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Tecnologia

Teste: Autonomia Real de Carros Flex, Diesel e Elétricos

15 de fevereiro de 2026
6 min de leitura
Teste: Autonomia Real de Carros Flex, Diesel e Elétricos

Teste Abrangente de Autonomia: Comparando Tecnologias no Brasil

A equipe do portal Autoesporte embarcou em uma jornada ambiciosa de 7.000 km para desvendar a autonomia real de veículos com diversas tecnologias de propulsão disponíveis no mercado brasileiro. Aproveitando o período de recesso de 2025, os jornalistas colocaram à prova as promessas das fabricantes, avaliando quanto cada carro realmente consegue rodar com um tanque cheio ou uma carga completa, na prática do dia a dia e em viagens mais longas. O objetivo central foi entender se os números divulgados pelas montadoras se refletem na experiência de condução real para o motorista brasileiro.

Uma Frota de Tecnologias para Avaliação

Para esta análise aprofundada, foram selecionados representantes de cada tipo de propulsão, abrangendo o cenário automotivo nacional. Da tradição à inovação, o teste incluiu:

Veículos a Combustão Dominantes

  • Volkswagen Virtus (Flex): O sedã Comfortline representou a tecnologia flex, amplamente difundida no Brasil, destacando seu espaço interno e porta-malas em uma viagem de 530 km. O motor 1.0 turbo flex de três cilindros, com 128 cv, é a essência do flex, tecnologia que domina as vendas e promove o uso do etanol.
  • Toyota Hilux (Diesel): A icônica picape SRX foi testada em um percurso de 680 km, explorando sua viabilidade tanto em viagens quanto no uso urbano. Seu robusto motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, com tração 4x4, simboliza a força e a particularidade do diesel, restrito a veículos específicos no país.

A Ascensão dos Híbridos

Com quatro níveis de hibridização, o Brasil já conta com uma oferta variada. O teste abordou os principais:

  • Peugeot 208 GT Hybrid (Híbrido Leve - MHEV): Ideal para o ambiente urbano, o hatch foi avaliado em 266 km em São Paulo. Seu sistema híbrido leve de 12V, a forma mais simples de eletrificação, combina uma bateria extra e uma máquina elétrica para auxiliar o motor 1.0 turbo de 130 cv.
  • GWM Haval H6 HEV2 (Híbrido Pleno - HEV): O SUV híbrido mais vendido do país percorreu 401 km, mostrando o conjunto híbrido pleno com motor 1.5 turbo e máquina elétrica, que juntos entregam 243 cv e 55 kgfm.
  • Leapmotor C10 (Híbrido em Série - EREV/REEV): Com 2.840 km rodados, este veículo de tecnologia única no Brasil tem seu motor 1.5 turbo a gasolina atuando exclusivamente como gerador para carregar a bateria, enquanto a tração é sempre elétrica (215 cv).
  • BYD King GS (Híbrido Plug-in - PHEV): O sedã encarou 1.356 km predominantemente rodoviários, investigando se a bateria se esgotaria e impactaria o desempenho. Com motor 1.5 aspirado e máquina elétrica, oferece 225 cv combinados e uma bateria de 18,3 kWh, permitindo tração elétrica, a combustão ou combinada.

A Revolução Elétrica

  • GAC Aion V (Elétrico - BEV): O desafio de 749 km, incluindo destinos como Jaguariúna (SP), buscou responder se já é viável viajar com carro elétrico sem 'perrengues'. Com 204 cv e bateria de 75,3 kWh, o modelo promete uma autonomia de 389 km (Inmetro), mas os testes obtiveram resultados ainda mais otimistas.

Metodologia e Relevância para o Motorista

O procedimento foi padronizado: tanque cheio/bateria 100% carregada e odômetro zerado no início, com reabastecimento apenas na reserva. Os dados coletados permitirão uma análise comparativa crucial para os consumidores brasileiros. Este teste não apenas avalia o desempenho dos veículos, mas também oferece um guia prático sobre qual tecnologia de propulsão se adapta melhor às diferentes necessidades e realidades de uso no Brasil, auxiliando na escolha do próximo carro ao considerar autonomia, custo e experiência de viagem.

Teste: Autonomia Real de Carros Flex, Diesel e Elétricos
A equipe de Autoesporte não via a hora do merecido recesso após uma agenda exaustiva de eventos, lançamentos e gravações ao longo de 2025. Aproveitando um período mais extenso com os carros, decidimos avaliar se a autonomia divulgada pelas fabricantes (quanto um veículo consegue rodar com um tanque cheio, uma carga da bateria ou a combinação de ambos) é refletida na vida real.
Para isso, selecionamos um representante de cada tecnologia de propulsão disponível em nosso país. Você até já está acostumado com carros flex, a diesel e elétricos, mas sabia que há quatro diferentes níveis de híbridos à venda por aqui? Veja abaixo os participantes:
Volkswagen Virtus - Flex
Escolhemos o Volkswagen Virtus para representar os carros flex
Demetrios Cardozo/Autoesporte
O designer Demetrios Cardozo aproveitou a folga de fim de ano para viajar a Itanhaém (SP) e curtir a praia. Seu companheiro nesta empreitada foi o Volkswagen Virtus Comfortline (R$ 150.890). Foram 530 km ao volante do sedã, que se destacou pelo bom espaço interno e porta-malas generoso.
O motor é 1.0 turbo flex de três cilindros, que desenvolve 128 cv e 20,4 kgfm, com câmbio automático de seis marchas. Ah, e "flex" não é sigla — é a tecnologia criada há mais de 20 anos para promover o uso do etanol. Hoje, carros flex dominam as vendas no Brasil.
Toyota Hilux - Diesel
Toyota Hilux é a picape média mais vendida do Brasil
Jady Peroni/Autoesporte
Já que estamos falando do litoral, a repórter Jady Peroni desceu a serra até Peruíbe (SP) para passar a virada de ano com sua família. Foram 680 km ao volante da Toyota Hilux SRX (R$ 357.890). Ela também dirigiu na cidade para descobrir se, de fato, faz sentido ter uma picape média em ambiente urbano.
Seu motor é 2.8 turbodiesel com injeção direta, com capacidade para desenvolver 204 cv e 50,9 kgfm. O câmbio automático tem seis marchas e distribui a tração às quatro rodas. Motores diesel não usam velas e têm ignição por compressão. No Brasil, só é permitido em automóveis com tração 4x4, picapes com 1 tonelada de carga e veículos comerciais, como caminhões.
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Peugeot 208 - Híbrido leve (MHEV)
Faz sentido com trar um carro híbrido leve com o rudimentar sistema de 12V? Descobrimos na prática
Cauê Lira/Autoesporte
O editor-assistente Cauê Lira decidiu ficar em São Paulo (SP) para descansar. Por isso, foi incumbido da missão de dirigir um dos carros mais urbanos deste especial: o Peugeot 208 GT Hybrid (R$ 128.490). Foram 266 km percorridos a bordo do modelo francês.
O hatch tem motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta, capaz de entregar 130 cv e 20,4 kgfm, com câmbio CVT que simula sete marchas. Tem híbrido leve de 12V, sendo esta a forma mais simples de eletrificação. Combina uma bateria extra com uma pequena máquina elétrica para substituir o alternador e dar auxílio ao motor a combustão.
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GWM Haval H6 - Híbrido pleno (HEV)
GWM Haval H6 é o SUV híbrido mais vendido do Brasil
André Schaun/Autoesporte
O editor executivo André Schaun escolheu o GWM Haval H6 HEV2 (R$ 223 mil) para curtir sua folga em Ibiúna (SP) e visitar a família na Serra da Cantareira em um trajeto de 401 km. Espaço interno e equipamentos de série foram pontos positivos, mas a central multimídia travou algumas vezes...
A versão HEV2 tem conjunto híbrido pleno, combinando o motor 1.5 turbo com injeção direta a gasolina com uma máquina elétrica dianteira. Entrega 243 cv e 55 kgfm combinados. Já o câmbio é do tipo DHT, com duas marchas de múltiplas relações. A autonomia puramente elétrica é limitada.
Leapmotor C10 - Híbrido em série (EREV/REEV)
Leapmotor C10 tem tecnologia única no Brasil
Vitória Drehmer/Autoesporte
Ninguém neste especial dirigiu mais do que a repórter Vitória Drehmer. Foram 2.840 km a bordo do Leapmotor C10 (R$ 219.990), em um trajeto de ida e volta de São Paulo a Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).
A sigla EREV (ou REEV) é nova. Ela identifica os chamados híbridos em série, nos quais o motor a combustão serve apenas de gerador para carregar a bateria. A tração é sempre elétrica — e, neste caso, há fonte externa de recarga. O Leapmotor C10 tem motor 1.5 turbo a gasolina que abastece a bateria de 28,4 kWh. Este alimenta o motor elétrico dianteiro, que entrega 215 cv e 32,8 kgfm.
BYD King - Híbrido plug-in (PHEV)
BYD King é bom para viajar na estrada? Comprovamos em nosso teste de autonomia
Renato Durães/Autoesporte
As andanças pela Região Sul não param aí. O diretor de redação Leonardo Felix escolheu o BYD King GS (R$ 175.990) para ir de São Paulo a Londrina (PR). Foram 1.356 km ao volante em um percurso predominantemente rodoviário. Será que a bateria acabou e o sedã ficou manco? É o que dizem nos podcasts...
O King tem motor 1.5 aspirado a gasolina que funciona com uma máquina elétrica dianteira. Combinados, os propulsores desenvolvem 225 cv e 33,1 kgfm, com câmbio automático do tipo DHT de uma marcha e múltiplas relações. Os híbridos plug-in coneguem tracionar usando apenas o motor a combustão, a máquina elétrica ou a combinação dos dois. No caso do King, a bateria é de 18,3 kWh.
GAC Aion V - Elétrico (BEV)
Dá para viajar com carro elétrico? O GAC Aion V tem qualidades para quem curte passear
André Paixão/Autoesporte
Dirigir um carro elétrico nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais se o motorista não tem um wallbox residencial. O editor-chefe André Paixão não apenas topou o desafio como encarou 749 km durante o teste do GAC Aion V (R$ 219.990). Um dos destinos foi Jaguariúna (SP). Afinal, já é possível viajar de carro elétrico sem passar perrengue? Você descobrirá em breve!
O GAC Aion V tem motor elétrico dianteiro síncrono com imãs permanentes. Desenvolve 204 cv e 24,5 kgfm, com bateria de 75,3 kWh de capacidade. Sua autonomia, de acordo com o Inmetro, é de 389 km — mas obtivemos resultados muito melhores!
Como testamos?
Todos os carros passaram pelo mesmo procedimento durante o teste de autonomia
André Paixão/Autoesporte
O procedimento foi o mesmo para todos: tanque cheio e odômetro zerado no início do teste, com orientação de abastecer somente quando o tanque ou a bateria chegassem próximos à reserva. Na volta do recesso, calculamos a quilometragem total e o volume de combustível gasto. Será que os resultados das montadoras estão corretos?
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte