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GWM Tank 400 chega ao Brasil para desafiar Toyota SW4

06 de maio de 2026
4 min de leitura
GWM Tank 400 chega ao Brasil para desafiar Toyota SW4

GWM Tank 400: Novo SUV Híbrido Desafia o Toyota SW4 no Brasil

A Great Wall Motor (GWM) confirma o lançamento do imponente Tank 400 no Brasil em 2026, posicionando-o como o segundo membro da família Tank no país. Previsto inicialmente para chegar antes do Tank 300, o SUV de grande porte e cinco lugares, com tração 4x4 e motorização híbrida plug-in (PHEV), agora se prepara para desembarcar após uma reorientação de planos da marca chinesa. O Tank 400 chega como o quinto e último produto inédito da GWM a ser lançado no Brasil neste ano, em uma ofensiva ambiciosa que mira diretamente nas versões topo de linha do consolidado Toyota SW4, mas com uma estratégia e proposta distintas.

Potência Híbrida e Capacidade Off-Road

O GWM Tank 400 será construído sobre uma robusta plataforma de chassi sobre longarinas, compartilhada com Tank 300, Haval H9 e a picape Poer P30, indicando sua vocação para o off-road. A versão mais provável para o mercado brasileiro é a Hi4-T, que combina um motor 2.0 turbo de quatro cilindros (com potencial para ser flex no Brasil, entregando 251 cv sozinho) a um motor elétrico dianteiro. Este conjunto atinge uma potência combinada de 421 cv e um torque massivo de 76,5 kgfm, permitindo ao SUV acelerar de 0 a 100 km/h em impressionantes 6,8 segundos. A transmissão é automática de nove marchas, com tração 4x4. A bateria de 37,5 kWh deve proporcionar uma autonomia elétrica de cerca de 70 km, segundo estimativas do Inmetro, e suporta recargas rápidas de até 103 kW. Em termos de dimensões, o Tank 400 mede 4,96 m de comprimento, 1,97 m de largura, 1,91 m de altura e 2,85 m de entre-eixos, com um porta-malas de 480 litros.

Luxo, Tecnologia e Segurança para o Consumidor Brasileiro

Diferente do Haval H9, que foca no custo-benefício e sete lugares, o Tank 400 aposta em uma proposta de maior luxo, desempenho e tecnologia para seduzir o consumidor. Seu preço deve se aproximar dos R$ 400 mil. O interior do SUV, que passou por uma leve reestilização, promete sofisticação com quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia de 15,6 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, comandos de voz com inteligência artificial, bancos de couro Nappa com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem. Complementam o pacote um mini-freezer de 5,4 litros no console central e estribos elétricos. No quesito segurança, o Tank 400 incorpora a terceira geração do sistema Adas Coffee Pilot Ultra, com radares Lidar e câmeras, oferecendo navegação com condução semiautônoma de nível 2+, tanto em rodovias quanto na cidade, elevando o patamar tecnológico e de assistência ao motorista.

GWM Tank 400 chega ao Brasil para desafiar Toyota SW4
Em abril de 2024, Autoesporte publicou em primeira mão que a GWM pretendia lançar o Tank 400 no Brasil. Na ocasião, a informação que tínhamos era de que o SUV grande de cinco lugares com tração 4x4 e motorização híbrida plug-in (PHEV) viria antes mesmo do Tank 300. A marca chinesa inverteu os planos e trouxe primeiro o jipe menor. Mas não se esqueceu do outro modelo, que será o segundo membro da família Tank no Brasil, ainda em 2026.
Depois de confirmar o lançamento do Ora 5 e apurar a chegada do Haval H7 no Salão de Pequim 2026, nossa reportagem pode afirmar que o Tank 400 será o quinto e último produto inédito da GWM lançado no Brasil neste ano, em uma lista que conta também com a renovação do Haval H6. E será mais um modelo da marca, junto do Haval H9, para tentar roubar clientes do Toyota SW4, embora com uma estratégia diferente.
GWM Tank 400 é SUV híbrido plug-in, que precisa de recarga externa
Divulgação
Enquanto o Haval H9 tem sete lugares, motorização a diesel e grande apelo ao custo-benefício, o Tank 400 é um SUV híbrido plug-in (PHEV) de cinco lugares, que tentará conquistar clientes das versões de topo do SW4. Para isso, terá uma proposta de maior luxo e desempenho, além de oferecer uma autonomia em modo elétrico em tempos de combustível caro. Por tudo isso, seu preço deve ficar mais próximo aos R$ 400 mil. Autoesporte, inclusive, já chegou a testar o modelo em primeira mão.
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Construído sobre a mesma plataforma de Tank 300, Haval H9 e da picape Poer P30, com chassi sobre longarinas, o GWM Tank 400 traz um conjunto motriz muito parecido com o do próprio Tank 300, chamado Hi4-T. Este reúne um motor 2.0 turbo de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Miller, que já deve ser oferecido como flex no Brasil e, sozinho, rende 251 cv.
GWM Tank 400 acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos
Divulgação
Aliado a um motor elétrico dianteiro montado entre o propulsor 2.0 e a transmissão, o conjunto chega a 421 cv de potência e 76,5 kgfm de torque combinados na China, com um 0 a 100 km/h em 6,8 s. O câmbio é automático de nove marchas, com cardã e diferencial traseiro convencionais para formar tração 4x4. A bateria de 37,5 kWh proporciona uma autonomia de 105 km em modo elétrico no ciclo chinês NEDC. Este número deve cair para cerca de 70 km no Inmetro.
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Há uma nova variante do Tank 400 no mercado asiático chamada Hi4-Z, na qual os elementos mecânicos da tração 4x4 são trocados por um motor elétrico extra sobre o eixo traseiro. O câmbio passa a ser o DHT de três marchas mecânicas e potência combinada sobe para absurdos 864 cv, a mesma do novo Tank 700. A bateria tem 59 kWh, conferindo uma autonomia elétrica de impressionantes 200 km.
GWM Tank 400 tem porta-malas com capacidade para 480 litros
Divulgação
Entretanto, nossa aposta é que a versão escolhida para o Brasil seja a Hi4-T, mais robusta para o uso off-road, apesar de menos potente. Em dimensões, o GWM Tank 400 mede 4,96 mestros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,91 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. A boa notícia é que mesmo a configuração com bateria menor permite recargas rápidas a até 103 kW.
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O visual do GWM Tank 400 foi levemente reestilizado no fim do ano passado, com novidades também no interior. O SUV traz quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia de 15,6 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, comandos de voz com inteligência artificial (IA), bancos de couro Nappa com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, massagem para os bancos dianteiros, tela de entretenimento de 15,6 polegadas dedicada ao banco traseiro, mini-freezer de 5,4 litros no console central e estribos elétricos.
GWM Tank 400 terá versões híbrida e elétrica no Brasil
Divulgação
No pacote de segurança, o GWM Tank 400 conta com a terceira geração do sistema Adas Coffee Pilot Ultra, dotado de radares Lidar e câmeras ao redor do veículo para navegação em nível 2+ de condução semiautônima em rodovias e também na cidade. A ver quantas entre todas essas funções serão trazidas para o Brasil.
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Fonte: Auto Esporte

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O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

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Fonte: Auto Esporte