Voltar para Notícias
Mercado

Top 10 Carros Automáticos Mais Baratos no Brasil em 2026

11 de junho de 2026
7 min de leitura
Top 10 Carros Automáticos Mais Baratos no Brasil em 2026

O Cenário dos Carros Automáticos Acessíveis em 2026

O mercado automotivo brasileiro em 2026 apresenta um cenário dinâmico para quem busca um carro automático acessível. O ranking dos 10 modelos mais baratos passou por significativas alterações, impulsionadas por reajustes de preços, lançamentos e, notadamente, pela introdução de versões movidas exclusivamente a etanol. Essas, como os novos Chevrolet Onix e Onix Plus Eco, se beneficiam de incentivos fiscais do Programa Mover. Modelos elétricos como o Renault Kwid E-Tech saíram, enquanto o Jac E-JS1 se tornou o único elétrico a figurar, embora por uma margem apertada.

Destaques e Lideranças: Eficiência e Preço

A Chevrolet domina as primeiras posições com o Onix Eco (R$ 103.190) e o Onix Plus Eco (R$ 106.990). Ambos são equipados com motor 1.0 turbo de 115 cv e câmbio automático de seis marchas, movidos unicamente a etanol, e oferecem consumo de 9,1 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada. Essa aposta na descarbonização com combustível vegetal redefine o segmento de entrada dos automáticos.

Versatilidade e Desempenho no Ranking

O ranking de 2026 é marcado pela forte presença de modelos flex, muitos do Grupo Stellantis, que combinam potência e eficiência.

  • Compactos e SUVs em Destaque: O Fiat Argo Drive (R$ 108.980) abre o pódio com motor 1.3 Firefly e câmbio CVT. O Peugeot 208 Active Turbo (R$ 110.990) e o Citroën C3 You (R$ 112.590) compartilham o motor 1.0 turbo flex de 130 cv e transmissão CVT de sete marchas simuladas, evidenciando a força dos compactos turbinados do grupo. O Fiat Pulse Drive (R$ 115.990) representa os SUVs compactos com seu motor 1.3 aspirado.
  • Confiáveis e Econômicos: O Volkswagen Polo Sense (R$ 108.490), um dos carros mais vendidos, oferece motor 1.0 turbo de 116 cv e excelentes médias de consumo. A dupla Honda City Hatch e Sedan (R$ 117.500) se destaca pelo motor 1.5 de 126 cv e notável economia com gasolina. O Citroën Basalt Feel Turbo (R$ 117.990), com a mecânica turbo Stellantis, promete espaço e agilidade.

A Opção Elétrica Solitária

Jac E-JS1: Entrada no Mundo Elétrico

Por R$ 119.900, o Jac E-JS1 é a única opção totalmente elétrica a figurar no ranking. Com motor de 62 cv e autonomia de 161 km (Inmetro), ele atende a um nicho específico de uso urbano, mas sua autonomia limitada o coloca na décima posição. Sua presença, contudo, sinaliza o início da concorrência dos elétricos no segmento de entrada.

O ano de 2026 reafirma a tendência de motores turbinados e a crescente importância dos combustíveis alternativos e da eficiência para o consumidor brasileiro.

Top 10 Carros Automáticos Mais Baratos no Brasil em 2026
A lista dos carros automáticos mais baratos do Brasil mudou bastante desde o final do ano passado, quando Autoesporte publicou o último levantamento. O Renault Kwid E-Tech saiu de linha para dar espaço ao Geely EX2, enquanto Chevrolet Onix e Onix Plus receberam versões movidas a etanol, o que alterou suas posições no ranking. E aos que buscam um carro elétrico chinês, o compacto Jac E-JS1 agora surge como opção.
Além disso, os constantes reajustes de preços voltam a embaralhar praticamente todos os modelos do ranking. Logo, consideramos oportuna a atualização da lista dos 10 carros automáticos mais baratos no Brasil ainda no primeiro semestre de 2026. Se você busca um modelo acessível e quer aposentar o pedal da embreagem, seu próximo veículo pode estar logo abaixo. Confira a seguir:
10°) Jac E-JS1 - R$ 119.900
Jac E-JS1 é apenas R$ 90 mais barato do que o BYD Dolphin Mini
Renato Durães/Autoesporte
Não foi dessa vez que o BYD Dolphin Mini ou o Geely EX2 entraram na lista. O único modelo elétrico entre os carros automáticos mais baratos do Brasil é o Jac E-JS1, que custa R$ 119.900. Inclusive, ele entrou raspando, pois o Dolphin Mini custa R$ 119.990.
O E-JS1 tem motor que entrega 62 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. O pacote de baterias de fosfato de ferro-lítio tem capacidade máxima de 30,2 kW, suficiente para fazer o carro rodar somente 161 km com uma carga, de acordo com o ciclo do Inmetro.
9°) Citroën Basalt Feel Turbo - R$ 117.990
Citroën Basalt se destaca pelo bom espaço interno
Cauê Lira/Autoesporte
O Citroën Basalt Feel nada mais é do que a versão de entrada do SUV compacto com motor turbinado. Estamos falando do 1.0 turbo flex de até 130 cv e 20,4 kgfm, com injeção direta e transmissão CVT capaz de simular sete marchas. Dessa forma, o Basalt tem a mesma mecânica de Fiat Fastback, Peugeot 2008 e outros carros do Grupo Stellantis.
De acordo com o Inmetro, faz 8,3 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, faz 11,9 km/l em circuito urbano e 13,7 km/l nas rodovias. Independentemente da motorização, o Basalt tem suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Já os freios são de discos ventilados nas rodas frontais e a tambor nas traseiras. A direção é elétrica.
8º) Honda City Hatch e Sedan - R$ 117.500
Dividindo a oitava colocação, temos a dupla Honda City Hatchback e Sedan. Curiosamente, os dois custam R$ 117.500 na versão de entrada LX.
O motor 1.5 do City rende 15,8 kgfm de torque com etanol. Com gasolina, o número é menor: são 15,5 kgfm. Quanto à potência, o propulsor entrega a 126 cv de potência com ambos os combustíveis.
De acordo com o Inmetro, o sedã faz médias de 9,3 km/l na cidade e 10,4 km/l na rodovia, com etanol, e com gasolina esses respectivos índices ficam bem melhores: 12,8 km/l e 15,5 km/l. Já o hatch faz 9,2 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada com etanol, além de 13,2 km/l em circuito urbano e 15 km/l no trajeto rodoviário com gasolina.
7º) Fiat Pulse Drive - R$ 115.990
Fiat Pulse é um dos SUVs mais baratos do Brasil
Renato Durães/Autoesporte
Na sétima posição o Fiat Pulse Drive aparece pelo preço de R$ 113.990. O SUV vem com motor 1.3 aspirado de 98 cv de potência com gasolina e 107 cv com etanol. O torque é de 13,2 e 13,7 kgfm, respectivamente.
O consumo, por sua vez, é de 8,9 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada com etanol; já com gasolina as médias são de 13 km/l e 14,7 km/l.
6º) Volkswagen Polo Sense - R$ 108.490
Volkswagen Polo é um dos carros mais vendidos do Brasil
Divulgação
O Volkswagen Polo é o carro de passeio mais vendido do Brasil e também um dos automáticos mais baratos do país, ocupando o quarto lugar do ranking. Tabelado em R$ 108.490 na versão Sense, o hatch vem com o motor 1.0 turbo flex de três cilindros com injeção direta que gera 109 cv de potência com gasolina e 116 cv quando abastecido com etanol. O torque é de 16,8 kgfm com qualquer um dos combustíveis.
O consumo médio divulgado pelo Inmetro é de 9 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada com etanol. Abastecido com gasolina, o hatch obtém médias de 13,1 km/l em ciclo urbano e 16,1 km/l em percurso rodoviário.
5º) Citroën C3 You - R$ 112.590
Citröen C3 You é a configuração mais cara do compacto da marca de origem francesa
Divulgação/Citröen
Por R$ 103.990, o Citroën C3, na versão You, ocupa o segundo lugar do ranking. A configuração mais cara do hatch compacto, e única equipada com câmbio automático, tem propulsor 1.0 turbo flex da família GSE de até 130 cv e 20,4 kgfm e com transmissão do tipo CVT com sete marchas simuladas.
A versão garante, com gasolina, consumo de 11,5 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada. Com etanol os números passam para 7,9 km/l e 8,8 km/l, respectivamente.
4º) Peugeot 208 Active Turbo - R$ 110.990
Peugeot 208 Active está um degrau acima da versão de entrada Style
Renato Durães/Autoesporte
Na quinta posição aparece o Peugeot 208. Um degrau acima da versão de entrada do hatch (batizada Style), a opção Active custa R$ 109.490 e vem com motor Flex Turbo 200 de 130 cv de potência e 20,4kgfm de torque. O câmbio, claro, é automático do tipo CVT com sete marchas simuladas.
O modelo faz 8,8 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada com etanol, enquanto com gasolina os números sobem para 12,6 km/l e 14,3 km/l, respectivamente.
3º) Fiat Argo Drive - R$ 108.980
Fiat Argo Drive recebe medalha de bronze no ranking dos automáticos mais baratos
André Paixão/Autoesporte
O Fiat Argo abre o pódio dos carros automáticos mais baratos do Brasil. Na opção Drive, o modelo é comercializado por R$ 106.980 e vem com câmbio automático do tipo CVT com sete marchas simuladas e motor 1.3 Firefly que rende 107 cv de potência e 13,7 kgfm de força.
O consumo é de 9 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, são 12,8 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. Os dados são do Inmetro.
2°) Chevrolet Onix Plus Eco - R$ 106.990
Chevrolet Onix Plus só aceita etanol para ser o sedã automático mais barato do Brasil
Divulgação
Graças ao uso exclusivo do combustível vegetal, a nova versão do Onix Plus passa a receber os benefícios fiscais do Programa Mover do governo federal. É o que justifica o sedã turbo com câmbio automático ser oferecido por R$ 106.990.
Neste caso, o motor 1.0 turbo movido unicamente a etanol desenvolve 115 cv de potência a 5.500 rpm e 16,8 kgfm de torque entre 2.000 e 4.500 rpm. O câmbio automático de seis marchas é o mesmo do flex. Segundo o Inmetro, o Onix Plus Eco faz 9,1 km/l na cidade e 11,1 km/l com etanol.
1°) Chevrolet Onix Eco - R$ 103.190
Agora movido a etanol, Chevrolet Onix Turbo assume posto de carro automático mais barato do Brasil
Renato Durães/Autoesporte
Enfim, chegamos ao carro automático mais barato disponível no mercado brasileiro em 2026. Trata-se do Onix Hatch na versão Eco, que traz o mesmo motor 1.0 turbo movido unicamente a etanol, que desenvolve 115 cv de potência a 5.500 rpm e 16,8 kgfm de torque entre 2.000 e 4.500 rpm. O câmbio automático tem seis marchas. Segundo o Inmetro, o Onix Eco também pode marcar 9,1 km/l na cidade e 11,1 km/l com etanol.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

carros automáticoscarros mais baratosmercado automotivo2026preços de carrosconsumo de combustívelSUVs compactoscarros elétricosVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?Mercado
20 jul 20261 min

DNA de Marcas: Onde a Individualidade Automotiva Resiste?

A Homogeneização da Indústria Automotiva Global A indústria automobilística contemporânea vive um paradoxo fascinante: enquanto a evolução tecnológica e a busca incessante por ganhos de escala impulsionam o setor, há uma crescente percepção de que os veículos, independentemente da marca, estão se tornando cada vez mais parecidos. Essa homogeneização é um reflexo direto da adoção de plataformas modulares e globais, otimização de custos e a consolidação de fornecedores de componentes. Carros de diferentes montadoras, por vezes, compartilham motores, transmissões, sistemas de infotainment e até mesmo elementos de design estrutural. Para o consumidor brasileiro, isso significa que a variedade aparente nas concessionárias pode mascarar uma similaridade fundamental por baixo da lataria. A eficiência na produção e a redução de custos, embora benéficas para o preço final e a rentabilidade das empresas, acabam diluindo o que antes era considerado o "DNA" exclusivo de cada marca. Plataformas Compartilhadas e Seus Efeitos A prática de desenvolver plataformas que servem de base para múltiplos modelos e marcas é uma das maiores responsáveis por essa uniformização. Ela permite às montadoras economizar bilhões em pesquisa e desenvolvimento, além de agilizar o lançamento de novos produtos. No entanto, o resultado é que muitos carros oferecem experiências de direção, níveis de conforto e interfaces de usuário surpreendentemente semelhantes, obscurecendo as nuances que tradicionalmente diferenciavam, por exemplo, um carro alemão de um japonês ou um sul-coreano. A identidade visual externa ainda pode variar, mas a "alma" mecânica e tecnológica tende a convergir. O Que Resta do "DNA" das Marcas para o Motorista Brasileiro? Diante dessa realidade, a pergunta que se impõe é: o que ainda define o "DNA" de uma marca no olhar do motorista brasileiro? Não se trata apenas de design exterior, mas da essência que cada montadora imprime em seus produtos. Antigamente, uma marca era sinônimo de um conjunto específico de características: a robustez de um utilitário, o desempenho esportivo, o luxo e a sofisticação, ou a confiabilidade inquestionável. Hoje, com a convergência tecnológica, a diferenciação reside em sutilezas, como a calibração da suspensão, a resposta da direção, a qualidade percebida dos materiais internos e, cada vez mais, a experiência de software e conectividade. A Busca pela Individualidade em um Mercado Saturado Para o consumidor nacional, a escolha de um carro pode ir além das especificações técnicas. Ela envolve a reputação da marca no pós-venda, a rede de concessionárias, o valor de revenda e até mesmo o status social associado. Marcas que conseguem manter uma identidade forte, mesmo em meio à uniformização, fazem isso através de detalhes específicos de acabamento, pacotes de equipamentos diferenciados, sistemas de segurança proprietários ou uma filosofia de design que se destaca. A lealdade à marca, antes um pilar da indústria, é constantemente testada pela oferta de produtos com atributos tão semelhantes. A Diferenciação Imperativa e o Futuro da Identidade Veicular Apesar da tendência à homogeneização, o mercado automotivo ainda exige diferenciação, especialmente em segmentos onde a exclusividade é um fator de compra decisivo. Carros premium, esportivos ou de nicho precisam ir além do básico, oferecendo tecnologias de ponta, materiais exclusivos e uma experiência de condução verdadeiramente única. Para as marcas que operam em segmentos de volume, o desafio é criar valor percebido e uma identidade que ressoe com o consumidor, mesmo com as restrições impostas pela produção em larga escala. Redefinindo o Valor da Marca na Era Digital O futuro do "DNA" das marcas pode não estar apenas na mecânica, mas na interface digital, nos serviços conectados e na personalização oferecida. A capacidade de um carro "aprender" os hábitos do motorista, oferecer atualizações over-the-air ou integrar-se perfeitamente ao ecossistema digital do usuário pode se tornar o novo diferencial competitivo. Marcas que conseguirem redefinir sua identidade em torno desses pilares, mantendo um elo com sua herança, serão as que melhor resistirão à maré da uniformidade, garantindo que, de perto, os carros continuem a exibir uma personalidade que vai além da aparência.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...Mercado
20 jul 20266 min

Seguro de Carro: Apenas 29% da Frota Brasileira Está...

O Cenário Alarmente do Seguro Automotivo no Brasil Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que a vasta maioria dos veículos brasileiros, cerca de 71% da frota, circula sem qualquer tipo de proteção. Dos 63,3 milhões de automóveis no país, aproximadamente 44 milhões rodam desprotegidos contra roubo, furto, colisão e outros imprevistos. Mesmo com o mercado de seguro automotivo tendo quase dobrado de tamanho na última década, atingindo uma arrecadação de R$ 61,6 bilhões, a cobertura ainda se mantém estável em apenas 29%, indicando que a proteção veicular é percebida como um luxo ou um custo secundário por grande parte da população. O Perfil do Segurado Brasileiro Classe C Lidera a Contratação Contrariando a percepção comum, a classe C, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120, é a principal consumidora de seguro automóvel no Brasil, representando 41% dos segurados. Este fenômeno, segundo Alexandre Leal da CNseg, reflete tanto o crescimento do poder de compra quanto a mudança na forma como esses consumidores enxergam o seguro, incluindo-o no planejamento de compra do veículo. Na sequência, aparecem as classes B (24%), D (23%), E (7%) e A (5%). Idade e Valor do Veículo O estudo aponta que pessoas em idade economicamente ativa são os principais contratantes: 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, e 26% entre 46 e 55 anos. Além disso, a proteção veicular não se restringe a carros de luxo. Cerca de 46% dos veículos segurados custam até R$ 70 mil, e outros 27% estão na faixa de R$ 71 mil a R$ 100 mil, evidenciando a popularização do seguro entre proprietários de carros de entrada e intermediários. Distribuição Regional A distribuição de apólices acompanha a concentração da frota nacional. O Sudeste lidera com 53% dos veículos segurados, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (15%), Nordeste (12%) e Norte (4%), que possui a menor taxa de carros assegurados. Desafios e Oportunidades de Crescimento Alexandre Leal destaca que o custo da apólice (geralmente entre 4% e 8% do valor do veículo), a renda limitada e a percepção de que o seguro é um gasto secundário são os principais fatores para a baixa penetração. Muitos proprietários desconhecem as modalidades de cobertura ou não veem o seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial. Apesar desses desafios, o mercado de seguros automotivos projeta um crescimento de 7,8% para 2026, impulsionado pela recuperação das vendas de veículos e pela renovação da frota. O enorme potencial reside nos 44 milhões de veículos desprotegidos, especialmente entre a classe média, que já demonstra ser um público estratégico.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte