Voltar para Notícias
Lancamentos

Stellantis: 10 Novas Geração Fiat, Jeep, Ram até 2030

24 de maio de 2026
7 min de leitura
Stellantis: 10 Novas Geração Fiat, Jeep, Ram até 2030

A Ofensiva Stellantis no Brasil até 2030

A Stellantis revelou o ambicioso plano de negócios FaSTLAne, que prevê a estreia global de 60 carros novos até 2030, com um investimento massivo de US$ 70 bilhões. Para o Brasil, em particular, o programa é estratégico e contempla 10 lançamentos distribuídos entre as marcas Fiat, Jeep e Ram. Essa ofensiva abrange segmentos cruciais como SUVs, picapes e compactos, com uma forte aposta em novas motorizações, incluindo inéditos conjuntos híbridos flex. O objetivo principal é consolidar a posição do grupo, respondendo ao avanço da concorrência, especialmente a chinesa, que já domina o mercado de eletrificados no país.

Novas Bases e Motorizações Híbridas

Um dos pilares dos futuros lançamentos é a adoção de plataformas modernas, como a Smart Car e a STLA Medium, que prometem maior espaço, segurança e tecnologia. A eletrificação é a grande aposta, com a introdução de sistemas híbridos em diversas configurações: híbrido leve (MHEV) de 12 Volts, híbrido pleno (HEV) flex e até híbrido plug-in (PHEV) flex. Motores como o 1.0 Firefly aspirado, o 1.0 GSE turbo (T200 Hybrid) e o 1.3 turbo T270 com duas máquinas elétricas (BioHybrid) estarão no centro dessa renovação, prometendo eficiência e desempenho.

Fiat: Compactos, SUVs e Picapes Inovadores

A Fiat, líder de vendas no Brasil, terá seis dos dez lançamentos confirmados, reforçando sua linha em todos os segmentos estratégicos.

O Novo Fiat Argo: Mais Conforto e Tecnologia

Em 2026, a nova geração do Fiat Argo (Projeto F1H) fará sua estreia, confirmando o nome e descartando as especulações de Grande Panda ou Uno. Com aproximadamente 4 metros de comprimento, o compacto terá um porte ligeiramente maior e virá com motores 1.0 Firefly aspirado (75 cv) nas versões de entrada e o moderno T200 Hybrid (MHEV) com 1.0 GSE turbo (130 cv) nas versões mais completas.

Expansão nos SUVs: Fastback, 7 Lugares e Pulse Renovados

No segmento de SUVs, a Fiat planeja três novidades: a nova geração do Fastback (F2X), que adotará a plataforma Smart Car, oferecendo mais espaço (entre-eixos próximo dos 2,60 m) e um design arrojado com lanternas de LED retangulares. Em 2027, chega o SUV de 7 lugares (F2U), derivado do Citroën Aircross, com proposta familiar e motor 1.0 turbo flex MHEV. A nova geração do Pulse (F1X) também está confirmada, baseada no novo Argo e focada em design e motorização híbrida.

Picapes Fiat: Strada e Toro com Novas Gerações e Hibridização

A terceira geração da Fiat Strada, prevista para 2029, promete evoluir significativamente, adotando motorização híbrida leve de 12V e ganhando refinamento para ser vendida até na Europa. A segunda geração da Fiat Toro, em 2030, passará para a plataforma STLA Medium (a mesma do novo Compass), incorporando versões híbrida plena e plug-in flex, essenciais para manter sua liderança frente aos novos concorrentes.

Jeep e Ram: Reforço nas SUVs e Picapes Premium

Jeep: Compass, Renegade e Commander Híbridos

Na Jeep, a nova geração do Compass, já disponível na Europa desde 2025 e esperada no Brasil em 2028, virá com a plataforma STLA Medium, maior em dimensões e com o aguardado sistema BioHybrid (HEV flex) de mais de 200 cv. A nova geração do Renegade manterá seu DNA robusto e quadrado, enquanto o novo Commander (2029/2030) derivará do Compass, com maior diferenciação e estilo familiar.

Ram Rampage: Evolução da Picape Intermediária

A Ram também terá sua fatia de novidades com a segunda geração da picape Rampage em 2030. Compartilhando a plataforma STLA Medium e a base técnica da próxima Toro, a Rampage oferecerá motorizações híbridas flex (leve e plena), com a possibilidade de manter o motor 2.0 Hurricane turbo flex em versões esportivas 4x4.

Stellantis: 10 Novas Geração Fiat, Jeep, Ram até 2030
Revelado pela Stellantis na última quinta-feira (21), o novo plano de negócios FaSTLAne prevê o estreia global de nada menos que 60 carros novos até 2030. A ofensiva vai alcançar os mais diversos segmentos do mercado e totaliza investimentos de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 350 bilhões). Para o Brasil, em específico, o programa prevê 10 lançamentos distribuídos entre três marcas: Fiat, Jeep e Ram.
O pacote inclui novidades nos segmentos de SUVs, picapes e compactos, além de motorizações até então nunca lançadas pela Stellantis por aqui (como um inédito conjunto híbrido pleno flex). O objetivo é reverter os prejuízos bilionários registrados em 2025 e, ao mesmo tempo, responder ao avanço da concorrência chinesa, que já domina o mercado de carros eletrificados no Brasil.
Fiat Argo tem nome confirmado e chegará ao Brasil ainda em 2026
Reprodução
Confira abaixo os 10 lançamentos confirmados pela Stellantis até 2030:
1) Novo Fiat Argo
Lançamento mais importante da Fiat no Brasil em 2026, a nova geração do Argo é um dos destaques da lista. O nome do modelo já havia vazado no início do ano e acaba de ser confirmado pela própria Stellantis, descartando qualquer possibilidade de se chamar Grande Panda (como o equivalente europeu) ou Uno (como chegou a ser cogitado). O compacto está sendo desenvolvido a partir do Projeto F1H e será lançado como parte das comemorações de 50 anos da Fiat no Brasil.
Novo Argo terá a base do Grande Panda Europa, mas com leves diferenças no design
Autoesporte/Feita com IA
Em termos de porte, terá aproximadamente 4 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,60 m de altura e 2,54 m de entre-eixos, com 315 litros de porta-malas. Sob o capô, adotará o motor 1.0 Firefly aspirado flex de três cilindros e 75 cv nas versões de entrada, e nas mais caras o conjunto T200 Hybrid (MHEV) com motor 1.0 GSE turbo flex de três cilindros e 130 cv de potência.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
2) Nova geração do Fiat Fastback
Para o segmento de SUVs, a Fiat prepara nada menos que três lançamentos. O primeiro deles é a nova geração do Fastback, que atende internamente pelo codinome F2X. O modelo adotará a conhecida plataforma Smart Car do grupo Stellantis e deixará de lado a arquitetura MLA usada atualmente. Entre outras melhorias, ficará mais espaçoso e terá distância entre-eixos próxima dos 2,60 m (contra os 2,53 m atuais).
Nova família de SUVs Grizzly da Fiat
Divulgação/imagem formatada com Google Gemini
No visual, destaque para a traseira, que contará com lanternas inteiramente formadas por pequenos LEDs retangulares. A solução é um diferencial importante na comparação com outros carros da Fiat e promete gerar efeito luminoso bastante chamativo, especialmente à noite. Na dianteira, terá faróis estreitos e com formato retangular, LEDs na grade e para-choque bem integrado ao conjunto.
3) SUV de 7 lugares da Fiat
F2X é o nome do projeto da nova geração do Fastback no Brasil
Divulgação
Outro modelo da lista confirmado para o Brasil é o novo SUV de sete lugares da Fiat. Programado para 2027, o modelo será derivado do Citroën Aircross e posicionado acima do Pulse. Na prática, será um SUV compacto com dimensões similares ao primo francês: cerca de 4,40 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,66 m de altura e 2,68 m de entre-eixos.
Projeto F2U vai originar novo SUV de 7 lugares da Fiat
Divulgação
Autoesporte apurou que o projeto F2U, como é chamado internamente, terá proposta mais familiar e preços na faixa dos R$ 150 mil. A motorização deve ser sempre 1.0 turbo flex com sistema híbrido leve de 12 Volts, capaz de render até 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, aliado a um câmbio CVT de sete marchas.
4) Nova geração do Fiat Pulse
Fiat Pulse também já está com nova geração confirmada
Murilo Goes/Autoesporte
Fechando a lista, mas não menos importante que os outros dois SUVs já citados, está a nova geração do Pulse. O projeto é conhecido como F1X e, nesse caso, tomará como base a nova geração do Argo. O modelo também apostará no design como principal atrativo, além de oferecer motorização híbrida.
5) Nova geração da Fiat Strada
A Strada de terceira geração também está confirmada no pacote de lançamentos, chegando ao mercado por volta de 2029. Além da plataforma comum aos demais modelos da nova família, a caminhonete terá a mesma motorização híbrida leve de 12V dos demais derivados. Além disso, vai evoluir consideravelmente em relação à picape atual e será vendida até em mercados da Europa.
Nova Fiat Strada ganhará refinamento e será vendida até na Europa
Divulgação
Em dimensões, a nova Strada deve crescer ligeiramente em relação à atual, que mede 4,48 metros de comprimento, 1,73 m de largura e 1,59 m de altura. A picape continuará a ser vendida em uma ampla gama de versões, com opções de cabine simples ou cabine dupla.
6) Nova geração da Fiat Toro
Nova Fiat Toro chega até 2030 baseada no Jeep Compass
Reprodução/KDesign AG
Ainda no segmento de picapes, a Fiat apresentará em 2030 a segunda geração da Toro. A picape intermediária continuará sendo produzida em Goiana (PE) e trocará a atual plataforma Small Wide pela moderna matriz STLA Medium, emprestada da nova geração do Jeep Compass.
Com isso, deverá incorporar importantes evoluções técnicas e dinâmicas, incluindo a oferta de inéditas versões híbrida plena e híbrida plug-in, ambas flex. Os avanços serão providenciais para manter a liderança da Toro no segmento, especialmente diante da chegada iminente das rivais da BYD, Toyota, Volkswagen e outras.
Initial plugin text
7) Nova geração do Jeep Compass
Jeep Compass de nova geração será híbrido com inédito conjunto HEV flex
Divulgação
Na Jeep, está confirmada a nova geração do Compass. A nova linhagem já está à venda na Europa desde 2025 e toma como base a plataforma STLA Medium (que também será usada pelos próximos Renegade e Commander). Em dimensões, o modelo possui 4,55 metros de comprimento (ganho de 15 cm sobre os 4,40 m do predecessor) e entre-eixos de 2,79 metros (ou seja, 16 cm a mais).
A estreia no Brasil é aguardada para 2028 e um dos destaques será a oferta do tão aguardado sistema híbrido pelo (HEV) da Jeep. Batizado de BioHybrid, o conjunto vai combinar o conhecido motor 1.3 turbo T270 com duas máquinas elétricas, entregando potência acima dos 200 cv.
8) Nova geração do Jeep Renegade
Novo Jeep Renegade promete design com pegada ainda mais robusta
Reprodução/Maltese Design
No caso do Renegade, Autoesporte já noticiou que a nova geração está em pleno desenvolvimento e terá forte DNA americano, evidenciando ainda mais o estilo quadrado que lhe é característico. Assim como o elétrico Recon, o modelo terá pegada robusta e diversas referências aos carros do passado da marca.
9) Nova geração do Jeep Commander
Por fim, o novo Commander será o último do trio a chegar ao mercado — provavelmente em 2029 ou 2030. Continuará derivado do Compass, porém com maior nível de diferenciação e personalidade, incorporando o estilo de outros SUVs de perfil familiar da Jeep, como Grand Cherokee e Grand Wagoneer.
10) Nova geração da Ram Rampage
Ram Rampage terá segunda geração em 2030 com base na próxima Toro
Murilo Góes/Autoesporte
Além da Fiat e da Jeep, a Ram também tem novidades confirmadas para o Brasil. É o caso da nova geração da picape Rampage, que terá a mesma plataforma e base técnica da Toro, assim como acontece hoje.
Ou seja: plataforma STLA Medium e motorizações híbridas flex (leve e plena), com opção de manter um motor 2.0 Hurricane turbo apenas flex em versões de pegada mais esportiva e com tração 4x4.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

StellantisFiatJeepRamLançamentos 2030Carros HíbridosSUVPicapeMercado Automotivo BrasilVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte