
A inteligência artificial está ganhando cada vez mais espaço na sociedade. Os setores automotivos e de mobilidade urbana, é claro, não ficam de fora da acelerada evolução tecnológica, que nos apresenta diversas novidades. Desta vez, o projeto que está sendo desenvolvido na cidade de Moreton Bay, na Austrália, promete trazer às ruas semáforos capazes, através do sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), de ler o trânsito em tempo real e tomar decisões na cidade inteira de maneira autônoma.
Vale lembrar que, em 2024, Autoesporte conversou com um especialista da CET para entender o uso de faróis inteligentes. Na época, era usado um sistema autônomo em faróis específicos (que tinham bordas pintadas em amarelo), na cidade de São Paulo. Assim como a nova tecnologia, esses semáforos tiveram sua criação e primeiros testes em território australiano.
Faróis autônomos australianos poderão alternar suas fases de acordo com a situação do tráfego
Drive
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Como funciona o semáforo autônomo?
O sistema de semáforos autônomos produzido na Oceania promete mudar de vez o trânsito no mundo todo. Isso porque, através da tecnologia LiDAR, capaz de fazer o mapeamento da região em 3D, decisões que beneficiam o fluxo da cidade serão tomadas pela inteligência artificial em tempo real e sem a necessidade de interferência humana no processo.
Em suma, a inovação poderá alterar o tempo de duração de suas fases dependendo do local em que há maior congestionamento, de maneira totalmente independente . Para fazer essa identificação, é importante destacar que o país já tem detectores de metal que identificam a quantidade de veículos presentes em determinadas vias.
Semáforos inteligentes, em São Paulo, podem ser identificados através da cor de suas bordas
Divulgação/Illumina
Porta-voz da SWARCO, empresa responsável pela produção da inovação, comentou sobre a adoção desta tecnologia: ”Este sistema representa uma mudança significativa em relação à abordagem tradicional de controle de tráfego baseada em fases, que tem sido usada em toda a Austrália há mais de 30 anos. Em vez de operar com fases fixas de semáforos, ele controla os movimentos individuais do tráfego de forma independente.” declarou.
É claro que para um funcionamento ideal do sistema, seria necessário que toda cidade (ou a maior parte dela) estivesse com este sistema instalado. Ainda distante da realidade brasileira, a iniciativa australiana oferece um indicativo de como a inteligência artificial pode transformar a organização das cidades nos próximos anos.
Como funcionam os semáforos comuns?
Os semáforos que conhecemos funcionam através de uma programação feita baseada no volume de tráfego da região. Além disso, cada fase do farol (verde, amarelo ou vermelho) também é pré-definida de acordo com horário e dia da semana.
Em avenidas de grande movimento, principalmente em horários de pico, os faróis tendem a ter mais tempo de luz verde, visando aliviar o fluxo de trânsito do local. Alterações devido a situações específicas, contudo, não podem ser feitas em tempo real.
Farol autônomo promete melhorar fluxo do trânsito
Renato Durães/Autoesporte
Montadoras criticam 32% de etanol na gasolina: "Risco de carros quebrarem"
Governo aprova 32% de etanol na gasolina em mais um aumento da mistura
Volkswagen ID. Cross é elétrico que antecipa futuro de SUVs nacionais
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e São Caetano do Sul, têm, em fase de teste, sistema de faróis integrados que utiliza IA para criar ondas de sinais verdes em áreas de grande de fluxo, com o objetivo de reduzir o “anda e para” da cidade e, consequentemente, reduzir a emissão de gases poluentes.
Este sistema, entretanto, apenas envia sugestões aos profissionais de mobilidade urbana e precisa da mão de obra humana para ter as alterações feitas.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Semáforo Inteligente com IA Transforma Trânsito no Mundo

Semáforos Inteligentes com IA: A Revolução na Gestão do Trânsito Global
A inteligência artificial está remodelando a forma como nos deslocamos, e a mobilidade urbana é um dos setores que mais se beneficia dessas inovações. Na cidade de Moreton Bay, na Austrália, um projeto ambicioso promete transformar o trânsito com semáforos capazes de ler o fluxo de veículos em tempo real e tomar decisões autônomas. Utilizando a tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging), esses "cérebros eletrônicos" fazem um mapeamento 3D detalhado do tráfego, permitindo ajustes dinâmicos que otimizam o fluxo na cidade inteira. Esta abordagem representa uma mudança drástica em relação aos sistemas tradicionais, que operam com fases fixas e dependem de programações pré-definidas. Para os motoristas brasileiros, essa tecnologia aponta para um futuro onde o congestionamento pode ser coisa do passado, com semáforos que se adaptam ativamente às necessidades do momento.
Como a Inteligência Artificial Otimiza o Fluxo Veicular
A essência do semáforo autônomo australiano reside na sua capacidade de adaptação em tempo real. Através do LiDAR, o sistema identifica pontos de maior congestionamento e altera o tempo de duração de suas fases de forma independente, sem a necessidade de intervenção humana. Isso significa que, em vez de um ciclo de luzes verde-amarelo-vermelho fixo, o semáforo pode estender o verde em uma via mais movimentada ou acelerar a mudança em outra com pouco tráfego, priorizando a fluidez geral. A SWARCO, empresa responsável pela inovação, destaca que o sistema controla os movimentos individuais do tráfego de maneira independente, diferentemente da abordagem baseada em fases fixas utilizada há décadas. Para uma funcionalidade ideal, a implementação em grande escala em toda uma cidade seria essencial, mas os resultados iniciais mostram um potencial imenso para diminuir o "anda e para" diário dos motoristas.
O Cenário Brasileiro e os Desafios da Mobilidade Inteligente
Embora a tecnologia australiana esteja em um patamar avançado, o Brasil já explora a inteligência artificial para otimizar o trânsito em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. Sistemas em fase de teste utilizam IA para sugerir "ondas verdes" em áreas de alto fluxo, visando reduzir a parada e arranque dos veículos e, consequentemente, a emissão de gases poluentes. No entanto, a diferença crucial é que esses sistemas brasileiros ainda dependem da mão de obra humana para implementar as alterações sugeridas pela IA. Semáforos "inteligentes" em São Paulo, por exemplo, identificados por suas bordas amarelas, representam um passo nessa direção, mas não alcançam o nível de autonomia plena do modelo australiano. A iniciativa de Moreton Bay serve como um poderoso indicativo de como a inteligência artificial pode redefinir a organização das cidades e a experiência de condução nos próximos anos, mesmo que a plena adoção dessa autonomia ainda esteja distante da realidade brasileira.
Fonte: Auto Esporte
Ler artigo original

