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Toyota Hilux: Teste de Autonomia – 800 km são reais?

16 de fevereiro de 2026
6 min de leitura
Toyota Hilux: Teste de Autonomia – 800 km são reais?

Hilux em Teste: A Autonomia de 800 km é Real?

A Toyota Hilux, líder de vendas no segmento de picapes médias, foi o foco de um teste de autonomia que buscou verificar se a promessa de 800 km com um único tanque de diesel realmente se sustenta na prática. Equipada com um motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm de torque, câmbio automático de seis marchas e tração 4x4, a versão topo de linha SRX Plus (vendida a R$ 357.890) foi submetida a uma avaliação rigorosa, percorrendo um total de 680 km, com 74% desse trajeto em estradas.

Expectativas x Realidade do Consumo

O Inmetro projeta um consumo rodoviário de 10 km/l para a Hilux, o que teoricamente permitiria um alcance de 800 km com seu tanque de 80 litros. No entanto, o teste revelou números consideravelmente inferiores. Na estrada, com o ar-condicionado ligado, a média registrada foi de 8,5 km/l. Em trechos urbanos, dentro de São Paulo e Peruíbe, o consumo ficou em 7,4 km/l, também abaixo dos 9,3 km/l divulgados pelo PBEV.

Ao final do percurso, com 85,4 litros de diesel consumidos, a autonomia total alcançada pela picape foi de 648 km. Este número ficou 24 km abaixo da estimativa do computador de bordo e mais de 150 km aquém do esperado pelos dados do Inmetro, frustrando as expectativas do avaliador.

Fatores que Influenciaram o Desempenho

Diversos elementos contribuíram para a variação nos números de consumo durante o teste. O trânsito intenso de fim de ano, especialmente no deslocamento para o litoral paulista, aumentou significativamente o tempo de viagem e o consumo. Além disso, a picape foi utilizada com bagagens na caçamba e passageiros (inclusive dois cachorros) a bordo, e enfrentou fortes chuvas em um dos trajetos – condições que naturalmente prejudicam a eficiência do combustível, mesmo que a capacidade máxima de carga não tenha sido atingida.

Picape "Raiz": Pontos Fortes e Fraquezas Atuais

Apesar do consumo abaixo do esperado, o motor 2.8 turbodiesel da Hilux é elogiado por sua robustez e confiabilidade, administrando bem as mais de 2 toneladas do veículo. A versão SRX Plus se destaca pela capota marítima de série, um item opcional em muitas rivais, que se mostrou extremamente útil durante viagens com chuva. A capacidade off-road e a garantia de dez anos são outros pontos positivos incontestáveis da Hilux.

Por outro lado, a idade do projeto da Hilux, que não sofre uma troca de geração há mais de dez anos, começa a pesar. A direção hidráulica (em vez de elétrica) dificulta as manobras, e o "chacoalhão" característico do chassi sobre as longarinas é mais proeminente, impactando o conforto. O painel analógico e a central multimídia de 9 polegadas, que apresentou travamentos, também denotam a defasagem em relação a concorrentes que já oferecem mais tecnologia e equipamentos de segurança, como alerta de ponto cego. A Hilux, apesar de sua fama de robustez, perde terreno em refinamento e modernidade.

Toyota Hilux: Teste de Autonomia – 800 km são reais?
Para este especial, minha missão foi dirigir a líder de vendas entre as picapes médias: a Toyota Hilux, que vendeu 49.732 unidades em 2025. Afinal, picapes médias a diesel têm fama de entregar uma alta autonomia, muitas vezes acima de 800 km. Será que a Hilux nos entrega isso? Seu motor é o 2.8 turbodiesel de 204 cv de potência e 50,9 kgfm de torque, com câmbio automático de seis marchas e tração 4x4.
Este teste faz parte do especial "Os Reis da Autonomia" publicado na edição 718 da Autoesporte. Clique aqui para conferir as outras avaliações.
Ao todo, percorri 680 km com uma Hilux SRX Plus, versão de topo do modelo, vendida a R$ 357.890. Foram 176 km na cidade e 504 km na estrada, ou seja, 74% do trajeto em rodovias, já que viajei duas vezes para Peruíbe, litoral sul de São Paulo, onde moram meus pais. E já adianto — e confesso — que esperava números melhores de consumo.
Hilux SRX Plus é a versão topo de linha da picape média no Brasil
Jady Peroni/Autoesporte
No primeiro dia com a picape, o tanque de 80 litros estava completo e o painel de instrumentos indicava 672 km de autonomia. Com base no consumo rodoviário de 10 km/l segundo o Inmetro, o alcance projetado é de até 800 km. Após duas jornadas de ida e volta a Peruíbe (SP), registrei 8,5 km/l na estrada com o ar ligado, bem longe do consumo homologado da picape.
Toyota Hilux
Alguns fatores explicam a variação. O primeiro é o trânsito de fim de ano para descer da capital para o litoral paulista: sempre uma aventura. Levei 3 horas em um percurso que geralmente dura 1 hora e 40 minutos.
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Outra questão é que, embora a picape estivesse longe de sua capacidade máxima de carga (1 tonelada), viajei sempre com bagagens na caçamba e passageiros a bordo, inclusive dois cachorros. Além disso, choveu forte em um dos trajetos, o que por si só prejudica o consumo. Mesmo assim, considerando os longos trechos de descida na Rodovia dos Imigrantes, esperava uma média melhor.
Na segunda descida rumo ao litoral, apesar de ter ainda cerca de um terço de tanque, abasteci a Hilux, por questões de segurança. O computador de bordo me dava 183 km de autonomia e eu estava com uma pessoa idosa a bordo, podendo enfrentar um trânsito árduo. Portanto, completei o tanque com diesel — paguei R$ 5,99 o litro, preço bastante razoável levando em conta a média atual de R$ 6,12 no Brasil, segundo a Petrobras. E lá fui eu de novo.
Cabine da Toyota Hilux é bem montada, embora seja simples
Jady Peroni/Autoesporte
No geral, foram 18 dias com a Hilux SRX Plus e, apesar de não ser fácil dirigir uma picape desse tamanho na cidade, ela me atendeu muito bem. Um ponto ruim é que o consumo urbano em meu teste também ficou abaixo do apontado pelo Inmetro. Nos 176 km rodados dentro de São Paulo e de Peruíbe, sempre com o ar ligado, registrei 7,4 km/l, enquanto o PBEV divulga média de 9,3 km/l.
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Certo que também peguei alguns pontos de trânsito, ainda mais na praia, mas novamente frustrou minha expectativa. Ao todo, foram usados 85,4 litros de diesel. Fazendo as contas, a Toyota Hilux cumpriu uma autonomia total de 648 km, ficando 24 km abaixo do prometido pelo computador de bordo e mais de 150 km aquém da autonomia declarada pelos números do Inmetro.
Versão SRX Plus faz muito sentido e embala as vendas da picape mais desejada do Brasil
Jady Peroni/Autoesporte
Apesar disso, aproveito para dizer que gosto muito desse motor da Toyota. Além de confiável, é robusto e administra bem as mais de 2 toneladas de peso da caminhonete. Uma questão é que, sendo fiel ao conceito de “picape raiz”, a Hilux é um dos poucos veículos leves novos à venda no Brasil com direção hidráulica em vez de elétrica, mesmo em sua versão mais cara. Isso deixa o volante mais pesado e dificulta na hora de manobrar, algo que senti durante esses quase 20 dias. Além disso, quem vai na cabine sente muito o “chacoalhão” do chassi sobre as longarinas, algo característico de picapes médias, mas ainda mais proeminente na Hilux.
Hilux é robusta e imbatível no off-road, mas deixa a desejar no consumo de combustível
Jady Peroni/Autoesporte
Por outro lado, se tem uma coisa que me ajudou muito foi o fato de a versão SRX Plus vir de série com capota marítima, item opcional na maioria das rivais. Na segunda viagem, precisei levar muitas coisas na caçamba e choveu forte na estrada. A capota foi minha grande aliada para não molhar a bagagem. A verdade é que a Hilux sente o peso da idade. São mais de dez anos sem trocar de geração, e isso influencia no dia a dia de quem dirige essa picape. Sua atualização será produzida na Argentina muito em breve.
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O painel de instrumentos é analógico e há uma pequena tela TFT no centro, além da central multimídia de 9” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, que travou algumas vezes no caminho. Ainda assim, e embora não ofereça recursos já entregues por rivais, como alerta de ponto cego, a Toyota Hilux é sinônimo de robustez . É uma pena ter ido um pouco “menos longe” do que eu esperava em autonomia.
Pontos positivos: Mecânica robusta, capota marítima de série, capacidade off-road e garantia de dez anos.
Pontos negativos: Preço elevado em relação ao mercado, projeto antigo e falta de equipamentos de segurança.
Toyota Hilux
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte