Voltar para Notícias
Eletricos

Leapmotor C10 REEV: Análise Completa de Prós e Contras no BR

04 de abril de 2026
6 min de leitura
Leapmotor C10 REEV: Análise Completa de Prós e Contras no BR

Leapmotor C10 REEV: Avaliação Completa do SUV Eletrificado no Brasil

O Leapmotor C10 REEV marca a estreia da fabricante chinesa, parceira da Stellantis, no mercado brasileiro. Posicionando-se no segmento de SUVs médios, com preço de R$ 219.990, ele se destaca como o único veículo elétrico de autonomia estendida (REEV) disponível atualmente no país. Após rodar 1.500 km, foram identificados pontos fortes e aspectos que exigem consideração antes da compra, relevantes para quem busca um carro eletrificado.

Pontos Fortes do Leapmotor C10 REEV para o Motorista Brasileiro

Autonomia e Desempenho Eficiente

Um dos maiores atrativos do C10 REEV é sua impressionante autonomia. Equipado com um motor 1.5 turbo a gasolina que atua como gerador para baterias de 28,4 kWh, ele alimenta um motor elétrico de 215 cv e 32,6 kgfm de torque, responsável pela tração. A capacidade de rodar até 745 km sem reabastecer ou recarregar, mesmo em condições desfavoráveis como estradas e com carga total de passageiros e bagagens, é um diferencial significativo para o uso no Brasil.

Conforto, Tecnologia e Acabamento

O C10 se sobressai pelo seu porte generoso, oferecendo um espaço interno e porta-malas (465 litros com abertura/fechamento elétricos) que acomodam confortavelmente quatro passageiros adultos e suas bagagens. A qualidade das câmeras 360º, com resolução impecável mesmo à noite e contagem de centímetros para estacionar, é notável. O acabamento da cabine, com materiais macios ao toque e bom encaixe das peças, transmite uma sensação de requinte. Além disso, o pacote de equipamentos é vasto, incluindo sete airbags, frenagem autônoma, ACC, monitoramento de ponto cego, bancos elétricos com aquecimento/ventilação, central multimídia de 14,6 polegadas e teto solar panorâmico.

Aspectos a Considerar Antes da Compra

Ergonomia e Usabilidade no Dia a Dia

Alguns detalhes de usabilidade do Leapmotor C10 podem exigir adaptação. A ausência de uma chave física comum, substituída por um cartão NFC ou aplicativo de celular, e as maçanetas embutidas que não emergem automaticamente, tornam o acesso ao veículo menos prático, especialmente em dias de chuva ou com as mãos ocupadas. A central multimídia, apesar da alta resolução, é o único ponto de controle para diversas funções, incluindo o ar-condicionado e a direção da ventilação, o que pode ser uma distração e comprometer a segurança durante a condução.

Ajustes e Conectividade

A necessidade de reajustar preferências de condução (modos de condução, comportamento e assistências de segurança) a cada vez que o carro é ligado é um ponto que incomoda. Outro desafio é a sensibilidade excessiva do pedal de freio, que pode resultar em paradas bruscas até que o motorista se acostume, sugerindo a falta de uma calibração mais adequada ao perfil brasileiro. Por fim, a ausência de Apple CarPlay e Android Auto (mesmo por cabo) é uma falha grave em um carro com foco em tecnologia, embora a Stellantis prometa uma atualização futura. O GPS nativo funciona bem, mas a integração com smartphones é esperada para um veículo dessa categoria.

Veredito para o Consumidor Brasileiro

O Leapmotor C10 REEV apresenta uma proposta interessante, unindo autonomia estendida e um pacote robusto de equipamentos e espaço interno. Contudo, a experiência de uso é impactada por peculiaridades no acesso, ajustes e interação com a central multimídia, além da calibração do freio. Para o motorista brasileiro, que valoriza praticidade e integração tecnológica, a decisão de compra deve ponderar cuidadosamente estes pontos contra os claros benefícios de autonomia e luxo oferecidos. A parceria com a Stellantis pode, no futuro, trazer as adaptações necessárias para tornar o C10 uma opção ainda mais competitiva e alinhada às expectativas locais.

Leapmotor C10 REEV: Análise Completa de Prós e Contras no BR
A Leapmotor é uma fabricante chinesa de carros eletrificados parceira da Stellantis, o maior grupo automotivo do Brasil. A sua estreia no Brasil aconteceu com o C10, um SUV médio que está à venda com motorização elétrica ou híbrida. Inclusive, trata-se do único veículo elétrico de autonomia estendida (REEV) disponível no nosso país — ao menos por enquanto.
O preço do Leapmotor C10 REEV é de R$ 219.990. Estamos falando da mesma faixa de valores de rivais como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. Autoesporte rodou cerca de 1.500 km com o SUV para mostrar cinco razões para comprá-lo e outros cinco motivos para pensar bem antes de entrar em uma concessionária da marca.
5 razões para comprar o Leapmotor C10 REEV
1) Autonomia
Leapmotor C10 é um veículo elétrico de autonomia estendida
Autoesporte/Renato Durães
Sob o capô do Leapmotor C10 há um motor 1.5 turbo a gasolina que entrega modestos 96 cv. Só que esse propulsor, na verdade, opera apenas como um gerador para alimentar as baterias de 28,4 kWh. São elas que distribuem a energia para um motor elétrico, o único responsável por tracionar as rodas. Assim, são 215 cv de potência e 32,6 kgfm de torque.
E como um bom híbrido, o C10 REEV tem uma autonomia que impressiona. Consegui rodar 745 km sem precisar recarregar ou abastecer o SUV. É menos do que o estimado pelo Inmetro, de 891 km. No entanto, fiz praticamente todo o trajeto em estradas, um ambiente desfavorável para veículos eletrificados. Além disso, estava com outros três passageiros no carro, sem contar as bagagens. Portanto, o número é bem interessante.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
2) Qualidade da câmera
Resolução das câmeras do Leapmotor C10 impressiona
Autoesporte/Vitória Drehmer
O que também chama a atenção é a qualidade das câmeras do Leapmotor C10. O SUV médio oferece um sistema de imagens 360º com uma resolução impecável até mesmo à noite. Outro detalhe interessante é a contagem de centímetros que aparece na tela enquanto nos aproximamos de um objeto quando estamos dando ré com o carro.
3) Espaço interno e porta-malas
Leapmotor C10 entrega espaço interno confortável até para pessoas bem altas
Autoesporte/Vitória Drehmer
O Leapmotor C10 é um SUV médio, mas seu porte impressiona até para a categoria. São 4,74 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,68 m de altura e ótimos 2,83 m de entre-eixos. Isso significa que há espaço de sobra para quem senta na segunda fileira de bancos. Até mesmo passageiros com cerca de 1,80 m de altura conseguem se acomodar bem.
Porta-malas do Leapmotor C10 tem abertura e fechamento elétricos, e comportou bem as bagagens de quatro pessoas
Autoesporte
E ainda assim o porta-malas é bastante generoso, com 465 litros. Conseguimos acomodar quatro malas pequenas, duas mochilas, caixas e sacolas. Fora isso, há abertura e fechamento elétricos da tampa.
Initial plugin text
4) Acabamento
Leapmotor C10 mistura diferentes materiais na cabine: couro sintético, aço escovado e pouco plástico
Autoesporte/Renato Durães
Apesar de ter um desenho minimalista na cabine, o acabamento do Leapmotor C10 é mais um de seus pontos positivos. O painel é todo revestido com materiais macios ao toque, assim como as portas dianteiras e traseiras. Há apoio de braço confortável para todos os passageiros e todas as peças são bem encaixadas. Para completar, é possível escolher uma infinidade de cores para a iluminação ambiente.
5) Pacote de equipamentos
Leapmotor C10 tem 4,74 metros de comprimento
Vitória Drehmer/Autoesporte
Para fechar com chave de ouro, o pacote de equipamentos do Leapmotor C10 é generoso. O SUV é um dos poucos da categoria com sete airbags (há uma bolsa central entre os bancos dianteiros). Há também frenagem autônoma, piloto automático adaptativo (ACC), monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado e reconhecimento de placas de trânsito.
E não acaba por aí. A lista ainda inclui bancos com ajustes elétricos com aquecimento e ventilação, central multimídia de 14,6 polegadas com ótima resolução e teto solar panorâmico com 2,1 m², por exemplo.
5 razões para pensar antes de comprar o Leapmotor C10 REEV
1) Chave e maçaneta
Leapmotor C10 não tem chave comum; só é possível destravar as portas pelo celular ou com um cartão
Vitória Drehmer/Autoesporte
Por outro lado, o Leapmotor C10 tem alguns itens que são difíceis de se acostumar. A chave é um cartão NFC e as portas só destravam quando ele é posicionado no espelho retrovisor esquerdo — nem um pouco útil para os passageiros e para dias chuvosos. A função também pode ser feita por aplicativo no celular, mas uma chave comum não está disponível e faz falta.
Leapmotor C10 tem maçanetas embutidas na carroceria
Vitória Drehmer/Autoesporte
A história se repete com as maçanetas embutidas na carroceria. As alças não surgem nem quando carro é destravado. Isso significa que a tarefa simples de abrir a porta fica complicada quando se está com sacolas ou itens nas mãos.
2) ⁠Definições não ficam salvas
Leapmotor C10 REEV tem central multimídia de 14,6 polegadas
Autoesporte/Vitória Drehmer
O que também incomoda é o fato das definições nunca ficarem salvas. Se você entra no carro e ajusta as suas preferências, saiba que terá que fazer isso toda vez que ligar o Leapmotor C10 — mesmo que seja só cinco minutos depois de desligá-lo. Ou seja, é preciso sempre ajustar o modo de condução de sua preferência (EV+, EV, Combustível ou Power+), o comportamento desejado (Eco, Comfort ou Esportivo) e até mesmo desligar assistências de segurança que te incomodam.
3) Freio sensível
Pedal do freio do Leapmotor C10 REEV é extremamente sensível
Autoesporte/Vitória Drehmer
Outro ponto negativo do SUV da Leapmotor é o ajuste do pedal do freio. A sensibilidade é extrema e, na prática, o motorista demora para se acostumar. Afinal, qualquer toque de frenagem já faz o C10 parar bruscamente. Faz falta uma adaptação da Stellantis para o gosto do público brasileiro.
4) Não tem Apple CarPlay e Android Auto
Leapmotor C10 tem GPS com internet
Cauê Lira/Autoesporte
E ainda que a central multimídia do Leapmotor mereça elogios pela sua resolução, há uma falta grave de não oferecer conectividade Android Auto e Apple CarPlay nem por cabo. O que está disponível é a conexão Bluetooth para ouvir música e um GPS nativo que funciona muito bem para o sistema de navegação até com informações sobre o trânsito em tempo real. A Stellantis informa que o pareamento sem fio ficará disponível após uma atualização, mas não há data definida para isso.
5) Ar-condicionado confuso
Todos os comandos do ar-condicionado do Leapmotor C10 precisam ser feitos pela central multimídia
Cauê Lira/Autoesporte
Por fim, o ar-condicionado demora a gelar em dias muito quentes. Para piorar, todos os comandos precisam ser feitos pela central multimídia. Até mesmo a direção da ventilação precisa ser ajustada na tela, o que não é nada prático (e nem seguro) enquanto o motorista está dirigindo.
Ficha técnica - Leapmotor C10 REEV
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Leapmotor C10REEVSUV híbridocarro eletrificadoStellantisavaliaçãopontos positivospontos negativosVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte