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Teste Peugeot 208 GT Hybrid: Consumo real decepciona na...

17 de fevereiro de 2026
5 min de leitura
Teste Peugeot 208 GT Hybrid: Consumo real decepciona na...

Peugeot 208 GT Hybrid: Agilidade Urbana e o Desafio do Consumo Real

A Proposta do MHEV e o Conjunto Mecânico

O Peugeot 208 GT Hybrid, testado em São Paulo, chega ao mercado com preços a partir de R$ 128.490 (nas lojas, R$ 136.490 oficial). A proposta central dessa versão é aprimorar a eficiência, especialmente no ambiente urbano, graças à tecnologia híbrida leve (MHEV). Sob o capô, encontramos um motor 1.0 turbo flex de 130 cv e 20,4 kgfm de torque, acoplado a um câmbio CVT que simula sete marchas. O sistema MHEV integra um gerador por correia que atua como superalternador e motor de partida, impulsionando o sistema start-stop. Este recurso, uma novidade na linha 2026, não pode ser desativado, o que pode ser um ponto de atenção para alguns condutores. Uma pequena bateria de 12V e 0,125 kW, localizada sob o banco do motorista, complementa o conjunto, enquanto um motor elétrico de 4 cv e 1 kgfm de torque oferece suporte em momentos específicos, sem tracionar o veículo sozinho.

Desempenho e Dirigibilidade

Ao volante, o 208 GT Hybrid mantém a agilidade, leveza e reatividade já conhecidas do hatch, características ideais para o uso diário em cidades. O sistema start-stop, embora funcional, poderia ser mais suave em seu acionamento. Contudo, o carro se mostra esperto nas saídas de semáforo, sem a "queda súbita de potência" observada em alguns concorrentes. O câmbio CVT se destaca pelo bom entrosamento com o motor 1.0, proporcionando suavidade nas trocas e um desempenho ágil, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos.

Consumo: Expectativa vs. Realidade Brasileira

A grande promessa da tecnologia MHEV é a melhora no consumo, e os números do Inmetro parecem corroborar isso, indicando 13 km/l em ciclo urbano e 13,8 km/l na estrada para o 208 GT Hybrid. No entanto, a avaliação prática revelou um cenário diferente. Em um teste de 266 km, circulando exclusivamente na cidade e com o ar-condicionado ligado, o consumo registrado foi de apenas 9 km/l. Esse valor representa uma performance 44,4% pior do que os 13 km/l declarados pelo Inmetro para o uso urbano, gerando uma decepção considerável para quem busca economia.

Espaço Interno, Equipamentos e Posicionamento no Mercado

Apesar da questão do consumo, o Peugeot 208 GT Hybrid agrada pelo visual esportivo, rodas de 17 polegadas e identidade luminosa marcante. Contudo, suas dimensões compactas (4,05 m de comprimento e 2,53 m de distância entre-eixos) resultam em um espaço interno limitado, especialmente no banco traseiro, dificultado ainda mais pelo túnel central elevado. O porta-malas de 265 litros também é acanhado, ficando abaixo de concorrentes como o Volkswagen Polo (300 litros). Essas características sugerem que o 208 é mais adequado para casais sem filhos. O pacote de equipamentos é generoso, incluindo painel 3D de 10’’, central multimídia de 10,3’’ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, ar-condicionado digital e teto panorâmico. As vendas do 208, com 9,8 mil unidades acumuladas em 2025 (considerando um período recente), indicam que a "herança maldita" da desvalorização está diminuindo, com uma depreciação de 13,1% em dois anos, segundo a Mobiauto.

Pontos Positivos: Pacote de equipamentos, visual arrojado, desempenho acima da média.
Pontos Negativos: Consumo real elevado, porta-malas acanhado, cabine apertada.

Teste Peugeot 208 GT Hybrid: Consumo real decepciona na...
O Peugeot 208 GT Hybrid é que esteve presente na minha garagem no recesso de fim de ano. Como minha esposa está grávida, decidimos passar esse período em São Paulo para descansar. Também aproveitei para colocar os treinos em dia e cheguei à marca de 40 km totais percorridos nas corridas ao longo dos feriados — bem menos que os 266 km em que estive ao volante do hatch compacto, anunciado no site por R$ 136.490, mas negociado a R$ 128.490 nas lojas.
Nossa permanência na cidade foi providencial para eu testar o carro híbrido leve para o especial de autonomia. Afinal, a tecnologia MHEV tem como grande vantagem a melhora no consumo urbano. Uma das razões para isso é a adoção do sistema start-stop, que desliga o motor em paradas como congestionamentos e semáforos e religa assim que o condutor tira o pé do freio. Vale dizer que o recurso não pode ser desativado no Peugeot 208, o que pode irritar alguns motoristas. Não é o meu caso.
Este teste faz parte do especial "Os Reis da Autonomia" publicado na edição 718 da Autoesporte. Clique aqui para conferir as outras avaliações.
Peugeot 208 GT Hybrid tem preço oficial de R$ 136.490
Autoesporte
Mas qual foi o consumo médio do hatch francês? A economia é considerável? Abordarei esses e outros tópicos a seguir; antes, vamos entender os alicerces desse conjunto híbrido leve e o que foi feito para torná-lo mais econômico — se é que está.
O Peugeot 208 tem motor 1.0 turbo flex de 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, atrelado ao câmbio CVT que simula sete marchas. O sistema híbrido traz um gerador por correia que cumpre o papel de “superalternador” e de motor de arranque, ou seja, opera tanto na partida quanto no sistema start-stop, novidade na linha 2026.
O conjunto conta ainda com uma pequena bateria de 12V e 0,125 kW, instalada sob o banco do motorista. Já o pequeno motor desenvolve 4 cv de potência e 1 kgfm de torque em momentos estratégicos e não traciona sozinho o modelo.
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Peugeot 208 GT Hybrid tem o mesmo visual das outras versões do hatch
Autoesporte
Ao volante, o pequeno Peugeot segue ágil, leve e reativo para usar no dia a dia. A maior diferença em relação às versões sem eletrificação é o start-stop. Mas achei que o sistema poderia ter funcionamento mais suave ao despertar o motor 1.0 turbo. Apesar disso, senti um comportamento esperto nas saídas de semáforo — diferentemente dos Volkswagen, que têm uma queda súbita de potência.
Quanto à dirigibilidade, destaco o câmbio CVT, bem entrosado com o motor 1.0. Nota-se, especialmente durante as ultrapassagens, que o conjunto opera com muita suavidade. Para melhorar, acelera de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos.
Esperto e bem equipado, o Peugeot 208 foi pensado para agradar motoristas mais jovens e despojados
Autoesporte
Graças à atualização, o Peugeot 208 GT está, de fato, mais econômico. De acordo com o Inmetro, passou de 12 km/l para 13 km/l em circuito urbano e de 13,7 km/l para 13,8 km/l na estrada. Lembra da vocação para a cidade? Os números só comprovam a tese. Mas como é o consumo na prática, dirigindo no dia a dia? Retirei o 208 GT com o tanque cheio de gasolina. Registrei a quilometragem inicial (4.247 km), já que o hatch não faz leitura parcial, e comecei a dirigir.
Antes de encerrar o teste, passei no posto para completar o tanque. O odômetro marcava 4.513 km — portanto, 266 km totais percorridos. Até o clique da bomba entraram 29,7 litros de gasolina, ao preço de R$ 177,66. Assim, o consumo nessas duas semanas, circulando somente na cidade e com o ar-condicionado ligado, foi de 9 km/l, 44,4% pior do que os 13 km/l declarados.
Peugeot 208 GT Hybrid
Peugeot 208 é mais econômico no laboratório do que na vida real
Autoesporte
Embora o consumo na vida real deixe a desejar, o Peugeot 208 agradou por sua proposta. É um hatch com visual esportivo, rodas de 17 polegadas que fogem do comum e uma identidade luminosa marcante.
Por ser pequeno (4,05 m de comprimento) e acanhado (2,53 m de distância entre-eixos), até passageiros de baixa estatura terão seus meniscos esmagados no banco traseiro, onde há o empecilho do túnel central elevado.
Peugeot 208 GT Hybrid tem porta-malas de 265 litros
Autoesporte
Igualmente acanhado é o porta-malas de 265 litros, abaixo dos 300 litros disponíveis no Volkswagen Polo. Ficou claro que o 208 é um carro para um casal sem filhos, pois até o ângulo de abertura das portas traseiras — sim, já estou reparando nisso — dificulta instalar um bebê conforto.
Quanto ao pacote de equipamentos, traz painel de instrumentos 3D de 10’’, central multimídia de 10,3’’ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, ar-condicionado digital e teto panorâmico com persiana manual.
No acumulado de 2025, apenas 9,8 mil unidades do Peugeot 208 foram vendidas no Brasil. Talvez exista um pouco da “herança maldita” da desvalorização, embora os indicadores mais recentes demonstrem que isso deixou de ser um problema: estudo da Mobiauto mostra que o 208 teve depreciação de 13,1% no período de dois anos.
Pontos positivos: Pacote de equipamentos generoso, visual arrojado e desempenho acima da média
Pontos negativos: Consumo real elevado, porta-malas acanhado e cabine apertada
Peugeot 208 GT Hybrid
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Fonte: Auto Esporte

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