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Stellantis substitui motor 1.2 PureTech por Firefly na...

19 de fevereiro de 2026
4 min de leitura
Stellantis substitui motor 1.2 PureTech por Firefly na...

Fim do Problemático Motor 1.2 PureTech na Europa

A Stellantis está dando um passo decisivo na Europa ao retirar de linha o motor 1.2 turbo da família PureTech, uma herança da extinta PSA. Conhecido por sua correia banhada a óleo, este propulsor enfrentou uma série de problemas crônicos que afetaram gravemente sua reputação. A degradação da correia levava ao entupimento da bomba de óleo, uma falha potencialmente fatal para o motor. Além disso, o conjunto apresentava degradação prematura de outros componentes internos, resultando em perda de confiabilidade e desconfiança por parte dos consumidores europeus. Modelos como Peugeot 208, 2008, 3008, Citroën C3, C4, C5 Aircross e Opel Corsa, Astra, entre outros, foram equipados com essa motorização. No Brasil, o 208 chegou a ter essa opção, mas por um curto período. A decisão da Stellantis contrasta com a abordagem da Chevrolet, que no Brasil reformulou o material da correia para mitigar problemas similares em seus motores.

A Ascensão da Família Firefly e o Futuro Híbrido

Para substituir o PureTech, a Stellantis aposta na robustez e confiabilidade dos motores Firefly, de origem Fiat. Este movimento representa uma mudança estratégica, migrando a mecânica de francesa para italiana nos veículos europeus da Stellantis. Os motores Firefly já são conhecidos no Brasil por equiparem modelos como Argo, Cronos e Strada, e na Europa estão presentes em veículos como Alfa Romeo Tonale e Fiat 500 Hybrid. Atualmente, a família Firefly europeia inclui opções 1.0 aspirada de 70 cv e 1.5 turbo de 130 cv ou 160 cv. A Stellantis tem planos ambiciosos para o Firefly, que servirá como base para uma vasta gama de sistemas híbridos – incluindo híbridos leves (MHEV), plenos (HEV) e plug-in (PHEV). A meta é que essas motorizações híbridas, impulsionadas pelo Firefly, permaneçam em linha ao longo da década de 2030, alinhando-se às tendências de eletrificação e às regulamentações de emissões, especialmente após a União Europeia reconsiderar o banimento total de veículos a combustão.

O Cenário Firefly no Brasil e Perspectivas

Firefly Presente e Potencial Futuro

Embora a substituição do PureTech seja um movimento europeu, a família Firefly já é uma realidade sólida no mercado brasileiro. Nossos modelos, como Mobi, Argo, Cronos e Strada, utilizam as versões 1.0 flex de três cilindros e 1.3 flex de quatro cilindros, que entregam boa performance e economia. A comprovada resistência do Firefly no Brasil sugere um futuro promissor para a plataforma global da Stellantis.

Impacto para o Consumidor Brasileiro

A decisão de focar no Firefly para o futuro híbrido na Europa abre portas para a potencial chegada dessas tecnologias ao Brasil, ainda que em um horizonte mais distante. A estratégia global da Stellantis de consolidar motores confiáveis e com potencial para eletrificação posiciona o Firefly como um pilar fundamental em seus planos, tanto para mercados mais maduros quanto para regiões como a nossa, onde a transição energética está em curso. Para o consumidor brasileiro, isso significa a continuidade de motores robustos e a expectativa de futuras inovações híbridas baseadas em uma arquitetura já familiar e aprovada.

Stellantis substitui motor 1.2 PureTech por Firefly na...
A Stellantis está tirando de linha o problemático motor 1.2 turbo da família PureTech com correia banhada a óleo na Europa. Ele será substituído pelos motores Firefly, de origem Fiat, e existe até o plano de atualizá-los com sistemas híbridos para que sejam utilizados até a década de 2030. A marca não confirma os planos oficialmente.
O motor PureTech é uma herança dos tempos do Grupo Peugeot Citroën (PSA), que se fundiu à Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) para criar a Stellantis em 2021. O Peugeot 208 chegou a ser vendido no Brasil com essa opção mecânica em sua geração passada, mas teve passagem curta por aqui. No entanto, vários problemas levaram à má reputação deste conjunto na Europa.
Motor 1.2 Puretech é herança dos tempos de PSA
Divulgação
O 1.2 PureTech foi desenvolvido na França, tem correia banhada a óleo e enfrenta o mesmo problema dos motores turbo da Chevrolet no Brasil. Sua degradação causa o entupimento da bomba de óleo, característica que pode interromper totalmente o fluxo do lubrificante pelo motor, o que pode ser fatal para o carro.
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No entanto, este não é o único problema crônico atribuído ao motor PureTech. O conjunto também se mostrou tecnicamente frágil por conta da degradação prematura de diversos componentes internos — especialmente nos veículos de maior quilometragem. As falhas mecânicas levaram à perda de confiabilidade, e os carros de Peugeot, CItroën e Opel equipados com este conjunto passaram a ser vistos com desconfiança no mercado europeu. São eles:
Peugeot: 208, 2008, 3008, 4008 e 5008
Citroën: C3, C3 Aircross, C4 e C5 Aircross
Opel: Corsa, Astra, Mokka e Grandland
Citroën C3 Aircross europeu terá motor da familia Firefly no futuro
Divulgação
Inicia-se agora um processo gradual de adoção do motor Firefly nestes modelos. Desta forma, os carros da Stellantis na Europa passarão a ter mecânica italiana, e não francesa.
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No Brasil, a Chevrolet contornou o problema da correia banhada a óleo com uma nova formulação deste componente, que passou a ser menos vulnerável a lubrificantes de maior acidez. Assim, a marca divulgou que os motores de Onix, Onix Plus e Tracker se tornaram mais resistentes aos óleos de má qualidade — fator que, segundo a GM, está relacionado ao problema.
Motor Firefly surge como opção
Conhecido no Brasil por conta de Argo e Cronos, motor Firefly é opção para os futuros carros da Stellantis
Divulgação
A Stellantis optou por um caminho diferente. No lugar de atualizar componentes do motor com correia banhada a óleo, como fez a GM, a marca decidiu tirá-lo de linha por completo. O motor Firefly, com corrente de comando, surge como opção. Ele equipa os modelos Alfa Romeo Tonale, Fiat Pandina e 500 Hybrid, e tem sido visto como um conjunto resistente.
A família Firefly na Europa consiste nos motores 1.0 aspirado de 70 cv e 1.5 turbo de 130 cv ou 160 cv. Neste momento, o time de engenharia trabalha em atualizações pontuais, pois o programa de emissões Euro 8 passa a valer a partir de 2027. Porém, existem planos mais longevos para o Firefly na Europa.
A Stellantis pretende usar o Firefly como base para seus futuros motores híbridos — sendo estes híbrido leve (MHEV) de 12 e 48V, híbrido pleno (HEV) e até híbrido plug-in (PHEV). O plano é que estes motores ainda estejam em linha ao longo da década de 2030, sobretudo após a União Europeia voltar atrás quanto ao banimento de modelos com propulsores a combustão.
Motores da família Firefly também são oferecidos no Brasil, em versões 1.0 flex de três cilindros, com 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, e 1.3 flex de quatro cilindros, com 107 cv e 13,7 kgfm. Equipam Mobi, Argo, Cronos e Strada.
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Fonte: Auto Esporte

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