Voltar para Notícias
Dicas

IR 2026: Guia Completo para Declarar Carro e Moto

22 de março de 2026
7 min de leitura
IR 2026: Guia Completo para Declarar Carro e Moto

Guia Essencial para o Imposto de Renda 2026 e Seu Veículo

Com o prazo da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 se aproximando (23 de abril a 29 de maio), donos de veículos devem estar atentos às regras da Receita Federal. Esta é uma obrigação anual crucial para quem possui bens como carros e motos, e sua correta execução evita transtornos.

Quem deve declarar?

São obrigadas a declarar as pessoas físicas que, em 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, ou receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920. Também se enquadram aqueles com rendimentos isentos ou não tributáveis superiores a R$ 200 mil, ou bens que somam mais de R$ 800 mil. É fundamental consultar os critérios de obrigatoriedade para verificar seu caso.

Declarando Seu Veículo: Guia Prático para Motoristas

A inclusão de seu carro ou moto na declaração do IR é um processo direto, acessível via portal eCAC, certificado digital ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”. A atenção aos detalhes é chave para evitar erros.

Como incluir veículos comprados

Na ficha “Bens e Direitos”, selecione o Grupo 2 “Bens Móveis” e o Código 1 “Veículo automotor terrestre”. Informe o país e o Renavam. Em “Discriminação”, detalhe modelo, ano, placa, situação (quitado/não quitado), dados do vendedor, data e forma de aquisição. O valor a ser preenchido em “Situação - 31/12/2025” deve ser o preço de compra, nunca o da Tabela Fipe. Deixe o campo “Situação em 31/12/24” em branco se a aquisição ocorreu em 2025.

Veículos financiados: O que muda?

Para veículos financiados, o processo inicial é o mesmo. Em “Discriminação”, adicione o nome e CNPJ do banco e a quantidade de parcelas. No campo “Situação em 31/12/2025”, informe a soma da entrada com as parcelas pagas em 2025 (incluindo juros). Se o financiamento começou em 2024, some as parcelas pagas em 2025 ao valor declarado no ano anterior.

Venda de veículos: Com ou sem lucro

A venda exige atenção. Se o veículo foi vendido por mais de R$ 35.000 com lucro, há um imposto de 15% sobre o ganho de capital. Use a opção “Ganhos de Capital” do programa da Receita para gerar o DARF. Para vendas com lucro de até R$ 35.000 (ou veículos vendidos por valor inferior a R$ 35.000), o ganho é isento, devendo ser informado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, código “05”. Se a venda foi sem lucro, simplesmente informe os detalhes da transação (comprador, data, valor) na ficha de “Bens e Direitos” e exclua o bem.

Prazos e Consequências da Não Declaração

A declaração deve ser entregue até 29 de maio. É crucial cumprir o prazo para evitar problemas com a Receita Federal.

Carros alugados e isenções adicionais

Veículos alugados não são declarados como bens. Os gastos podem ser registrados em “Pagamentos Efetuados”. Além dos limites de rendimento, estão isentas pessoas que não se enquadram nos demais critérios de obrigatoriedade.

O que acontece se você não declarar?

Não declarar um veículo implica multa de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, e o CPF pendente de regularização. Embora não haja restrições bancárias ou prisão, as penalidades e a irregularidade do CPF justificam a atenção à sua obrigação.

IR 2026: Guia Completo para Declarar Carro e Moto
Em um piscar de olhos, o tempo passou e a obrigação anual dos donos de automóveis já está batendo na porta. A declaração do Imposto de Renda por Pessoa Física 2026 começa nesta segunda-feira (23), a partir das 8h, e terá prazo de entrega até as 23h59 do dia 29 de maio. Suas normas e procedimentos foram divulgadas na última semana pela Receita Federal.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026?
Serão obrigadas a declarar o Imposto de Renda 2026 as pessoas físicas que, ao longo de 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920.
Os valores dos reajustes representam um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior, sendo anteriormente R$ 33.888 e R$ 169.440, respectivamente.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Como incluir o seu veículo no Imposto de Renda?
Além dos informes de rendimento, é necessário que todo cidadão declare também bens materiais, como imóveis e veículos (carros, motos e afins). Para te ajudar a passar por isso de forma tranquila, Autoesporte vai te mostrar passo a passo o caminho correto para incluir o seu veículo no IRPF 2026.
O acesso poderá ser feito através do portal eCAC, por meio do seu certificado digital junto ao Governo Federal ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, que está disponível para Android e IOS.
Localize a ficha “Bens e Direitos” e clique em “Novo”
Selecione o Grupo 2 “Bens Móveis” e em sequência Código 1 “Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.”
Informe o país e também o número do Renavam
Em “Discriminação” preencha com os dados do veículo: modelo; ano de fabricação; placa; situação atual do veículo (se está quitado ou não); dados do vendedor; data de aquisição; forma de pagamento.
No campo “Situação - 31/12/2025”, complete com o valor à vista pago pelo veículo.
Deixe o campo “Situação em 31/12/24” em branco.
"Meu Imposto de Renda"
Foto: Gov.br
Um detalhe muito importante: você não deve declarar o veículo pelo preço que ele está na Tabela Fipe, e sim pelo preço da compra que você fez, seja mais caro ou mais barato do que o carro está na tabela. Caso o carro usado tenha sido comprado de uma pessoa física, os dados do comprador constam na cópia do documento de transferência do veículo.
Feito isso, é preciso colocar a quantidade de parcelas do financiamento e se elas são fixas ou tem juros.
Initial plugin text
Como declarar o veículo financiado no Imposto de Renda 2026?
Para declarar um veículo financiado, é necessário que o passo a passo mostrado acima seja repetido até o passo 5, “Discriminação”, onde o comprador deverá colocar o valor total pago ao longo de 2025. A partir dele, siga a seguinte sequência:
Coloque o nome e o CNPJ do banco em que o financiamento foi feito;
Na aba “Situação em 31/12/2025”, coloque o valor somado da entrada com as parcelas em caso de financiamento em 2025. Se o aporte foi feito em 2024, informe todas as parcelas pagas em 2025 e some ao valor de 2024. Sempre conte os juros;
Deixe o campo “Situação em 31/12/24” em branco se o carro foi financiado em 2025. Se o financiamento foi feito em 2024, mantenha o valor informado na declaração do ano anterior, com entrada mais as parcelas (com juros).
Como declarar o carro no Imposto de Renda 2021
Getty Images
Como declarar a venda de carro com lucro no Imposto de Renda 2026?
De acordo com as regras da Receita Federal, carros vendidos acima de R$ 35.000, que gerarem lucro ao vendedor, terão uma taxa de 15%, a ser paga pelo antigo proprietário sobre este ganho. Confira como fazer a declaração de venda:
Entre na opção “Importações' e, em sequência, acesse a opção “Ganhos de Captital”
Na plataforma, insira todos os dados do veículo, bem como as informações de compra e venda;
Obtenha o Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) para ser quitado e exporte as informações para a versão atual do "Programa Gerador da Declaração (PGD)". Os valores serão preenchidos de forma automática.
Deixe em branco o campo "Situação em 31/12/2024".
Estacionamento
Divulgação
Caso o veículo tenha sido vendido por menos de R$ 35.000, o lucro entra em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Neste caso:
Procure pelo código: “05 – Ganho de capital na alienação de bem, direito ou conjunto de bens da mesma natureza, alienados em um mesmo mês, de valor total de alienação de até R$ 20.000, para ações alienadas no mercado de balcão, e de R$ 35.000 nos demais casos”;
Preencha o valor recebido na venda.
Veja também
CNH aos 16 anos? Câmara discute projeto para antecipar 1ª habilitação
Seguro de carro cobre enchente? Entenda se sua apólice banca o prejuízo
Governo nega que vá suspender pedágio free flow e multas por evasão
Como declarar a venda de carro sem lucro no Imposto de Renda 2026?
Caso o carro tenha sido vendido por um valor menor do que o comprado pelo dono antigo, o processo de declaração é mais simples. Sem lucros para declarar, basta preencher a ficha de “Bens e Direitos” informando os detalhes da venda. Isso inclui, por exemplo, nome e CPF do comprador, data e valor da venda. Essa negociação também obriga o contribuinte a excluir o bem do seu Imposto de Renda.
É necessário declarar carro alugado?
Não é necessário declarar ao Imposto de Renda veículos alugados. Contudo, se você quiser registrar esse gasto, basta ir em “Pagamentos Efetuados” e declarar o nome da locadora, o CNPJ e o valor pago para a empresa durante 2025.
Aluguel de carro no Qatar
Divulgação
O que acontece com quem não declarar o carro Imposto de Renda 2026?
Quem deixa de declarar um veículo em seu nome no Imposto de Renda está sujeito a uma multa de R$ 165,74 e a um valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. O devedor fica também com o CPF pendente de regularização.
A Receita Federal ressalta, em seu documento oficial, que o não pagamento do Imposto de Renda não implica em punições graves, como restrições bancárias, indiciamento criminal ou prisão.
Quem está isento do Imposto de Renda 2026?
Estão isentas de fazer a declaração as pessoas que receberam até dois salários-mínimos mensais durante 2025, equivalentes a uma renda mensal média de R$ 3.036. Pessoas com esta renda mensal serão obrigadas a declarar se estiverem enquadradas em uma das outras obrigatoriedades. Entre as principais, estão cidadãos que:
Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superior a R$ 200 mil;
Alienaram em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas valores em soma superior a R$ 40 mil ou com ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
Tiveram, em 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;
Passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês e estava nesta condição no fim de 2025.
A lista completa de critérios de obrigatoriedade pode ser encontrada aqui.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Visão VeicularvisaoveicularImposto de RendaIR 2026declarar carrodeclarar motoReceita Federalveículosfinanças automotivasguia IR

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte