões. Para o comparativo, testamos a configuração topo de linha, Max, que custa R$ 136.800. Do outro lado está a opção de entrada do BYD Dolphin, a GS, tabelada em R$ 149.990 — o preço subiu depois de um tempo, mas voltou ao que era no lançamento, realizado em junho de 2023. De qualquer forma, estamos falando de uma diferença considerável de R$ 13.190.
Há também os custos de revisão. Levando em conta os cinco primeiros anos de uso, ou 100.000 km rodados, o EX2 cobra R$ 3.245, contra R$ 3.985 do Dolphin — R$ 700 a mais. Os personagens ainda precisam de seguro. De acordo com a Creditas Auto, o valor médio é de R$ 3.977 para o EX2 Max e de R$ 4.318 para o Dolphin GS. Ou seja, o ator mais novo está louco para tomar o papel de protagonista...
Geely EX2 Max e BYD Dolphin GS
Renato Durães/Autoesporte
A dupla é bem semelhante no quesito dimensões. O EX2 tem 4,14 metros de comprimento; já o Dolphin é só 1 cm menos comprido. É um porte similar ao de um Chevrolet Onix. Para manter o equilíbrio no figurino, os dois chineses têm rodas de 16 polegadas.
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Mas existe uma diferença importante: a capacidade do porta-malas. O hatch da Geely oferece 375 litros, mesmo volume de um Volkswagen T-Cross. Porém, 70 litros extras ainda estão disponíveis em um compartimento abaixo do capô, totalizando ótimos 445 litros. Portanto, um bagageiro bem maior na comparação com os 345 litros do modelo da BYD. Nenhum dos dois possui estepe, apenas kit de reparo.
BYD Dolphin GS e Geely EX2 Max
Renato Durães/Autoesporte
Por dentro, o espaço surpreende. O EX2 tem entre-eixos de 2,65 m, também igual ao do T-Cross. O curioso é que, mesmo sendo menor em outras medidas, proporciona mais conforto do que o SUV da Volkswagen na segunda fileira. Os passageiros têm ampla área para as pernas e contam com um compartimento de até 28 litros abaixo do banco.
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Porta-malas do Dolphin é consideravelmente menor e perde ainda mais espaço com o cabo de recarga; por outro lado, Geely não oferece cabo no EX2 como cortesia
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O Dolphin vai além, com entre-eixos de sedã médio — seus 2,70 m são os mesmos de um Toyota Corolla. Nos dois casos, o assoalho plano facilita a acomodação de quem vai no assento central e a saída de ar-condicionado ajuda bastante em cenas mais quentes.
Painel do BYD Dolphin GS tem mais contrastes e texturas, mas o Geely EX2 Max traz telas maiores
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E o acabamento? Começando pelo novato, o Geely é equipado com materiais macios ao toque, mas também apresenta bastante plástico, o que é esperado pela sua faixa de preço. O que mais chama a atenção são as gravuras com prédios iluminados que ficam no painel e nas portas. Inclusive, é possível escolher entre 256 cores diferentes para a iluminação ambiente.
Revestimento em dois tons e banco com detalhes mais refinados deixam cabine do Dolphin mais sofisticada
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O porta-luvas com abertura similar à de uma gaveta é mais uma surpresa. Virando a página, o Dolphin, mais conhecido da turma, tem cabine bem menos minimalista, com mais texturas e mais botões para facilitar a vida do motorista. O set organizado conta bons pontos.
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Chegando às tecnologias, os mais jovens saem na frente. É por isso que o EX2 exibe telas maiores e com resoluções impecáveis: o painel de instrumentos tem 8,8 polegadas e a central multimídia, 14,6”. No entanto, o elétrico tropeça no palco por ainda não oferecer conexão para Apple CarPlay e Android Auto, nem com fio.
Central multimídia do Dolphin é menor, mas tem espelhamento de celular sem fio; no EX2, recurso estará disponível em breve
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Pelo menos há uma solução: a atualização fica disponível a partir do começo de março e os proprietários precisam ir até uma concessionária para incluir o sistema. Um erro de edição que poderia ter sido evitado.
Quadro de instrumentos do Geely é maior e tem informações mais bem organizadas
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O Dolphin, mesmo com telas menores — 5” no cluster e 12,9” na central —, consegue recuperar o fôlego por já ter conectividade sem fio com os dois sistemas, além de tela giratória e até karaokê como bônus de pós-créditos. A dupla ainda conta com carregador de celular por indução e ajustes elétricos para o banco do motorista.
Teste: Geely EX2 tem o que é preciso para ameaçar reinado elétrico da BYD?
BYD Dolphin GS: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
BYD Dolphin GS
Renato Durães/Autoesporte
Em relação aos equipamentos de segurança, os dois chineses trazem, de série, seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiros e câmera de ótima qualidade. Acontece que só o Geely é equipado com controlador de velocidade adaptativo, alerta de mudança de faixa e frenagem autônoma de emergência. Nenhum deles tem alerta de ponto cego. Mais um ponto para o EX2.
Geely EX2 Max 2026
Renato Durães/Autoesporte
Ao volante, ambos entregam o que é esperado para a sua categoria: agilidade na cidade. Você se lembra do porta-malas dianteiro do Geely? A explicação está no curioso arranjo de motor e tração traseiros. O EX2 é um dos poucos carros que apresentam esse tipo de solução no segmento. São 116 cv de potência e 15,5 kgfm de torque.
BYD Dolphin GS
Renato Durães/Autoesporte
Do outro lado, o BYD traz um propulsor elétrico no eixo dianteiro. É menos potente, com 95 cv, mas tem torque maior, de 18,4 kgfm. Assim, o Dolphin acaba sendo mais de meio segundo mais lento do que o rival, acelerando de zero a 100 km/h em 10,9 s. O EX2 precisa de 10,2 s para cumprir essa prova, também influenciado pelo peso menor: 1.300 kg contra 1.412 kg.
Geely EX2 Max 2026
Renato Durães/Autoesporte
Peso menor, aliás, que pode também ser explicado pela bateria menor. A do Geely tem capacidade de 39,4 kWh. Dessa forma, a autonomia estabelecida é de 289 km, de acordo com o Inmetro. O BYD tem um sistema de armazenamento de energia de 44,9 kWh, mas nem por isso vai bem mais longe. Chega a 291 km com uma carga. Isso significa que o EX2 é mais eficiente: precisa de menos energia para percorrer praticamente a mesma distância.
BYD Dolphin GS
Renato Durães/Autoesporte
Usando aparelhos rápidos e corrente contínua, a potência máxima do Geely é de 70 kW, o que o leva de 30% a 80% da carga em apenas 21 minutos. O BYD carrega a 60 kW, no máximo, e precisa de 30 minutos para chegar ao mesmo nível de bateria. E quanto custa fazer a recarga completa? Considerando a tarifa média de R$ 0,73 por kWh no Brasil em janeiro, são R$ 28,80 no EX2 e R$ 32,80 no Dolphin.
Geely EX2 Max 2026
Renato Durães/Autoesporte
No quesito dirigibilidade, começo dizendo que o EX2 tem volante pequeno, no mesmo estilo dos Peugeot, e uma direção mais precisa do que aquela a que estamos acostumados nos chineses. A posição de dirigir também é mais alta e é outro ponto que agrada.
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O ajuste de suspensão, entretanto, deixa a desejar. Caso você não saiba, a Geely tem parceria com a Renault no Brasil. Por isso, o hatch compacto passou pela chamada tropicalização para conseguir oferecer um tipo de conforto que agrade o brasileiro com a ajuda de uma marca que já conhece o gosto do público. Mesmo assim, o EX2 pula bastante. Aliás, mais que o Dolphin, ainda que o pequeno da BYD tenha suspensão traseira menos refinada, por eixo de torção, e não multilink como o concorrente.
Enquanto no capô no Dolphin mal cabe o motor elétrico, no do Geely sobra espaço para um generoso "fronta-malas"
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O Dolphin também leva a melhor pelos bancos mais confortáveis. E, ainda que seja menos potente, seu torque instantâneo maior torna a resposta do acelerador semelhante nos dois casos. A dupla tem o pedal do freio bastante sensível, mas o do Geely é ainda mais desconfortável pelo curso longo.
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A cena anticlímax é a garantia. Os dois oferecem seis anos para o veículo e oito anos para a bateria. A BYD não limita a quilometragem, já a Geely estabelece até 150 mil km. No uso comercial, para taxistas e motoristas de aplicativo, por exemplo, o Dolphin tem o limite de 500 mil km rodados para a bateria. No entanto, para o veículo como um todo, a cobertura só vai até os primeiros 100 mil km.
Por outro lado, a garantia da BYD não cobre todos os componentes do veículo, deixando itens periféricos com prazos menores de cobertura. Quanto à desvalorização, um Dolphin com um ano de uso vale 13,9% menos na Fipe do que um similar 0 km. A do EX2, por sua vez, ainda é um mistério.
Veredito
BYD Dolphin GS e Geely EX2 Max
Renato Durães/Autoesporte

Depois de rodar todas as cenas e comparar quadro a quadro, chega o momento do veredito. Sem exageros, este foi um dos comparativos mais equilibrados que já fiz. O BYD Dolphin certamente passou longe de fazer feio e teve atuação digna de protagonista. Mas é o Geely EX2 que sobe ao palco para entregar um bom plot twist.
O estreante tem porta-malas maior, desempenho superior, revisões mais em conta, mais equipamentos e, como se não bastasse, custa menos. Um conjunto que ajuda a explicar por que ele largou forte e é o carro favorito dos chineses. A BYD, claro, promete não deixar barato, e prepara uma reestilização do Dolphin para os próximos meses. Vem aí uma nova cena.
VENCEDOR: Geely EX2
Geely EX2 Max
Renato Durães/Autoesporte
O Geely EX2 leva a melhor porque traz mais equipamentos, mesmo sendo bem mais barato que o rival. Além disso, consegue ser mais econômico e já chega com a parceria de uma fabricante conhecida pelos brasileiros, que é a Renault. Por isso, o hatch pode até ser fabricado no Paraná e se tornar um carro nacional.
Seu bolso
Dados da montadora
*Cesta de peças: Retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (elemento), jogo de quatro amortecedores e pastilhas de freio dianteiras
**Seguro: O valor é uma média entre as cotações das principais seguradoras do país com base no perfil padrão de Autoesporte, sem bônus, feita pela Creditas Auto
Itens
Notas
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte