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Mercado

Opala Restomod da GM Vende por R$ 1 Milhão em Leilão...

03 de maio de 2026
4 min de leitura
Opala Restomod da GM Vende por R$ 1 Milhão em Leilão...

Opala Restomod: Leilão Milionário e Resgate de um Ícone

No último sábado, o universo automotivo brasileiro testemunhou um evento marcante: um leilão no Museu Carde, em Campos do Jordão (SP), onde dois Chevrolet Opala restaurados no estilo restomod foram arrematados por um valor total de R$ 1 milhão. Cada exemplar, um verde de 1979 e um amarelo de 1976, foi vendido por R$ 500 mil individualmente, superando a marca de R$ 437 mil atingida por um Omega em leilão anterior. Esses carros não são meras restaurações; eles combinam a identidade clássica do Opala, um dos maiores ícones da indústria nacional, com atualizações significativas de mecânica, visual e tecnologia. Os sortudos novos proprietários terão a experiência exclusiva de receber seus cupês diretamente na fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul (SP), local de nascimento original do modelo. Este evento destaca a crescente valorização de clássicos reimaginados e a paixão dos brasileiros pelo lendário Opala SS.

A Essência Restomod: Modernidade Sem Perder a Alma Clássica

Os Opalas leiloados foram cuidadosamente preparados pela BTS Performance, sob o conceito restomod. Isso significa que, enquanto a estética fundamental foi preservada, os veículos receberam um upgrade completo para atender aos padrões de performance e conforto contemporâneos. Na mecânica, o motor 4.1 de seis cilindros em linha a gasolina foi atualizado com injeção eletrônica FuelTech e um coletor de inox, proporcionando maior eficiência e potência. O câmbio Tremec de cinco marchas substitui o original de quatro, otimizando a dirigibilidade. A suspensão foi recalibrada, amortecedores Bilstein foram instalados e freios a disco de alta performance garantem segurança superior.

Detalhes Internos e Externos

No interior, a modernização é evidente: o painel original recebeu iluminação LED, cintos de três pontos foram adicionados, e itens de conforto como direção hidráulica, ar-condicionado e rádio com Bluetooth garantem uma experiência de condução mais agradável. Os bancos de couro legítimo e o volante esportivo Lotse completam o pacote interno. Externamente, a General Motors concedeu liberdade para inovações visuais, como a tonalidade verde inédita para o cupê e acabamentos preto fosco em diversas partes, antes cromadas. A montagem dos veículos seguiu padrões de precisão modernos, superando as tolerâncias de fábrica dos anos 70, resultando em encaixes perfeitos e um acabamento impecável, além de rodas de liga leve de 15 polegadas com pneus especiais.

Projeto Chevrolet Vintage: Resgatando a História com Visão Futurista

A iniciativa desses Opalas restomod faz parte do ambicioso "Projeto Chevrolet Vintage", lançado no início de 2025. A Chevrolet adquiriu dez carros que marcaram época no Brasil, estabelecendo parcerias com renomadas oficinas de antigomobilismo. O projeto visa não apenas celebrar o legado da marca, mas também reverter os valores arrecadados nos leilões para os projetos sociais do Instituto GM, unindo paixão automotiva e responsabilidade social.

Categorias e Qualidade GM

Reconhecendo a diversidade dos entusiastas de carros clássicos, o Projeto Vintage foi dividido em duas categorias: "Restauração", focada na originalidade de fábrica e fidelidade aos detalhes históricos, e "Restomod", que propõe a união da identidade clássica com atualizações mecânicas, visuais e tecnológicas, como visto nos Opalas. Engenheiros da GM acompanham todas as etapas, desde a aquisição dos veículos até a restauração. Após a conclusão, os clássicos são rigorosamente avaliados no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), garantindo que, mesmo sendo carros de outra época, atendam aos elevados padrões de qualidade da Chevrolet atual.

Opala Restomod da GM Vende por R$ 1 Milhão em Leilão...
Um disputado leilão realizado neste sábado (2) no Museu Carde, em Campos do Jordão (SP) vendeu por R$ 1 milhão dois Chevrolet Opala restaurados ao estilo restomod, que mantém a identidade clássica, mas com atualizações de mecânica, visual e tecnologia.
O exemplar verde, de 1979, foi leiloado primeiro. Recebeu mais de 25 lances. Na sequência, o Opala amarelo foi produzido em 1976. Foram pelo menos 30 ofertas. No fim, cada um deles foi vendido por R$ 500 mil, superando também os R$ 437 mil levantados na venda do Omega em dezembro de 2025.
Além de levar para casa o Opala, os novos donos dos cupês poderão receber os carros diretamente na fábrica da Chevrolet, em São Caetano do Sul (SP), onde o modelo foi originalmente produzido. Por fim, uma S10 que venceu o Rali dos Sertões foi arrematada por R$ 450.000.
Opala cupê original nunca teve opção de cor verde como na versão restaurada
Cauê Lira/Autoesporte
Como são os Opala
O Opala é considerado um dos maiores ícones da indústria automotiva brasileira. E a GM escolheu exatamente a versão mais emblemática para restaurar. Estamos falando do Opala SS.
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Os dois veículos foram restaurados pela BTS Performance. Porém, ao contrário do Omega, a dupla de Opala recebeu releitura moderna, chamada de restomod. Estamos falando da atualização do motor 4.1 de seis cilindros em linha a gasolina com injeção eletrônica FuelTech, câmbio Tremec de cinco marchas, amortecedores Bilstein e freios a disco de alta performance.
Na cabine, o painel original passou a ser iluminado com LEDs. Outras modernizações incluem cintos de três pontos, direção hidráulica, ar-condicionado, rádio com Bluetooth e bancos de couro.
Como são os Opala que estão à venda
Como dito acima, os dois Opala foram restaurados com toques de modernidade. A começar pelo visual, a General Motors deu liberdade para que Batistinha, dono da BTS, elaborasse algo criativo e diferenciado.
No caso do carro verde, a tonalidade da carroceria nunca existiu na linha do cupê, tampouco os acabamentos preto fosco que tomam conta de várias partes — até dos componentes que eram originalmente cromados.
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A dupla ainda foi foi remontada com maior precisão do que quando deixou a fábrica de São Caetano do Sul (SP) nos anos 1970. Os “gaps” de encaixe tinham tolerâncias maiores naquela época, mas a GM replicou, de forma artesanal, o mesmo critério de montagem dos carros novos.
Opala do projeto Vintage teve montagem seguindo padrões modernos
Divulgação
Indo além, rodas de liga leve de 15 polegadas, pneus especiais, volante esportivo da Lotse e bancos de couro legítimo são outras atualizações importantes destes projetos.
O objetivo era incorporar um estilo mais jovial e inovador aos Opala, mas sem descaracterizá-los. Quanto à mecânica, Batistinha teve ainda mais liberdade: o motor 4.1 de seis cilindros em linha recebeu injeção eletrônica e coletor de inox.
A suspensão foi recalibrada, os freios a disco são de alta performance e a transmissão Tremec agora é tem cinco marchas (originalmente eram quatro).
Projeto Vintage
Poucas marcas de carro podem se orgulhar de um passado tão geracional e marcante — e daí veio o projeto Chevrolet Vintage, anunciado no início de 2025.
A Chevrolet adquiriu dez carros que marcaram época e fechou parcerias com oficinas renomadas do antigomobilismo nacional. Os veículos leiloados terão o valor arrecadado revertido aos projetos sociais do Instituto GM.
Alguns dos clássicos que estarão no Chevrolet Vintage
Divulgação
Os responsáveis pelo projeto observaram que o público de carros clássicos, especialmente dos Chevrolet antigos, é diverso. Há quem almeje o maior nível de originalidade possível, como se o veículo tivesse acabado de deixar a fábrica. Até os parafusos que prendem os bancos aos trilhos devem ser fidedignos.
Do outro lado, a indústria do tuning proporciona maior liberdade criativa por parte das oficinas, que customizam tanto o visual quanto a mecânica. Foi então que a Chevrolet decidiu dividir o Vintage em duas categorias:
Restauração: resgata a originalidade de fábrica, mantendo as especificações em todos os detalhes;
Restomod: mantém a identidade clássica, mas com atualizações de mecânica, visual e tecnologia.
Os engenheiros da GM acompanham o processo, desde a compra dos carros até a restauração. Quando finalizados, os clássicos são submetidos a uma avaliação no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), assim como os carros novos da Chevrolet.
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Fonte: Auto Esporte

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